No instante em que a última sílaba do capítulo escapa de seus lábios, algo dentro do quarto se move. A princípio, parece apenas uma rajada de vento invadindo o espaço pela janela entreaberta, fazendo as cortinas esvoaçarem como espectros silenciosos. No entanto, há algo de incomum naquele movimento, algo que escapa à explicação lógica e desperta um arrepio involuntário no corpo de Tim. Os papéis espalhados sobre a mesa voam em todas as direções, como se um poltergeist brincasse com eles, e os livros empilhados na escrivaninha tremulam, alguns deslizando até cair no chão com estrondos surdos. O vento, antes uma simples brisa noturna, cresce em intensidade, girando pelo quarto com um ímpeto que faz as paredes parecerem vibrar. A tempestade se aproxima e sua chegada é anunciada pelo ribombar

