Capítulo 33

1058 Words
— Obrigado. — Desvio meu olhar lá para fora e assim que suspiro, como acaricio a minha pequena que ainda está de pijama. Levanto o copo divisor, já que seu olhar para ele, não hesito e não importa em manda-lo para a prisão, quero matar aquele maldito desgraçado. Eu dirijo, eu faço, e tento me acalmar. Eles estavam juntos há anos e nunca, nunca tinham tocado nela, uma vez a cada tentativa de levantar a voz, ela estava lá, ela sabia que tinha que me colocar em cima dele, ela não conseguia, ele não conseguia vencer, então por esse motivo, ele exigiu que eu ficasse muito tempo. Antes ele não conseguia manipular, agora podia. Chegamos ao prédio e depois de acomodar Lis, colocar o cinto de segurança, paramos na lateral do carro e eu a abraço com força. Cuido dela há muito tempo e vê-la assim, com hematomas no rosto, me faz sentir que falhei, que a decepcionei. O desamparo me domina, devido ao fato de que não consigo mantê-la longe daquele bastardo. — Vou tirar você daqui aviso com a umidade transbordando de minhas bochechas. Lis... ela aponta no carro, por favor, pense nela. — É isso que eu faço, penso em você, também nele e ele não merece ver você sofrer ao lado daquele desgraçado, ele não deveria olhar para essas marcas no seu rosto. Olho e isso só me enche de mais fúria. — Eu quero matar ele. —Há um mês, há algumas semanas, o médico me disse que faria os exames em menos tempo, que em trinta dias iriam para o centro cirúrgico, e consegui que Arthur aceitasse. —Ele insiste, eu recuso imediatamente. — A que maldito custo? —Levanto seu rosto, forçando-o a me ver. —Vamos nos casar quando o hematoma desaparecer, ela revela com a voz trêmula e minhas mãos cerram. — Manuela, ouço David e ela fica assustada. —Não deixe que ele me veja, implora, mas já é tarde, ele se aproxima rapidamente, pousando na frente dos dois. — Agora não, David — escondo-o atrás de mim. — Precisamos conversar, preciso explicar que ela é irmã de Odete, ele insiste, não desiste, mas movo a cabeça da esquerda para a direita. Serão só alguns minutos e depois vou embora, tenho que voltar para a Itália e não posso sair assim. —Implora. — Vai? — Manuela sai de seu esconderijo. —Por quê? Ele vai me deixar depois de não poder me usar? —ela questiona e o rosto de David fica deformado e não é por causa de suas palavras. — O que diabos aconteceu? Onde está aquele bastardo? —ele questiona, se aproximando. —Ele bateu nela? —ele questiona. — Acho que já é hora de você ir, David. Você não deveria estar aqui, vá embora. – Ela tenta agir com força, mas você pode dizer que ela está desmoronando por dentro. Ele quebra aos poucos. — Não posso ir embora, não sem falar com você, Manuela, principalmente sem dar àquele desgraçado o que ele merece por tocá-las, declara ele e a loira me olha, n**a, procura minha ajuda, mas não consigo dar para ela, não agora. — Ele está lá em cima, aviso para que não perca tempo. — David, por favor, ela implora que ele a ouça. —Eu não posso permitir isso, Manuela. Ele a beija antes de sair. Suas pernas tremem, enfraquecendo a ponto dela acabar caído no chão. Meu sangue ferve, não consigo descrever o que sinto agora. Eu odeio isso, me ressinto disso, a cada momento que o elevador leva para subir, aquele bastardo está roubando o oxigênio de outra pessoa e pretendo corrigir isso. Ele vai me pagar, ele nunca deveria ter tocado nelas. —Tem certeza? — Filipe pergunta e a última coisa que tenho é dúvida. Permaneço em silêncio, respirando profundamente, enquanto minha respiração se torna incontrolável e meus batimentos cardíacos ecoam em meus ouvidos. As portas se abrem e, felizmente para mim, a maldita coisa está a alguns metros de distância. Eu me aproximo, ligo para ele. —Arthur! —Eu levanto minha voz. —Segurança… O maldito covarde grita quando meu joelho bate em seu estomago, eu não paro pois todo o meu ódio e descarregado nele. Prendo contra a mesa e arrasto sua cabeça pelo chão até ficar de joelhos. A marca ficará e ele irá saber que nunca se deve bater numa mulher e nem numa criança daquela forma. — Você vai se arrepender de colocar a mão nelas, deixando hematomas no rosto e esmagando os lábios. Eu não conseguia parar de bater nele até que Filipe chegou junto com o segurança do desgraçado e separou a briga. Mas o estrago estava feito e por um bom tempo ele irá ver seus rostos deformados e isso fará com que ele se lembre de mim. — Isso não vai ficar assim. O i****a me ameaça. — Você ousa chegar perto delas novamente porque eu te mato, seu filho da mãe. — Chega vamos David sair daqui esse desgraçado já teve o que mereceu. Assim que sai da casa Manuela e Lis estavam chorando muito e decidi leva-las até a casa de seus pais. Até tentei conversar com ela, mas acredito que realmente não seja uma boa hora. — E agora Arthur, não vai querer realizar o transplante e vou te perder minha pequena. — Se acalme, isso não irá acontecer eu juro. Manuela está nervosa a gora preocupada porque sabia que Arthur ia se negar a doar o rim para Lis. E tudo que resta agora e orar e pedir a Deus que não permita que Lis fosse embora. Ela não brigou com David por ele ter batido em Arthur até que ele mereceu. Mas sabia que ele era m*l e ia negar a ajuda e isso a deixava, mas triste sem forças para viver sem Lis. — Mamãe não chore, vai ficar tudo bem e só confiar no meu pai David ele te ama. Sem palavras Lis abraçou sua mãe sabendo que talvez nunca mas pudesse sentir seu abraço novamente. Porque as horas estavam passando o tempo também e Lis tentava ser forte, mas as vezes sabia que estava fraca. Porém ela nunca deixou sua mãe notar sua dor e a cada dia piorava e acreditava que tudo ia ficar bem.
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