Luna Eu o mandei embora. Mesmo com o coração sangrando no peito, mesmo com a voz embargada de dor e a alma lutando contra a vontade de correr até ele e dizer que tudo estava bem… eu o mandei embora. Draco saiu do meu apartamento sem dizer mais nada. O peso do silêncio entre nós era ensurdecedor. Só o barulho da porta se fechando atrás dele me trouxe de volta ao ar que eu não conseguia respirar. Eu deslizei pelas paredes da sala até o chão, e ali fiquei, abraçada aos joelhos, tentando entender como tudo tinha desmoronado tão rápido. Um boato. Um ciúme. Uma possessividade que me engasgava. Eu sabia que Draco era um homem quebrado, com rachaduras tão profundas que às vezes pareciam abismos. Mas aquela cena… aquele olhar… aquela suspeita… não era amor. Era controle. Era medo disfarçado de

