O sol ainda não havia rompido completamente sobre os telhados tortos da Rocinha quando desci os becos silenciosos com o coração batendo como um tambor de guerra. A névoa da manhã se misturava com o cheiro de concreto úmido e pólvora esquecida. A cada passo, o nome dele martelava na minha mente: Damon. Tudo estava claro demais agora. As palavras de Draco, o ciúmes irracional, o boato do ex... aquilo não era coincidência. Aquilo tinha assinatura. E a assinatura era fria, debochada e c***l. Damon. O irmão mais novo de Draco, tão imprevisível quanto perigoso. Eu não podia mais fingir. Nem fugir. Passei pela viela onde os meninos costumavam jogar bola, agora vazia, e segui até a entrada do galpão abandonado onde, segundo ouvi de uns conhecidos, Damon costumava se encontrar com os capangas ma

