O Anarquista

1589 Words
O prefeito da cidade de Juneau, George Campbell havia feito uma campanha política a um tempo atrás, quando foi eleito, prometendo melhorias e obras pela cidade, melhorias na educação, melhorias no saneamento básico e principalmente na economia do estado. Assim tendo muitos votos, por suas promessas e pelo belo discurso contra corrupção, mas já haviam passado dois anos desde que ele foi eleito, mas nada disso foi cumprido, ele apenas vivia metido em farras com bebidas e mulheres, roubando dinheiro público e gastando em seus vícios. Naquela noite, ele estava em seu gabinete, dividindo vinho com uma p********a, o prédio estava vazio. O prefeito era um homem gordo e fanfarrão, coisas como bebidas, mulheres e festas eram sua fraqueza, e James sabia disso. James estava em cima de um prédio, do outro lado da rua, ele conseguia ver através de uma janela com seu binóculo, o prefeito estava ali com a g****************a. - Tá vendo ele, James? - perguntou uma voz numa escuta no ouvido de James. - Ele ainda está lá, estou entrando. - Cuidado com o piso, ele range bastante. O prefeito é um homem barrigudo e quase careca, a garota tira a blusa dele sem muita dificuldade, já que os botões da blusa estavam quase soltando. Os dois começam a se beijar de uma forma muito esquisita, até que o prefeito para, e sugere uma coisa: - Que tal realizarmos a minha maior fantasia? Então ele puxa a garota pelo pulso e os dois sentam no chão, ele coloca o seu paletó sobre suas cabeças, sobre a dele e a da garota e sussurra: - Certo, agora começamos a contar segredos e coisas picantes um pro outro e depois... Mas ele ouve um "click" atrás de sua cabeça, e rapidamente tira o paletó, quando se vira, ele vê um homem alto com roupa tática n***a e uma máscara de gás com lentes brancas e embassadas, tornando impossível ver os olhos, ele usava um capuz n***o ameaçador. A garota dá um grito e sai correndo até a porta, mas quando tenta abri-la, ela fica trancada, e o prefeito tentava se arrastar para trás com muito medo. - E-eu ouvi falar de você! V-você é o... - Anarquista. Sim. - completou James com a voz abafada pela máscara. - M-mas eu não fiz nada! - É exatamente por isso que estou aqui. O prefeito pega um globo de vidro e tenta atirá-lo, porém o Anarquista pega o globo e o coloca em cima da mesa. - Ah Georg, vocês corruptos e mentirosos são tão iguais... Então ele saca um revólver, era dourado e tinha as seguintes letras gravadas nele "A.D.E.U.S", e aponta para o prefeito. - Vamos começar, bolo fofo. Ele abriu o tambor do revólver. - Você prometeu e não cumpriu. - o Anarquista colocou uma bala. O prefeito tremeu. - Você desviou dinheiro de instituições de caridade. - ele colocou mais uma bala no tambor. O prefeito gemia de medo. - Desviou dinheiro da educação. - outra bala. Agora Georg andava aos poucos para trás. - Sabia que tem pessoas passando fome por sua causa? - 4° bala. Georg já estava quase suplicando. - A lista tá ficando extensa, não é? Que tal colocarmos mais uma? Sua ganância. - e o Anarquista colocou mais uma bala. E o prefeito ficou sem ar. - Ahh, eu já ia me esquecendo. Você cortou o saneamento básico do bairro dos seus opositores, não é verdade? Isso é tão covarde... - ele colocou a última bala, assim, completando o tambor. - Espera, a lista ainda não terminou, falta acrescentar que seu libido descontrolado e doentio o levou a estuprar e m***r uma mãe, não foi? O prefeito chora de medo e fala: - Eu fui inocentado! Eu não mereço pagar pelo o que eu não sou culpado! - Ah você é, eu sei o'que você fez... eu vi como deixou o corpo dela jogado na beira daquele rio. Pelo menos ela teve um enterro digno e está descansando em paz agora. E quanto a você? - Não, não, por favor! - Fique tranquilo, você não vai morrer, nem o outro lado te quer. O Anarquista apontou o revólver para ele, mas foi interrompido quando uma bola de brilhar o acertou no peito, ele desvia seu olhar e vê a g****************a com um monte de bolas de brilhar nas mãos, ao lado da mesa de sinuca. O prefeito aproveita a oportunidade e corre para trás de sua mesa, pegando uma pistola, e mirando no Anarquista. Ele faz um sinal com a cabeça pra garota, que pega uma pistola embaixo da mesa de sinuca, tendo agora os dois com o Anarquista na mira. - Te dou três segundos para largar a arma e se render, seu amador! - disse o prefeito. O Anarquista abaixou a arma e se pôs de joelhos, George se aproximou, e tirou seu capuz, depois, com a mira ainda nele, ele mandou a garota tirar a máscara dele, e quando ela se aproximou, James a desarmou num movimento rápido, e o prefeito ficou assustado e gritou ao invés de atirar. O Anarquista recupera seu revólver dourado, e a g****************a se aproxima do prefeito, porém ele a usa como escudo. - Está vendo a fraqueza de vocês? São todos covardes! - disse o Anarquista. - Contanto que eu saia vivo, posso conviver com isso. Mas a garota pisou no pé dele, e o prefeito a soltou, gritando de dor, então ele acerta a garota com um tiro no abdômen, e o Anarquista atira no ombro do prefeito, oque o faz cair encostado na parede. O Anarquista ampara a garota, e vendo que ela já estava morta, se aproxima de Georg, o segura apertando seu queixo e dizendo: - Como ainda faltam dois anos pro seu mandato acabar, vou te dar mais uma chance, cumpra tudo oque prometeu, ou eu não terei misericórdia. O prefeito balançou a cabeça positivamente, tremendo muito. - Aliás, falando em misericórdia... O Anarquista apontou o revólver dourado em direção aos testículos do presidente e gastou todas as balas do tambor ali. Enquanto o homem se contorcia de dor, James se aproximou da g****************a morta, pôs as mãos sobre os olhos dela e disse: - "Coitada, seu desespero a trouxe até isso, que sua alma encontre paz!" Então ele fechou os olhos dela. Um tempo depois, a polícia junto com o corpo de bombeiros chega ao local, e encontram o prefeito ao lado da garota morta, James observava tudo do alto de um prédio. Uma equipe de enfermeiros levava o prefeito em uma maca para dentro de uma ambulância, enquanto outros colocam o corpo da g****************a num saco preto. - Samuel? Você ainda tá aí? - James falava no comunicador no seu ouvido. - Só vir pela porta à sua direita. James entrou pela porta e desceu umas escadas, ele entrou numa sala cheia de monitores, e no meio dela, havia um rapaz n***o sentado numa cadeira com um head set, ele se virou para James com um sorriso aberto. - Irmão! Você foi demais lá! James dá uma risada, puxa uma cadeira e se senta próximo a ele. - Você parece bem, Samuel. - Nunca estive melhor, parceiro. Samuel era o ajudante de James, ele monitorava os movimentos dos alvos do Anarquista, e auxiliava em invasões como na prefeitura. - Aí, você tá ligado do que rolou em Pilgrim a uns dois meses não é? - perguntou Samuel. James franziu a testa, e o encarou. - Ah certo... Você não sabe, não é? Chegue até aqui. James puxou a cadeira até próximo dele, Samuel ligou um monitor e imediatamente reproduziu algumas cenas. - Se liga, esse cara aqui, tá vendo? Ele explodiu essa igreja inteira e mais a montanha que ela tava em cima com pura dinamite. - explicou ele enquanto apontava para um homem de terno no vídeo. - Que interesse ele tinha? - questionou James. - Sei lá meu irmão, ele tava numa vibe muito louca. Só sei que ele foi detido faz quase... Um mês, por aí. - Detido como? - Os policiais dizem que ele era um negócio meio "paranormal" saca? Então eles dizem que um homem que brilhava amarelo oxigenado conseguiu parar ele. Acredita nisso? James ficou pensativo por um momento. - Ele foi preso? - Os policiais dizem que sim. Você acha que isso pode ser verdade? - Verdade ou não? Talvez seja historinha da polícia para disfarçar que o cara fugiu. - disse James. - Enfim, se você quiser dar uma passada lá pra prestigiar alguém que você conheça cara... Fique à vontade, eu consigo uma passagem pra você. - Isso não será necessário, todas aquelas pessoas mortas eram corruptas. - disse James. - Do que você tá falando? - É isso aí, aquela galera toda era uma máfia muito grande na cidade. Eles tiravam recursos e poder aquisitivo, muitas das vezes os alunos não tinham aula, por conta de problemas financeiros das instituições. Acabaram encontrando a cova que eles mesmos cavaram. - Que karma hein. - Você não faz ideia. Samuel puxou duas latinhas de refrigerante de um canto da mesa e deu uma a James. - Em comemoração a nossa missão aqui, que já está completa. James abriu a latinha e brindou com Samuel, os dois deram um bom gole, até que Samuel diz: - Precisamos voltar para a Austrália. - Porque? - Tem acontecido algumas coisas meio sinistras por lá... - Me conta mais.
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