Draco O som das batidas graves do funk ecoava pela Rocinha, misturando-se ao burburinho das ruas estreitas e ao cheiro forte de fumaça e pólvora. Eu estava no meu escritório, no alto do morro, com a vista privilegiada da cidade que eu comandava. O poder era meu, o respeito era meu, mas algo não me deixava em paz. — Draco, preciso falar com você, — disse Leandro, um dos meus homens mais leais, entrando no escritório sem pedir permissão. Eu levantei o olhar, fechando o laptop onde revisava as finanças do mês, e me inclinei para a frente, apoiando os antebraços na mesa. — Fala, — respondi, o tom firme. Eu não gostava de ser interrompido, mas Leandro sabia disso e só faria se fosse algo realmente importante. Ele se aproximou, seus olhos escuros carregados de preocupação. — É sobre a Luna

