Luna Eu me permiti escorregar pela parede fria até que meus joelhos encontrassem o chão áspero do beco, a pele ainda formigando com os ecos do toque brutal de Draco. Meu corpo ainda vibrava com a intensidade de nossos movimentos, cada marca em minha pele um lembrete de que eu nunca seria livre dele. E, no fundo, eu não sabia se queria ser. O ar ao meu redor parecia pesado, carregado com o cheiro de tabaco e desejo, o resquício de Draco ainda presente, mesmo quando ele já havia desaparecido nas sombras que sempre o acompanhavam. Eu passei a mão trêmula pelo cabelo bagunçado, tentando recuperar o fôlego, meu coração ainda martelando contra minhas costelas como se tentasse escapar do que acabara de acontecer. Foi então que ouvi o som. Passos rápidos e firmes se aproximando, quebrando o sil

