— Eu não me importo com o dinheiro, eu amo Lis, tudo que quero é que minha filha fique bem ... — A voz dele quebra. Ele não consegue reter a dor que as ações de Arthur está lhe causando.
— Pense nisso, Manuela— Insisto numa nova oportunidade.
— Não tenho nada em que pensar, é a vida da minha filha e por ela farei qualquer coisa. — Ela torna-se teimosa e eu apenas n**o.
— Não percebe, pois não? A Lis sabe que pode morrer e não se importa com ela, ela faz isso por ti. Ela tem procurado há meses uma forma de conseguir salvar a si mesma, não estará sozinha.
— Ainda, entendendo a sua situação, coloquei-a no contexto das verdadeiras intenções da menina.
— Não desistir do Italiano não corresponde ao capricho de uma criança, é que, ela quer alguém que te ama, para acompanhá-la no caso ela não esteja mais viva.
— Quem não entende nada é você, acha que vou ficar de braços cruzados, enquanto vejo como a vida se dissipa gradualmente nela? Como? Explique-me, como posso fazer? Ela é minha filha, e eu não quero que ela morra…
— Manuela, por favor.
— Onde está você quando preciso? Para onde vai esse instinto que cada mãe protege e procurar o bem-estar dos seus filhos, desespero fala por ela.
— Nas minhas mãos é que a sua vida termina aos dez anos ou que ela vive quinze, talvez mais vinte anos, que se apaixona, que em algum momento, me apresente um garoto que ele gosta, que ela cresça e se torne mãe que sempre quis ser. — pense Lis no futuro. Sorria apenas imaginando.
— Você não pode confiar em Arthur, não, Manuela.— Eu não desisto, eu tenho um palpite terrível.
— Adoro a minha filha e se uma das minhas opções para salvar fosse dar a minha vida, eu daria. Ela é capaz de tudo.
— Voltar para aquele inferno com Arthur e dar-lhe o dinheiro da família não é fácil, mas para Lis, eu faria qualquer coisa.
— Dê-me quinze dias.— Eu imploro como a última tentativa.
— Não, é muito tempo embora Lis reflita boa saúde, a qualquer momento ela pode ter uma recaída, sabem que o tratamento não funciona bem e eu conheço o Arthur, você não entrará em uma sala de cirurgia sem que tudo seja como você deseja. Minto, eu sei o que está acontecendo, disse ela, mas ainda espero que alguém esteja disposto a salvar sua vida ou colocá-lo em primeiro lugar na lista.
— Uma semana, vamos encontrar algo para ligá-lo ao acidente, só que eu reduzo o tempo. Vou ter que fazer magia.
— O que vamos ganhar ao mandá-lo para a prisão? O que vamos conseguir é que o transplante seja negado e Lis morreria. — Responde e eu não tenho como refutá-lo.
— A família de David está me ajudar neste momento. — Lembro dos esforços que estão a fazer pela minha filha já você? Acredito que já falei demais fossa excelência.
— Não preciso de ajuda de pessoas, quero um doador para a minha filha…
— Eu tenho. — O grito de emoção de Filipe ouvido em todo o espaço. Eu tenho a maldita gravação. — Aviso, ele se aproxima com o computador na mão.
— Inferno! — Eu fui infectado quando vi aquele homem no estacionamento.
Eu detalho por alguns segundos e descobrir que seu rosto é muito familiar para mim. Ele é de grande estatura, ruivo e usa um uniforme estável onde eles foram jantar.
— Estacionamento com manobrista. — Associamo-lo em uníssono.
— Bastardo, ele mentiu-me, fez muito bem. — Reconhece o esforço do homem para nos afastar das provas.
Inspecionamos os servidores do restaurante para gravações de segurança, mas não encontramos dados disponíveis, pois as gravações foram removidas. No entanto, conseguimos resgatar os discos rígidos, que eram o único componente recuperável. Posteriormente, estabelecemos contato com a empresa responsável pelo sistema de segurança e obtivemos acesso aos registros. Apesar disso, o processo não foi totalmente eficiente, pois passamos várias horas analisando os registros de vídeo até que, finalmente, Filipe acabou de encontrar as informações que estamos procurando.
— Isso só resolve um problema, resta o transplante, se esse bastardo for para a cadeia, ele recusará. — Estou ciente das consequências que nossas ações poderiam ter.
— Não se apresse ainda, devemos tirar informação do manobrista e se conseguirmos associá-la ao Arthur, eu trato dele, morto não poderá recusar o transplante. — Revela o que planeia.
— Está disposto a fazê-lo? — descobrir e acenar com a cabeça.
— É apenas um problema e quando estávamos em serviço, nós fizemos, livrar-se dos problemas para resolvê-los. — Respostas autoconfiante.
— Ele está numa maldita cama, não tenho dúvidas de que é o trabalho dessa maldita e a minha mulher sofre por causa dele, por isso, se ele é o responsável, isso será o mínimo que você receberá e seus órgãos farão algum bem, afinal, não será tão inútil…
— Onde está? Onde está Lis? — pergunta assim que entrar no centro de saúde.
— Bem, não foi nada sério, fizeram uma sutura e ele precisava de uma transfusão de sangue, ela perdeu muito. — Ouvi falar do Arthur.
Todo o meu corpo se vira na direção de onde vem sua voz e eu o encontro atrás de mim. Ele carrega o saco em seu ombro, enquanto arruma uma das mangas de sua camisa, carregando-a sobre o cotovelo. Eu olho para a pequena proteção e sob um pedaço de algodão.
— O que aconteceu? — A minha preocupação vem à tona.
Eles me ligaram do escritório e a preocupação era tão grande que eu não hesitei em sair, pedindo a Deus para me levar imediatamente ao hospital.
— Eles fizeram uma viagem de campo e tropeçaram num dos seus companheiros, havia um cristal e ela cortou a perna. A resposta foi rápida, ela foi transferida para cá, mas com a sua condição, a perda de sangue era inevitável. — Informar e eu consigo respirar fácil.