Draco Eu a vi voltando da ONG naquela tarde. O sol ainda queimava alto, pintando a pele dela de um dourado quase celestial. Mas eu não conseguia mais olhar pra Luna sem ver a sombra de outro homem se infiltrando por trás do sorriso que ela me dava. Sorriso esse que agora me parecia suspeito, falso, ensaiado. Tóxico. Ela subiu os degraus até a entrada da casa com leveza, os cabelos soltos balançando no vento. Parecia alheia à tensão que crescia dentro de mim, como um barril de pólvora prestes a explodir. Só de pensar que aquele desgraçado esteve perto dela, que ela sequer teve coragem de me contar... o sangue me subia como uma febre no corpo. Quando ela entrou e me viu sentado no sofá, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas diante da boca, hesitou por um instante. E

