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Endrika Morais apenas queria um emprego que valorizasse quem ela é como profissional. Se formou em Marketing e Publicidade, além de ter conseguido um emprego como assistente de Marketing. Infelizmente, parece que sua sonhada promoção de cargo nunca vira. Até que é promovida a secretária executiva. Parecia algo perfeito. Afinal, uma secretária de um executivo ganha um salário alto.

Contudo, ela tem a péssima notícia que seu chefe é Nicolas Linford, o CEO da empresa da Linford Cosméticos. O que todos dizem sobre seu gênio a deixa receosa em trabalhar com um homem controlador, com gênio difícil e que parece não compreender o horário de trabalho dos seus funcionários, fazendo com que façam hora extra além do necessário e suas reuniões parece que começam, mas nunca tem um horário fixo para terminar.

Ele é exigente, dominador e determinado. A primeira vista, parece ser um pessoa agradável e bem apessoada. Mas, quando ela o conhece, sua única vontade e desistir do emprego. Mas, ele parece encontrar maneiras pouco ortodoxas para fazê-la ficar no emprego, e parece também tentar fazê-la ficar em sua vida.

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Capítulo 1
- Não, eu já disse que preciso conversar com ele as três da tarde? – escutei ele berrando em inglês, ao telefone, ao lado da nossa sala. - Lá vai de novo – minha colega, Ana, disse, apoiada na minha mesa. - Vai se sentar – eu disse – Antes que ele te veja ai. - Estou pouco me importando com ele – Ana disse, revirando os olhos. Nicolas Linford era o CEO da empresa Linford Cosméticos fazia três anos. Nesses três anos ele queria fazer mudanças. Muitas mudanças, como demitir um setor inteiro de Marketing e recontratar. Ele dizia que precisava repaginar a cara da empresa. Ser algo mais jovem e os funcionários antigos deveriam ser cortados fora, pois ele disse que seria assim. Ele nunca explicou o motivo, nem de ter demitido o vice-presidente da empresa, Artur Duarte. Ele estava ali há anos, segundo meus colegas. Eu não conhecia tão bem a empresa, afinal, havia entrado há um ano. Fui contratada como assistente de Marketing, mas eu apenas servia o cafezinho nas reuniões e corria com pastas para cima e para baixo, deixando nos setores. Se eu fazia algo relacionado a minha área, como elaborar uma campainha de Marketing infalível para aumentar as vendas? Nem em sonhos. A empresa que trabalho tem sede na Inglaterra. O dono, o falecido dono, Howard Linford havia expandido seus negócios na Europa e na América Latina. O Brasil foi o queridinho da vez e ele nunca mais foi embora dessa terra. Do nosso amado país. Segundo meus colegas, ele era muito bom para os funcionários, pensando em cada um deles, concedendo para todas as suas filiais uma gratificação de Natal gorda, férias coletivas no fim de ano, refeitório com comida de qualidade nos refeitórios e porcentagem na participação de lucros das vendas da empresa, no final de ano. Infelizmente, com a morte dele Nicolas não pensou nos funcionários, nem na questão do endomarketing, tão essencial para uma empresa daquele porte. Foi dito pela nossa chefe, Mariane, a diretora de Marketing que era necessário cortar gastos, pois a empresa não estava lucrando como deveria e que gastos como aqueles são supérfluos. - Como se ele não tivesse champanhe sempre e seu jatinho particular para viajar – ela comentara, revirando os olhos – E não digam que eu disse isso, ou vou cortar a cabeça de vocês. Mariane não estava errada. A forma como os funcionários eram tratados no momento não era das melhores. Trabalhávamos em dobro e horas extras que iam para o banco de horas. E Nicolas aparecia de vez em quando ali, na filial do Brasil e sempre que aparecia, estava gritando com todos e sempre com um semblante fechado. No primeiro momento, ele parecia ser agradável. Eu o tinha visto no mês passado, pois precisei servir café para ele, na sua sala de reunião. Ele sorriu, falando em inglês e eu respondi, pois eu havia feito curso e meu sonho era ir para Inglaterra ou para a Irlanda um dia. Um sonho que nunca iria chegar. Mas, isso é assunto para outro momento. Então, quando eu respondi sua pergunta em inglês, pois ele havia perguntado se eu estava gostando de trabalhar na empresa, eu disse que sim. Que estava adorando a experiência, só que não mesmo. É que eu fiquei deslumbrada por sua beleza. Pense nos olhos azuis mais bonitos, então pense em safiras. Lindas joias, maravilhosas. Esse eram seus olhos. E que perdição era aquele rosto. Perfeito, esculpido para o pecado. E os cabelos loiros, cacheados nas pontas, era demais para meu coração. E seu terno bem cortado, com certeza Armand, o deixava com o corpo valoriza e os ombros largos. Ele parecia ser esguio, sentado em sua cadeira, atrás do seu laptop. Mas, com certeza devia ser malhado. Então, eu escutei o grito dele, quando eu fechei a porta. Ele falava francês. E quem ninguém me pergunte o que ele disse, mas ele parecia uma fera. Tudo bem, é claro que todo chefe e pessoas com cargo alto sempre são estressadas, mas quem fez reunião com ele, não parava de comentar o quanto ele era estressado, que estendia os horários das reuniões e sempre desdenhava do trabalho dos outros. Aquilo era puro assédio. Mas, não era problema meu. Eu era assistente da linda Mariane, que era muito legal com a gente. Até que no dia seguinte eu recebi a pior notícia da minha vida. - Você vai ser secretária executiva do Nicolas Linford – Mariane disse, com um olhar de pena – Sinto muito mesmo, mas ao menos o salário é gordo. E você vai viajar com ele, para muitos lugares. Então, se anime – ela colocou a mão no meu ombro. Estava sentada na minha mesa, atônita. Olhei para meus colegas, que tinha a cara de quem foi em funeral. O meu funeral. - Não, não, não...isso é um sonho. Não está acontecendo, não comigo – Ok. Eu estava exagerado. Oi? Eu seria secretária executiva de um cara lindo de morrer. Mas, e problema era seu m*l humor. E seu modo de desdenhar o trabalho dos outros. E de ele ser workaholic, o que significava que eu também teria que me acostumar. E eu não poderia sair do país, não ainda. Questões técnicas, como uma mãe que precisava de mim – Eu não posso trabalhar para ele. Não, sem chance. Eu me formei em Marketing e Publicidade. Era para eu estar ajudando você Mariane, com ideias para alavancar a empresa. Ela balançou a cabeça. - Infelizmente, sem chance. Ele disse ao RH que seria você. A última secretária dele se demitiu e jogou o celular dele na privada – ela disse, com um risinho. O riso foi geral do setor. Até mesmo eu ri, pois era engraçado ele ter tomado uma invertida. - E se eu fizer o mesmo, Mariane? E se eu surtar e tiver que ir para uma clínica psiquiátrica, por tentativa de assassinato de Nicolas Linford? Ela balançou a cabeça. - Vai ter que correr o risco, garota. Agora levanta essa bundinha daí e vai para a sala do CEO. Ele disse que queria você lá em...- ela olhou para o relógio de pulso, banhado a ouro - Dez minutos. Você tem cinco ainda. Corre. Eu corri, o mais rápido que meus saltos agulha permitiam. E entrei no elevador, indo para o vigésimo quinto andar. O prédio era imenso. Na cidade de São Paulo. Cheguei na sala dele faltando um minuto. Bati na porta e escutei ele falar em inglês para que eu entrasse. Ele estava ao telefone. Olhou para mim, sério, de cima a baixo. Eu me senti queimar por dentro pelo seu olhar. Havia algo estranho. Ele já tinha me olhado assim, no mês anterior. Um olhar calculado, avaliativo. Um olhar que um leopardo dá para sua presa. Que no caso, era eu. - Please sit down – ele colocou a mão no bocal do telefone, para falar. Eu sentei na cadeira de couro, sentindo ela ranger sobre meu peso. E fazer barulhos engraçados. Ele continuou falando e percebi que ele estava irritado com uma negociação. Era algo sobre lotes de creme estarem sendo barrados na alfandega. E parecia muito desagradado. Ele desligou o telefone, com força excessiva. Depois, abriu um sorriso para mim. Eu esperava que eu não fosse sua próxima vítima. Será que ele me enforcaria, apenas para aliviar a tensão? Até uma veia estava saltando da sua testa e pescoço. - Obrigado por vir, Indrika – ele disse, em um português forçado, com sotaque. E disse meu nome errado. p**a que pariu! - De nada, senhor Linford – eu disse em português. Ele franziu o cenho. Talvez, não soubesse tão bem o português. - Se importa se falarmos na minha língua? – ele perguntou, parecendo, talvez, nervoso. - Of course – eu disse, com um sorriso, o melhor que eu tinha. Que estava fazendo meu maxilar doer. - Ótimo – ele disse, abrindo o sorriso ainda mais. E não parecia falso. Ele até relaxou – Bom, o que vou te pedir é de extrema importância agora. Trouxe uma agenda e caneta? Mordi os lábios. Sai tão rápido do andar de Marketing da empresa que esqueci a droga da caneta e da agenda. - Não senhor – eu respondi, tentando manter os olhos firmes. Ele bufou, parecendo irritado. - Ok, eu tenho uma aqui – ele disse, abrindo a gaveta da sua escrivaninha e tirando um bloco de notas. E pegou uma caneta no bolso externo do paletó dele. Deixou tudo sobre a mesa. A caneta era dourada, muito bonita. E eu tinha medo de quebra-la. Ai, por Deus. Por isso estava acontecendo comigo? Joguei pedra na cruz em outra vida? – Anote, por favor. Respirei fundo e peguei a caneta e bloco de notas. Ele me pediu para passar na lavanderia pegar seu traje de galã, pagar a lavanderia com seu cartão Amex Express, depois, pegar seu almoço. Depois, ligar para revendedor de vinhos, na Inglaterra e pedisse que entregasse a remessa ainda hoje, na galeria de arte Linford. Me atentei aquilo. Ele não estava pedindo nada do meu trabalho, mas algo sobre a vida pessoal dele. Eu não sabia se isso entrava no escopo do meu trabalho, mas ok, sem pânico. Depois, me pediu para buscar a filha dele na escola, perto da empresa e a levasse para casa e ficasse lá, até ele voltar do jantar beneficente que estava arrecadando dinheiro para tratamento de crianças carentes com linfoma. - Não pode estar falando sério - eu disse, com um tom estridente. Ele arqueou a sobrancelha, com um olhar que não admitia contrariedade - Eu não sou paga para ficar com uma criança, nem depois do expediente. - Mas, é o que uma secretária executiva faz, além de fazer horas extras. E vai cuidar dos meus assuntos pessoais - ele se inclinou para frente, com um olhar intenso, apoiando as mãos sobre o queixo - Vai ficar lá, até eu voltar, ou pode esquecer sua promoção. Eu a contratei justamente por ser eficiente e ser fluente em inglês. Se não está bom, posso demiti-la hoje mesmo. Engoli a seco. Eu não podia perder o emprego. Além de estar pagando o restante das parcelas da minha faculdade, eu precisava pagar o tratamento psiquiatrico da minha mãe. Ela estava indo tão bem. Já estava superando todo seu trauma, depois da morte de papai. - Não é necessário, senhor - eu disse, tentando manter a postura profissional, sem querer atravessar aquela mesa e enforcar ele. - Eu pensei que não quisesse, realmente – E ali estava toda sua arrogância e prepotência. Fervi de raiva – Então, já está pronta? Preciso que começa agora. Ele estava sendo um completo i*****l. E por Deus, se ele me olhasse mais um minuto daquele jeito avaliativo, iria acusa-lo de assédio. Não parava de olhar meu decote. Sai da sala fervendo. Mas, resolvi ser profissional. Eu iria conseguir fazer isso, eu sabia que sim.

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