Capítulo 4

1517 Words
Ele disse que não seria má idéia ir embora com ela, a abraçou novamente disse que ela não podia deixar ninguém ficar pisando nela, independente de quem fosse e que era pra mandar ir pra casa do c.a.r.a.l.h.o. Eles foram entrando a Kim correu se esconder porque não ia dar tempo de subir as escadas, a Rebeca foi subindo indo para o quarto e no meio do caminho o Tato voltou pegar os sapatos dele, deu de cara com a Kim chorando saindo da cozinha, os dois tomaram um susto, a Kim fez sinal pedindo pra ele ficar quieto. Rebeca estava esperando ele lá em cima no final da escada, perguntou oque tinha acontecido, ele falou encarando a Kim muito sério - Nada eu escorreguei aqui, quase caí, vai indo tomar banho, eu não vou dividir o chuveiro com você! A Rebeca respondeu disse que ia indo na frente, ele falou baixinho para a Kim. - Você estava ouvindo a gente? Ela balançou a cabeça que sim, mais disse que só um pouco e por acaso, ele falou. - A ela você pode enganar, mas a mim não, rainha do Nilo! Não sou tão ingênuo e manipulável. — Ela não merece, tudo o que vocês tem feito. Ele nem deu atenção pra ela, foi pegou os sapatos e subiu, a Rebeca estava tomando banho, depois ele tomou e foram deitar na mesma cama, ela estava toda coberta falou que já estava cansada, de tudo, ele sugeriu que os dois fossem viajar, uns dias, ela falou que tinha dinheiro, também que podiam curtir a praia, ele falou sonolento. - Eu preciso dormir, você acha que é fácil manter essa pele? Amanhã a gente decide! — Saiba que sempre poderá contar comigo. Ela disse que tinha combinado de sair com o Pablo, ele respondeu. - Você é uma v.a.d.i.a sabia? Ela disse rindo que não era, foram dormir, no dia seguinte os dois só foram acordar depois das 13:00 horas, só saíram do quarto juntos, ela estava de biquíni e shorts jeans desfiado na barra, bem curto, coque no cabelo, batom vermelho, eles estavam rindo falando de filmes, que no mundo real os dois seriam aquelas marginais que invadiam casas como aquelas, para roubar e aproveitar, ela disse irônica. - Talvez eu roube algo mesmo, você não? Ele falou que não, porque a mochila já estava cheia, das coisas que ele roubou do primo dele pra vender na praia e fazer dinheiro, ela perguntou se ele estava falando sério, eles estavam descendo as escadas, ele respondeu. - Talvez, tá afim de virar minha sócia? Ela disse que talvez, os dois silenciaram ao verem que tinha gente na sala, Kim, Levi e Ramon, a Rebeca estava abraçada com o Tato, falou irônica baixinho. - Olha seu amigo! Ele respondeu irônico. - O seu! Tato se aproximou deles, deu bom dia, foi cumprimentar falou oi educadamente, a Rebeca se aproximou séria, falou sentando ao lado da Kim. - Oi, reunião já cedo, que divertido! Nem me convidaram, estavam falando de mim? A Kim falou que tinha chegado uma entrega pra ela e estava em cima da mesa de jantar. Jogada no sofá, a Rebeca falou: — Tato, vai lá pegar pra mim? Por favor? Ele não tinha nem sentado ainda, foi pegar. Ela estava encarando o Ramon e ele também a olhando sério, fixamente. O Tato voltou com uma cesta de café da manhã muito grande, falou olhando o cartão: — E volta o cão arrependido! Alguém está apaixonado, obcecado. Ela levantou, pegou a cesta, colocou no balcão do bar, leu o cartão, estava endereçado para "gostosa" e só dizia que o dia deles seria maravilhoso. Ela soube de quem era: Pablo. Ela abriu, pegou um cacho de uvas e o Tato começou a comer outras coisas. Os dois foram sentar no quintal com a cesta. Logo o Ramon saiu, falou sentando ao lado dela na mesma espreguiçadeira: — Podemos conversar? Ela levantou os ombros com pouco caso, tipo "tanto faz". Ele falou encarando o Tato: — A sós! O Tato levantou, disse que ia comer tudo em outro lugar. O Ramon começou a falar: — E aí, como você está? Curtiu bastante a noite? Ela disse que estava ótima e que a noite foi maravilhosa. Ele respondeu: — Eu não acho que seja verdade. Rebeca, não tenho tempo pra estar perdendo com você, sabe quantas vezes eu já te procurei pra conversar? Ela estava olhando fixamente para a piscina, falou séria e calma: — Então não perde. Ele segurou a mão direita dela, mexeu no anel, o solitário que ele lhe deu na noite anterior, falou que ela precisava mudar, que já não era mais uma menina. Ela recuou a mão, o encarou e respondeu tranquilamente: — Ramon, se você não é capaz de ser sincero, não adianta me dar um anel, me levar pra passear, nem ficar falando que se preocupa, ou dar a entender que quer algo comigo. Eu preciso mudar? — E quem é você pra vir aqui me dizer isso? Mostrou o vídeo pra eles? Ele ficou quieto, abaixou a cabeça, levou a mão ao rosto, pensativo. Ela continuou falando, um pouco alterada: — Mostrou a porcaria do vídeo pra eles? É, claro que mostrou. E nem se preocupou em como eu iria me sentir, vocês são iguais, o Noah, você, a Kim, todos. — Sabe o que mais me incomoda? Além de ter ficado com você, é que eu acreditei em quase tudo e achei que fazia parte desse clã de m.e.r.d.a. — Acho que eu sempre quis isso, fazer parte de algo, ser normal, nem queria ser conhecida ou popular, eu só queria ser normal, como a maioria, achei que vocês gostavam de mim. — Eu só queria ter amigos e relacionamentos reais, de todos os tipos. Mas, desde que eu cheguei, cada um de vocês só me mostrou, pouco a pouco, que eu não faço parte, nunca fiz. — Você matou seu pai e me contou, mas não foi capaz de falar da Lara e do filho de vocês. Sempre soube que o Noah via tudo no meu celular e nunca me disse nada. Olha pra mim, tô falando com você! Ele olhou e disse levemente irritado: — Desculpa se o mundo não gira em torno de você, acabou de chegar e quer ser o centro das atrações? — A vida não é fácil, Rebeca, nem tudo acontece da maneira que a gente quer. Eu venho tentando resolver nossa situação e eu não menti, posso ter deixado de te falar algumas coisas, mas não muda nada entre nós. Ela sorriu, disse irônica, tirando o anel do dedo: — Não existe nós e a minha vida nunca foi fácil. Se você não vai ser sincero de verdade comigo, então, só me deixa! Ele pegou o anel, falou sério: — É verdade que você disse que não queria que ele tivesse parado? Você gosta dele? Tá rolando alguma coisa? Até então, ela estava normal. Ao ouvir aquilo, franziu a testa, os olhos foram se enchendo de lágrimas. Com muita raiva, ela foi levantando. Ele disse que, apesar de não ser ingênuo, pelo jeito havia se enganado com ela. Ela já estava se afastando, se virou pra ele e falou irritada: — É claro, porque as minhas roupas dão o direito de um homem mexer comigo, eu provoquei, né? E, se por acaso eu ficar com um hoje e outro amanhã, eu não presto. — Mas ser homem como você, que fica com alguém como eu, só pra sair do tédio, brincar e se divertir, tá tudo certo. Independentemente do que eu diga, vou sair como errada mesmo, eu não devo satisfação da minha vida pra você! — E se você estivesse sendo sincero, não tinha me deixado escondida no banheiro, só para o Noah não ver. Ele tentou se desculpar, disse que queria ouvir a verdade dela e que conhecia o Noah, que desde o começo, sabia que ela e Noah tinham algo. Ela ignorou, entrou e foi direto para o quarto. O Tato foi logo atrás, perguntou se ela estava bem, disse que a Kim estava chamando e queria conversar. Ela estava sentada na cama, respondeu com os olhos vermelhos, quase chorando de raiva: — Tá a fim de sair? Só nós dois? Eu preciso sair dessa casa, ficar longe deles. — Estou me sentindo sufocada. Ele disse que sim, a abraçou afetuoso. Ela respondeu: — Arruma suas coisas, eu já volto. Escolhe uma roupa aí pra mim. Por favor. Arruma uma bolsa! Ela saiu do quarto, tentando se manter fria, desceu as escadas levemente irritada, pronta para tudo. A Kim estava sozinha na sala, deitada com a barriguinha de fora, acariciando com as pontas dos dedos, cantarolando para o bebê. A Rebeca parou na escada e falou séria reparando na barriga: — Vamos no quarto, eu vou sair e não sei quando volto. As duas subiram em silêncio, se fecharam no quarto da Kim. A Rebeca sentou na cama muito séria e esticou a mão, falou ríspida com o olhar cético: — Vem.
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