— Oi, Tim! Tenho uma visitante aqui. Disse que é sua amiga. Posso deixá-la entrar? — Quem... quem é? — ele perguntou, a voz ainda fraca e rouca, um pressentimento incômodo apertando seu peito. — Annabel. — ela respondeu, o nome caindo no ar como uma pedra fria e pesada, fazendo o coração de Tim palpitar de forma irregular. — Não, espera! Eu... eu não quero vê-la! — Tim tentou se erguer na cama, um movimento brusco que puxou os fios finos do eletrocardiograma e o acesso do soro em seu braço, causando uma pontada de dor e irritação. O pânico começava a se instalar. — Ela disse que vocês se conhecem bem, Tim. Está com flores. Disse que seria só um minuto. — a enfermeira tentou acalmá-lo, mas seus olhos hesitantes já denunciavam uma certa apreensão diante da reação do paciente. Antes que

