A enfermeira, uma senhora de cabelos grisalhos e olhar calmo, franziu a testa, a testa marcada por finas linhas de preocupação. — Mulher ruiva? Senhor Tim, ontem à noite ninguém entrou no seu quarto além da equipe médica durante as rondas. Verifiquei o livro de registros antes de começar meu turno. Não houve anotação de nenhum visitante. Um calafrio percorreu a espinha de Tim, e seu estômago pareceu revirar em um nó apertado de descrença. — Mas ela esteve aqui... Eu a vi. Ela falou comigo... deixou flores... — sua voz vacilou, a certeza da lembrança confrontando a fria realidade das palavras da enfermeira. A enfermeira pousou a bandeja na mesinha ao lado da cama e lançou um olhar para a superfície lisa e vazia. Nenhum vaso, nenhuma pétala caída, nenhuma evidência de um buquê vibrante o

