Samantha caminhou até um velho baú no canto do quarto e o abriu. Dentro, dezenas de cadernos estavam empilhados, cada um mais surrado que o outro. Ela pegou um deles e o entregou a Tim. — Eu escrevo desde pequena — disse, baixinho. — Mas nunca mostrei para ninguém. Tim pegou o caderno com cuidado, como se estivesse segurando um segredo precioso. Sentou-se no chão, apoiando as costas na cama, e começou a folhear as páginas. As palavras de Samantha eram diferentes das de Sam. Eram mais densas, carregadas de melancolia e, ao mesmo tempo, de uma sensibilidade brutal. Seus contos eram pequenos fragmentos de dor, de solidão, de sonhos interrompidos. Tim se viu perdido nas histórias, nos sentimentos que transbordavam das páginas. Então, algo o fez parar. Havia uma história que chamava atenção

