Capitulo 4 - Dimitri/Christian

1503 Words
Sinceramente acho que a vida tem brincado comigo, primeiro me apaixono de verdade por uma mulher que ama o irmão, perco partes da minha existência que eram muito importantes, agora virei babá dela, e por fim estou no meio do mato, carregando um marmanjo que eu odeio. Acho que o universo está me castigando pelas inúmeras maldades que fiz, só pode ser. Acho que a notícia foi muito forte para Christian, o i****a desmaiou, agora me diz que homem desmaia desse jeito? Pior é ter que carregá-lo, mas fazer o que, eu preciso dele. O arrastou até perto da praia, e claro jogou água na cara dele, fala sério, não sou obrigado a ser educado. Ele acorda meio perdido, ao me ver avança em mim, me tacando em uma árvore, e isso me faz gemer um pouco. — O que você tem, não bati tão forte? – perguntou ainda segurando a minha garganta. — Não é da sua conta. – falei o empurrando. — Achei que para um vampiro fosse mais forte. – falou. Fingi não ouvir e segui procurando Isabelle, ela deveria estar ali, até que senti um empurrão no meu ombro. — Qual é o seu problema? – perguntei. — É você, desde que você apareceu, minha vida acabou, você me tirou tudo. – falou. — Você só pode estar brincando, se acha que perdeu tudo, você não sabe o que é perder tudo, é só mais um i****a apaixonado, que acha que a vida acabou porque não pode ter a mulher que acha que ama, vou te mostrar como é a pessoa que realmente perdeu tudo, e que não tem mais esperança de nada. – falei já indo pra cima. Eu estou cansado de segurar a barra sozinho, e ainda não ter reconhecimento, acho que todos os dias eu penso em ir embora, mas algo me prende a ela, estou perdido. Quando resolvi esquecer a ajuda que tinha pedido a ele e partir pra cima, ouvi a voz de Isabelle. - Dimitri, o que está fazendo? Vai bater nele? – perguntou com uma voz doce, como se eu não soubesse o que ela queria. — Não, não bato em otários. – falei. — Eu não acredito, é ela mesmo? – falou Christian. — Sim, mas vai com calma, porque ela mudou muito. – falei. Acho que ele nem me ouviu, saiu correndo em direção dela. — Seja o que Deus quiser. – falei. Christian Depois desse tempo todo, ainda tenho que ver o i****a que começou a destruir meu relacionamento com Isabelle, era demais pra mim. O desgraçado ainda queria ajuda, claro que eu não iria ajudar, mas aí ele me falou de Isabelle, e que ela estava viva, senti um choque e apaguei. Acordei em uma praia e sendo carregado por Dimitri, isso era demais, avancei contra ele e acho que o machuquei, mas tinha certeza de que não tinha usado força, ele é um vampiro, não era frágil. Provoquei e quase começamos uma briga, notei que ele estava pra explodir, fui parado com o som de uma voz de preocupação, Isabelle o chamou. Eu paralisei, e fui me virando devagar, e a avistei, era ela, minha Isabelle, lembro que ele disse alguma coisa mas não esperei e corri para abraçá-la, que retribuiu. — Não acredito que é você, eu senti tanto a sua falta. – falei ainda abraçado. — Já ouvi isso antes. – falou. Eu a soltei e olhei para ela, que estava mais linda do que antes, olhos azuis, seus cabelos pretos estavam maiores, só que agora estavam ondulados, e seu corpo sempre escultural, me parecia que estava mais sexy, de vestido preto super colado, óculos escuros e uma garrafa de uísque. Ela parecia muito distante, tinha mudado um pouco por fora. — Dimitri? – falou, em um tom de dúvida. Eu me virei e ele estava atrás de nós. — Esse é Christian, seu irmão. – falou Dimitri. Eu não entendi o porquê de ele ter me apresentado, já nos conhecíamos, já tínhamos dormido juntos. — Ah, por isso todo esse abraço. – ela falou. — Christian. – ouvi a voz de Dimittri e o olhei. — Isabelle perdeu a memória, espero que com a sua ajuda ela possa pelo menos ser mais humana. – falou. Eu me sentei em uma pedra, era muita coisa pra assimilar de uma vez. — Preciso falar com você a sós. – falou Dimitri. Eu não queria mais precisar, tinha que entender, e o segui para umas cavernas que tinham na praia. — Ela não se lembra de mim? – consegui dizer. — Não, ela mudou muito, não é mais a mesma, o que ela tomou a transformou, e quero prepará-la para isso– falou. Fiquei dominado pelo ódio, ele não tinha falado de mim. O ataquei com tudo o que tinha, e ouvi algo quebrar, e ele gemer. — Você não falou de nós pra ela? – falei. Ele me empurrou me jogando contra uma árvore, confesso que doeu, mas eu estava com ódio. — Se acalma i****a, contei que ela tem um irmão, mais não achei importante contar que ela tinha transado com ele, e que acabou morrendo, quer dizer se matando por ele, a poupei desse trauma. – falou. E ele tinha um pouco de razão. — Ok, isso realmente não é necessário mesmo. – falei me acalmando e pensando um pouco. — Christian, Isabelle não é mais a mesma, tudo nela mudou, e eu preciso que você me ajude com ela. – falou. — Você me pediu ajuda com ela, por quê? Eu não entendo. – falei. — Bom, depois que eu a trouxe de volta, ela virou... — Dimittri, eu estou com fome. – fomos interrompidos pela voz de Isabelle atrás de mim. — Você é a babá agora. – falei debochando dele. — Pode pegar na minha mochila, mais só um Isabelle. – falou olhando pra ela, que sorriu e foi na mochila, de lá ela tirou uma bolsa de sangue, abriu e começou a beber. — Ela..., ela... – tentei falar mas o choque me dominou. — Isabelle voltou como uma Híbrida, meio bruxa, meio vampira. – falou. Em estado de choque fiquei olhando pra ela, fiquei imóvel vendo-a tomar todo o sangue, seu rosto pálido de repente, suas pupilas bem pequenas e sua íris azul, estava toda branca, e pra me deixar mais aterrorizado seus dentes à mostra. Não havia mais a minha Isabelle, só havia uma nova criatura. — A mistura do sangue do pai dela a transformou em vampira, eu não pude mudar isso. – falou Dimittri, me tirando do meu devaneio. Olhei pra ele, que agia como se isso fosse normal, ela era um monstro. — O que exatamente você quer de mim? – perguntei. — Preciso que venha comigo para o meu mundo, que também é seu, ela tem que governar, e acho que com você ela vai se controlar. – falou. — Você só pode estar brincando comigo, ela está perdida. – falei. — Eu não acredito que está falando isso, ela está assim por culpa sua. – ele gritou. E era verdade, então pensei um pouco. — Tem alguma chance de ela voltar a ser o que era? – perguntei. — Não, mas se ela lembrar ela vai ter um pouco mais de humanidade. – falou. — Ela não é mais humana? – perguntei. — Claro que ela é, só que está confusa e perdida, agindo estranho, não se importa mais tanto com os outros. – falou. — Tudo bem eu ajudo, faço qualquer coisa por ela. – falei. — Ótimo, vamos embora. – falou. — Não posso ir assim, tenho que falar com Charlotte, ela vai comigo. – falei. — Como quiser, leve a humana. – falou. — Vamos em 2 dias. – falei. — Então ficaremos e vamos todos. – falou. E eu assenti. Eu olhei novamente para Isabelle, e pensei " como o meu amor pode ter virado um mostro", nesse momento ela olhou diretamente pra mim, o que me causou arrepios. — Se pensar mais uma vez que sou um monstro, eu vou virar um. – falou. Como ela descobriu isso, eu não falei. — Eu consigo ouvir você, e você está me ofendendo, não sou um monstro, só sou diferente de você irmãozinho. – falou. — Esqueci de dizer que ela lê mentes. – falou Dimittri rindo. Fiquei em silêncio, e saímos para a minha fazenda, ia conversar com Charlotte, e depois arrumar tudo para irmos. Já bem perto da fazenda eu pensei: — "Eu vou fazer de tudo para você ser a garota sorridente de antes, a alegre, não importa se mudou, ainda é a mesma pra mim, eu vou estar sempre com você". Olhei para o lado, e ela estava me olhando, sabia que ela tinha escutado, me surpreendi, ela me olhou nos olhos e disse só pra mim. — Sempre e sempre. – falou. Esse era nosso lema, ela ainda estava lá, e agora eu tinha certeza.
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