O tumulto do bar chamou a atenção de todos, um garoto magro estava no meio de um círculo de valentões, eles o empurravam e o batiam, um deles até pegou a bolsa do rapaz e a abriu, jogando tudo oque tinha dentro no chão, e pegaram tudo o'que era de valor, dinheiro, relógio e até mesmo documentos.
- Ei! - James chamou o rapaz que estava com a bolsa na mão.
Ele se virou para James, e na mesma hora uma rolha de champanhe acertou sua testa, e o rapaz caiu, gemendo de dor. Todos os outros se viraram para James:
- Devolvam oque pegaram e deixem o garoto em paz. - ordenou ele.
Os valentões riram, e em grupo vieram para cima de James, um deles tentou acertá-lo com um soco no nariz, mas James defendeu e quebrou o dedo do meio do rapaz, depois enverga seu braço e o imobiliza, enquanto o rapaz gemia de dor, todos os outros vieram, mas tiveram o mesmo fim, James empurrou o que ele tinha imobilizado em cima dos outros, o'que os fez cambalear, e ele acertou um soco no rosto de um deles, um outro tentou pegá-lo segurando-o por trás, mas foi inútil já que com uma cabeçada de James, o rapaz cai no chão.
Haviam outros dois, que já estavam trêmulos.
- Devolvam oque pegaram.
E os dois na mesma hora esvaziaram os bolsos e jogaram tudo no chão.
- Agora podem ir.
Eles saíram correndo para a porta, mas caíram desmaiados após James acertar outras duas rolhas de champanhe em suas nucas.
- Muito bom rapaz! Mais uma por conta da casa. - disse o barman para James enquanto batia palmas, junto com o resto do bar.
James se aproxima do garoto e estende a mão para ajudá-lo a se levantar, mas o garoto dá um t**a na mão dele e diz:
- Eu não precisava de ajuda, eu ia cuidar deles sozinho.
O rapaz se vira, junta suas coisas e vai embora.
A mulher loira se aproxima e fala:
- Uau, você até que é habilidoso.
- Digamos que eu sou só... um aluno dedicado.
- Porque não conta mais?
Os dois se sentaram na mesa de novo, e passaram um tempo conversando, bem tarde da noite, estavam só os dois no bar, e rindo bastante, num assunto bem fluído, até que James diz:
- Estamos aqui rindo e conversando bastante, mas eu não sei o seu nome.
- E nem eu sei o seu.
- Seria seguro eu contar sobre a minha vida para uma estranha?
- Beth.
- James.
Os dois riram, até que o celular de James tocou.
- Opa! Hora do remédio, preciso ir pra cama agora.
- Mas já? Tão cedo.
- Bronquite pode ser problemático, sabe?
- Amanhã no mesmo horário? - sugeriu ela.
- Não, uma hora mais cedo.
E ele sai do bar, correndo pelas ruas desertas e cobertas de neve.
James chega ao hotel em que estava hospedado, era um hotel de luxo, grande, coberto de ouro puro por quase toda parte.
Ele entra no primeiro elevador que vê, e sobe até seu quarto, passando pelo corredor, ele abre a porta e fecha rapidamente. O quarto de James era grande, com uma vista panorâmica para toda a cidade. Em cima da cama havia uma maleta, a qual ele abriu calmamente, e com um sorriso de canto de boca.