Despedida

984 Words
- "O prefeito George Campbell foi socorrido ontem pelos paramédicos em seu gabinete após ter os testículos estourados por tiros de revólver. Ele afirma que tal atrocidade foi cometida pelo famoso "Anarquista", a polícia fez uma perícia pelo local, chegando a conclusão de que o prefeito matou uma g****************a, e ela estourou seus testículos momentos antes da morte..." - explicava um jornalista enquanto James o assistia pela TV do bar. O barman e outro rapaz pararam para assistir próximo a James: - Caramba, esse Anarquista realmente sabe como colocar moral. - disse o rapaz ao lado de James, enquanto tomava cerveja. - Ele tá mais que certo, esse prefeito não fez nada pela cidade nesse tempo em que esteve no poder. - completou o barman. James apenas bebia seu chocolate quente enquanto escutava os dois. - E você rapaz? O que acha sobre isso? - perguntou o barman a James. - Eu concordo com você, se os corporativos não fazem justiça, há quem faça. - disse James. Um outro homem se aproximou deles, e colocou um bolo de cédulas em cima do balcão: - O de sempre, por favor. E o barman se virou para preparar a bebida dele. Ele estava ouvindo sobre a notícia e perguntou: - Quem é esse Anarquista? Esse cara causa o maior furdunço onde ele passa. O homem do outro lado de James explica: - Esse cara é o pesadelo e o terror de todos os membros corporativos que geralmente são envolvidos com corrupção, ele os caça, e quando não os mata, ele faz esse tipo de coisa, pra colocar eles na linha ou então pra deixar de aviso para os outros, mas esse cara ainda sim é uma lenda, como pode ver, ele trabalha com tanto cuidado que nem a perícia consegue encontrar qualquer rastro ou evidência sobre ele, tudo o'que temos são os políticos falando sobre ele. O barman volta, entregando a bebida ao rapaz e entra no assunto de novo: - Existem muitas histórias a respeito dele, muitos consideram até lendas, esse cara tá mais pra um folclore mesmo. - Porque não conta algumas pra gente? - pediu um dos rapazes. - Uma das que mais me impressiona, é a vez em que ele sozinho matou um escritório inteiro no Mississipi com apenas uma estátua falsa do Oscar, lá eles contrabandeavam pessoas, drogas, armas, e tudo oque mais fosse lucrativo e ilegal, eles com certeza estavam ficando ricos, porém muitos entorpecentes e drogas estavam chegando até às mãos de crianças, oque obviamente não era nada bom. - Sinistro... - exclamou o rapaz, assim que terminou de beber sua cerveja. - Teve aquela vez também que um deputado mexicano estava tirando direitos e até mesmo rampas de pessoas cadeirantes. - O'Que aconteceu com ele? - O Anarquista o deixou pendurado pelas duas pernas no Empire States durante uma visita do deputado. Resultado: o deputado ficou aleijado e precisou construir mais rampas e restituir os direitos de portadores de necessidades especiais, já que ele próprio precisaria depois, quando o seu mandato acabasse. James deu uma risada de leve enquanto bebia o seu chocolate quente. - Essa foi hilária- sussurrou ele para si próprio, rindo. Um rapaz que estava tomando a bebida deixou o copo sobre a mesa e começou a contar uma história também: - Esses líderes de corporações são muito sacanas mesmo, uma vez eles quiseram despejar todas as pessoas do meu bairro para fazer aquelas obras exageradas, eles queriam fazer umas estátuas gigantes de cada um dos membros líderes da corporação. - E ai? - perguntaram o barman e o outro rapaz da cerveja. - O Anarquista entrou no escritório de cada um na torre principal e deixou cada um deles cego. Foi uma cena h******l, cada um deles saiu em blogs pelas redes sociais, todos com os olhos furados por lápis. - Uau. E onde foi tudo isso? - Argentina, onde eu nasci. - É impressionante como esse cara age não é? - disse o outro rapaz. - Uns dizem que ele é um tipo de terrorista, outros que ele é um herói... - disse o barman. - Pra você, o'que ele é? - questionou James. - Pra mim? Esse cara é muito corajoso, isso sim. Espero que um dia ele dê um jeito num casal de fanfarrões polonês, os Jablonski. Eles roubam de horfanatos e lucram com exploração e trabalho infantil. - o barman se vira, dando uma risada breve e indo atender outros clientes. James considerou a ideia. Os outros dois rapazes também se despedem, deixando James ali sozinho. Ele já estava terminando seu chocolate quente, até que Beth chega e se senta ao lado dele: - Você é pontual hein. Ele dá uma risada e se vira pra ela. - Então, como vamos nos divertir hoje? - Eu vim me despedir, amanhã eu vou voltar para a Austrália, tenho um trabalho a fazer lá. - Ah, isso é uma pena. - O dever me chama. - E no que você trabalha? James pensa um pouco na resposta, e diz: - Sou eletricista... de... Antenas parabólicas. Recebi um chamado de lá. - Entendo... Você volta algum dia? - Só se eu tiver uma boa razão. Então ela se aproxima dele e o beija. - Essa é uma boa razão pra você? O clima estava esquentando, mas é quebrado quando o celular de James toca, ele vê que é uma ligação do Samuel. - Ah foi m*l, assuntos de trabalho. Preciso ir. James se levanta, e sai do bar. Chegando lá fora, Samuel estava num carro, esperando por ele, que imediatamente dá a volta, entra e senta no banco de passageiro. - O avião vai partir à meia noite. - diz Samuel. - Porque estamos saindo com tanta pressa? - Digamos que... Algumas coisas bem ruins estão para acontecer lá... - Não me diga... - Se segura, a viagem vai ser longa.
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