Meses sem sexo me fizeram até acreditar que eu tinha perdido o jeito. Mas alguns segundos trocando beijos e carícias foram o suficiente pra mudar meu pensamento. Entre as pernas da Antônia eu me lembrei do que me fez perder a cabeça. Foi o sexo e seus inúmeros estímulos. O meu apetite s****l foi parte responsável por meus erros. A sensação de dar e receber prazer, os gemidos, os orgasmos, tudo relacionado ao ato me fez perder a noção do certo e do errado. Por alguns meses, estando com a Nanda e a Ranieri, só pensei no sexo e ignorei o que existia a partir dessa troca.
- Você parece distante Joana.
A Antônia chamou minha atenção.
- Desculpa. Pode ser estranho, mas eu estou pensando em alguns erros que cometi.
Ela sorriu.
- É um pouco estranho.
Disse se cobrindo com uma manta.
- Fiquei seis meses sem sexo e por mais que eu tenha sentido falta, acredito que me fez bem.
- Saiu de um relacionamento com alguém que você amava?
Especulou me olhando.
- Sim e não. É complicado.
- Você é muito sensível Joana!
Disse se aproximando de mim novamente e quando percebi que ela ia deitar a cabeça em meu ombro eu me afastei.
- Se me conhecesse de verdade não diria isso.
- Todo mundo tem um primeiro amor. Uma primeira namorada e uma primeira decepção.
- No meu caso sou a própria decepção.
Afirmei sorrindo e ela provavelmente pensou que era uma brincadeira da minha parte.
- Você beija com vontade. É carinhosa e olha nos olhos. Isso não é comum. Sai com garotas que foram bem frias, quase secas. Se você tem a capacidade de se doar assim eu acho que não tem o direito de se considerar uma decepção.
A afirmação dela foi muito gentil.
- Seus olhos são lindos, tão lindos que certamente enxergam beleza em tudo.
Declarei olhando pra ela e pensei na Nanda.
- Consigo ver que você é uma pessoa linda e do bem.
Ela declarou.
- Volto a dizer. Se me conhecesse não diria isso.
- Você conhece a lei do retorno? Aquela que diz que só colhemos o que plantamos?
- Mais ou menos.
Sorri prestando atenção nela.
- É um conceito simples. Tudo que você planta é o que colhe. Tudo o que você oferece é o que recebe. Então plantando o bem você colhe o bem. Ao oferecer amor você recebe amor de volta e assim é com tudo na vida.
- Entendi.
Sorri ao pensar que plantei confusão e colhi o caos. Ofereci mentiras e recebi minha punição.
O encontro com a Antônia e o sexo foram situações que me desencadearam sentimentos distintos. No começo fiquei empolgada como há meses não ficava, mas depois fiquei estranhamente pensativa. Obviamente o problema não estava nela e sim em mim. No fundo não me sentia pronta pra ter nada com ninguém, mesmo que fosse apenas um sexo casual.
A certa hora da noite nós duas nos despedimos do lado de fora do prédio porque eu fiz questão de acompanhá-la até a moto. Ao abraçá-la senti-me m*l por ter me precipitado em nosso encontro. Isso porque antes do sexo a conversa entre nós duas estava fluindo, mas depois ficou estranho mesmo com ela sendo muito gentil e não forçando uma i********e que não tivemos tempo de construir.
Após ficar sozinha desejei ter a Lauren por perto para conversar e desabafar. Ela sempre me escutava e aconselhava com uma sabedoria e maturidade surpreendente e depois de seis meses sempre que eu me sentia triste pensava em recorrer a ela, que era minha única família.
Dormi m*l e ao acordar passei um tempo questionando meu comportamento com a Antônia. Fiquei com a sensação de que a frustrei de alguma forma e por isso resolvi procurá-la e me desculpar. Afinal, como ela mesma falou sobre a lei do retorno eu percebi que não devia plantar nenhum sentimento r**m em outra mulher pra não ter que colher um pior no futuro.
No horário do almoço fui até o restaurante em que ela trabalhava e pedi para conversamos brevemente. Ela obviamente estranhou minha visita e eu fiz questão de falar o que estava sentindo, ainda que tenha me enrolado com as palavras.
- Prometo não tomar muito do seu tempo. Não tenho muita coisa pra falar, mas senti que precisava vir até aqui e desabafar. Eu gostei de sair com você de verdade. Estava há muito tempo presa no apartamento. Não tenho muito ânimo pra sair desde que cheguei, mas não é esse o foco. O fato é que você é interessante, linda e o sexo também foi bom, mas eu me senti estranha e não por sua causa. O problema sou eu que estou sem perspectiva. Não sei pra onde vou quando o dinheiro que eu trouxe do Brasil acabar, porque só com o meu trabalho atual não dá pra fazer quase nada. É muita coisa na minha cabeça nesse momento e mesmo você sendo muito gentil e tendo olhos lindos, os problemas que eu trouxe comigo e os que estão surgindo agora me impedem de relaxar.
Falei demais.
- Está claro pra mim que você tem muitas preocupações.
Ela disse sorrindo e eu respirei aliviada.
- Estou entre a cruz e a espada.
Resmunguei como uma criança chorona.
- Joana eu não sei nada sobre você, porém entendi que está precisando de um trabalho extra.
- É estou. Mas não é fácil conseguir um serviço que some com o da gravadora.
- Vou falar com meu tio. Ele sempre precisa de pessoal para o restaurante e o Buffet em dias de festa. O serviço não é nada complexo, só é cansativo, mas paga bem. Tem interesse?
Sorri.
- Tenho interesse e não tenho experiência, mas posso aprender.
Ela riu de mim.
- No fim do serviço eu falo com ele. Como faço pra falar com você?
- Eu posso ligar pra você amanhã.
- Sendo assim me ligue.
- Você é uma pessoa boa Antônia. Não nos conhecemos e você se dispõe a me ajudar.
Sorri chegando perto dela.
- Vejo que é verdadeira Joana. Tenho que trabalhar agora. Espero sua ligação amanhã.
Ela deu as costas e depois se virou para me olhar novamente.
- Posso não conhecer sua história, mas sinto que você está presa a alguém importante. Tudo bem se não ficarmos novamente, porque não é confortável ficar com uma pessoa pensando em outra. O melhor é dar tempo nesses casos. Eu sei por experiência própria.
Fiquei sem palavras e apenas assenti com a cabeça.
Depois que ela se afastou eu voltei pra casa caminhando. Uma hora e meia de caminhada pensando no que ouvi sobre estar presa a alguém importante. A Antônia realmente não me conhecia, mas estava certa ao dizer que eu precisava de mais tempo antes de ficar, mesmo sem compromisso, com outra garota.
Assim que cheguei ao apartamento da Lauren encontrei a DJ com uma moça na cozinha e as cumprimentei sendo educada como o de costume.
- Joana essa é a Donatella. Dona, a Joana é a amiga brasileira que lhe falei.
Ela me cumprimentou com um aperto de mão forte e eu a encarei.
- Brasileira. Sempre quis ir tocar no carnaval do Brasil.
Disse sorrindo.
- Você é DJ como a Lauren?
- Sou percussionista, baterista e DJ. Você luta capoeira?
Dei risada.
- Não pratico nenhum tipo de luta. Gostei do seu cabelo.
Elogiei o moicano platinado dela que também tinha uma tatuagem de escorpião no pescoço e usava vários piercing na orelha. Um estilo com bastante personalidade.
- Estou preparando uma massa pra gente. Está com fome?
- Sim, ainda não comi nada hoje.
- Faço pra mais uma. Joana eu vi que chegaram umas mensagens no seu skype.
- Vou olhar. Se precisar de ajuda é só chamar.
Percebi que a Donatella ficou me olhando estranho e a encarei de volta sem sorrir.
Assim que olhei o skype vi mensagens do Alex. Ele me enviou um texto imenso contando que tinha se metido em uma briga no colégio por conta de uma menina e que chegou a ser suspenso por uns dias, mas valeu à pena porque agora ele e a garota estavam namorando.
Respondi a mensagem prontamente.
“Você é o herói da garota pirralho, parabéns! Na próxima vez tente não trocar socos com ninguém, você não vai ser punido com uma suspensão sempre. Fora do colégio as punições são outras. Lembre-se disso! Sinto sua falta. Obrigada por me permitir participar da sua vida mesmo distante. Eu te amo muito irmãozinho!”
Ter notícias do Alex deixou o meu dia melhor por um tempo, até que depois de comer com a Lauren e Donatella as coisas ficaram estranhas. Percebi que as duas flertavam uma com a outra e que eu estava sobrando no apartamento, então saí pra dar uma caminhada mesmo estando cansada e ao voltar tentei ser silenciosa e me esconder no projeto inacabado do meu quarto enquanto elas transavam.
Mais tarde quando me deitei para dormir a Lauren sentou na outra ponta do sofá e ficou me fitando e sorrindo. Pelo jeito o sexo com a Dona foi responsável por deixá-la com esse sorriso.
- Porque está no sofá e não no mezanino com a sua nova amiga?
Chamei a atenção dela.
- Quero falar sobre a Dona com você.
- Estou ouvindo.
Olhei pra ela que não parava de sorrir.
- Ela tem compromissos em Nápoles nos próximos dias e eu a convidei pra ficar aqui no apartamento. Tudo bem por você?
- O apartamento é seu. Fica tranquila. Só não tenho como dividir o sofá com ela.
Tentei fazer graça pra disfarçar que não gostei da notícia.
- Fique despreocupada Joana, a Dona vai dormir na cama comigo.
- Umm.
- Umm o quê?
- Nada.
- Você não comentou como foi seu encontro com a moça do Buffet.
- Foi diferente. A Antônia é uma moça muito gentil e de bom coração.
- Você parece triste. Quer conversar?
- Estou bem, não se preocupe.
Ela beijou meu rosto ao se despedir e eu fiquei quieta processando a ideia de ter uma estranha andando pelo apartamento por alguns dias.
Na manhã seguinte acordei cedo, sai pra correr e depois me preparei para ir trabalhar. Tive um dia agitado cuidando dos estúdios e ainda parando pra levar a Kiara em alguns compromissos fora da gravadora. Só no fim da tarde consegui ligar para a Antônia e ela me pediu para ir ao restaurante conversar com o tio dela à noite. E foi o que eu fiz. Após o expediente tomei um banho rápido e segui até o outro bairro de ônibus pra ser mais rápido. Assim que cheguei a Antônia me apresentou ao Nicolau, chefe de cozinha e proprietário do restaurante e do Buffet. O italiano me fez algumas perguntas, principalmente em relação a minha disponibilidade para trabalhar à noite e nos finais de semana e no fim me convidou pra fazer parte do serviço do restaurante por alguns dias como teste e eu aceitei imediatamente.
- Vou ajudar você com o que precisa saber. Como organizar as mesas, com as taças, pratos, talheres, as toalhas e como servir. Tudo.
A Antônia se dispôs e eu me senti mais confiante por tê-la ao meu lado.
- Tenho uma noção de muitas coisas, mas na prática é tudo muito diferente.
- Você vai ver que o serviço é simples no sentido das tarefas e difícil porque é cansativo.
- Não tenho outra opção então só agradeço por você ter me ajudado nessa.
Sorrimos uma para a outra.
Para não perder tempo ela me passou algumas instruções de trabalho.
- Você precisa de duas camisas brancas, uma calça e sapato social preto. Tem que amarrar o cabelo ou usar uma tiara pra deixá-lo longe do rosto. E não use perfume. Só um desodorante corporal neutro. O resto do uniforme de trabalho o meu tio vai lhe oferecer.
- A camisa, calça e sapato social vão me dar um prejuízo. E se eu não conseguir o trabalho?
- Vai conseguir. Acredite.
Fiquei um pouco temerosa, mas decidi fazer o investimento e no dia seguinte no horário do meu almoço fui até uma loja no centro e comprei o que precisava com uma dor no coração.
Trabalhei duas noites no restaurante servindo mesa e uma noite fiz parte do serviço do Buffet em um evento pequeno que durou poucas horas.
- No final de semana temos um casamento. Vai perceber que a dinâmica é outra. Até agora você está indo bem. Sua prova de fogo vai ser no sábado.
Disse a Antônia depois de me dar uma carona até o apartamento.
- O bom é que no sábado e domingo eu não trabalho na gravadora.
- Vai ter o dia livre pra descansar ou pode sair comigo, tomar um café e jogar conversa fora.
Ela sugeriu sorrindo e me fitando com seus belos olhos azuis.
- Como posse negar um convite seu? É impossível quando me olha assim.
- Já sei que gosta dos meus olhos e penso que se gostasse da minha boca me beijava.
Sorri chegando perto dela e a puxando para um beijo.
- Gosto da sua boca também.
Declarei me afastando e ela ficou me olhando e sorrindo.
Ao entrar no apartamento comecei a me preparar para dormir e quando procurei meu pijama não o encontrei. Por um momento pensei que a Lauren tivesse colocado pra lavar, mas no dia seguinte ao acordar e descobri o paradeiro da minha roupa e não gostei nenhum pouco.
- Esse pijama é meu.
Falei olhando para a Donatella e segurando minha irritação.
- É seu. Pensei que fosse da Lauren.
- Era só prestar atenção no tamanho.
Fiquei indignada com a falsa confusão dela.
- Sossega que eu coloco pra lavar e devolvo nas suas coisas.
- Você mexeu nas minhas coisas?
Perguntei cerrando os punhos com raiva.
- Do quê está me acusando?
Ela me encarou.
- Quero que tire o meu pijama e fique longe do que é meu!
- Ainda está falando da sua roupa de dormir?
Continuamos nos encarando.
- O que está acontecendo?
A Lauren chegou se colocando entre nós duas.
- Você não viu que a sua amiga está com algo que me pertence?
Olhei para a Lauren e ela olhou para a Donatella.
- Você disse que ela tinha lhe emprestado.
- E emprestou. Sossega Joana, que eu vou lavar e colocar de volta onde peguei.
Senti vontade de dar um murro bem no meio da cara sínica dela.
- s*******o da p***a.
Resmunguei em português e a Lauren me olhou.
- Está tudo bem Joana?
Ela perguntou pegando em minha mão.
- Preciso encontrar um lugar pra morar se continuar assim.
Novamente falei em português sem saber se ela me entendia e em seguida me troquei e decidi ir correr para não agarrar a italiana pelo pescoço.
Passei a manhã estressada pensando que não tinha como continuar morando com a Lauren se vez ou outra ela recebesse amigas do tipo da Donatella e só em pensar em um novo processo de mudança fiquei extremamente ansiosa, tanto que acabei levando uma multa ao estacionar o carro da gravadora em um lugar proibido e pra evitar problemas tratei de pagar do meu bolso.
Mais tarde quando me preparava para o trabalho e fui pegar uma das camisas sociais que comprei e tinha colocado para lavar, novamente fiquei possessa de raiva. Ao procurar a camisa e não encontrar soube que a s*******o da Donatella tinha mexido nas minhas coisas outra vez e por isso eu precisei ir trabalhar com a mesma camisa da noite anterior.
- Parece estressada. Quer um cigarro?
Ofereceu-me a Adele. Uma das moças que trabalhava no restaurante quando tirei meu primeiro intervalo da noite.
- Eu não fumo.
- Devia fumar pra relaxar.
Aconselhou rindo.
- Preciso socar uma pessoa pra me acalmar.
- Com isso não posso lhe ajudar, mas se quiser um calmante é só falar comigo.
Ela disse tragando o cigarro.
Voltei para o serviço e fiz um esforço grande pra não cometer nenhum erro ao servir as mesas. Quando o restaurante fechou a Antônia me deu uma carona e dessa vez assim que nós duas chegamos eu não demorei a me despedir e subi até o apartamento com o sangue fervendo.
Encontrei a Donatella no sofá com a Lauren e se quer dei boa noite.
- Onde está minha camisa?
Fiquei de pé na frente dela que se levantou para me encarar.
- Que camisa?
- Não se faça de inocente. Qual é o seu problema? Porque está mexendo nas minhas coisas?
- Joana acalme-se!
Pediu a Lauren e eu empurrei a Donatella.
- Você quer brigar comigo então vamos brigar do jeito certo.
Ela disse me empurrando de volta e eu agarrei a gola da blusa dela.
- Você pegou mais alguma coisa minha?
Fechei os pulsos ameaçando bater nela que puxou minha mão tentando tirá-la da gola da camisa e eu continuei a segurando até a Lauren gritar comigo.
- Para com isso Joana! Você não vai bater na Donatella. De que camisa está falando?
Olhei para a Lauren.
- Vou pegar as minhas coisas e sair do seu apartamento, mas quero minha camisa nova que comprei para o trabalho.
Falei com raiva.
- Dona a camisa que você estava usando hoje é da Joana?
- p***a Lauren é sim. Essa escrota mexeu nas minhas coisas sem permissão.
Afirmei com a voz alterada.
- Eu pensei que fosse sua Lauren.
A s*******o deu a mesma desculpa e eu me irritei.
- Que se dane! Eu vou embora e amanhã volto pra pegar minhas coisas.
Decidi possessa de raiva.
- Joana eu não vou deixar você sair.
A Lauren me segurou pelo braço.
- Me deixa! Se eu ficar aqui vou sair no soco com essa maldita!
Falei com o sangue fervendo e passei pela Lauren sem olhar pra trás.
Como não tinha pra onde ir fiquei no sofá do hall do prédio e acabei adormecendo quando o dia estava amanhecendo.
- Joana. Está dormindo?
A Kiara me acordou e eu fiquei envergonhada.
- Não estava dormindo só descansando os olhos.
Falei a primeira coisa que veio na minha cabeça e ela riu.
- Vem comigo. Vamos tomar um café.
Ela foi simpática e eu continuei sem graça, mas a segui até o escritório.
- Ontem eu jantei com a Yelena. Ela me contou do seu ato heroico ao salvar o Chris.
Disse puxando assunto.
- Eu não fiz nada demais.
- Para a Yelena você fez algo grandioso. O Chris é como um filho para ela.
- Vejo o quanto ela gosta dele.
- Ela o ama. E me pediu para lhe entregar isso como retribuição pelo que fez.
Contou me entregando um cheque com um bom valor.
- Espera. Isso é verdade?
- É sim. A Yelena vai ficar umas semanas sem vir à gravadora, mas me pediu para lhe entregar esse cheque e agradecer mais uma vez pelo seu ato heroico.
- Nossa. Eu não fiz nada demais. Mas esse cheque vai salvar a minha vida.
Sorri empolgada.
- Você conquistou minha melhor contratada e ela me fez prometer pensar em uma função melhor pra lhe ajudar. A Lauren contou que está trabalhando em outro lugar além da gravadora e eu reconheço que isso mostra quanta disposição você tem.
- Ainda estou sendo testada no outro trabalho.
- Você é competente e cativa as pessoas com facilidade. Como prometi a Yelena vou pensar em uma nova colocação para você na gravadora, mas não posso prometer que isso aconteça agora. Portanto, continue sua dupla jornada por mais um tempo. Trabalho não mata ninguém.
Dei risada e fiquei animada com a possibilidade de ser colocada em outra função na gravadora.
O café com a Kiara e o cheque da Yelena melhorou o meu humor e eu resolvi ir conversar com a Lauren e pedir desculpa por ter me exaltado na noite anterior.
Assim que entrei no apartamento deparei-me com a Lauren dormindo no sofá com o meu travesseiro e a manta de cobrir. Cheguei perto dela e passei a mão em seus cabelos.
- Oi. Bom dia.
Ela abriu os olhos e me encarou.
-Onde você passou a noite? Fiquei m*l porque saiu àquela hora sem ter pra onde ir.
- Passei a noite no sofá do hall de entrada.
Contei sorrindo pra ela.
- Não quero que se mude Joana. A Dona vai embora hoje. Eu prometo.
- Eu não quero atrapalhar o que está rolando entre vocês.
- Ela mentiu ao dizer que tinha pedido suas roupas emprestadas. Não confio mais nela.
Sorri e acariciei o rosto dela.
- Você é um anjo na minha vida Lauren Bianchi!
Ela me deu um abraço apertado.
- Quer ir tomar o café da manhã comigo?
Convidei-a.
- Quero sim, mas antes tenho que escoltar a Donatella até a saída.
Declarou rindo e eu adorei ouvi-la dizer isso.