Capítulo 20

1792 Words

Sebastian As palavras dela ainda estavam cravadas em mim como uma cicatriz em carne viva: “Você me arruinou, Sebastian. E mesmo assim, meu corpo ainda quer o seu.” Ela me beijava com fúria. Uma fome amarga, nascida do ódio, da mágoa, da frustração. Seus lábios colavam nos meus como lâminas. Seu toque era uma punição que eu aceitava de bom grado. Ane não era carinho. Era tempestade. Seus dedos puxavam meu cabelo, me mordia, me arranhava. O corpo dela batia contra o meu com força e desespero. Uma dança de raiva e desejo. E eu deixava. Porque merecia. Porque queria. Arrastei-a de volta para o quarto, nossos corpos colidindo como faíscas prestes a incendiar tudo. Ela me empurrava e depois me puxava. Era uma guerra sem vencedores. E talvez fosse esse o problema: nenhum de nós queria vence

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