“Deus fez o firmamento, que separou as águas que estão sob o firmamento das águas que estão acima do firmamento, e Deus chamou ao firmamento ‘céu’.” Gên. 01, 07-08.
Era final de ano de 2001, mais precisamente o final do mês de novembro, dia 24. Uma jovem nissei estava sentada na beira da estrada às sete da noite, mais precisamente no município de Nossa Senhora de Lourdes, na SE-200, sentido Aracaju. O sol já se punha, pintando o céu com tons de laranja e rosa, enquanto a temperatura começava a cair rapidamente. A jovem tinha passado o dia inteiro na Poção das Pedras, nadando e fotografando a paisagem exuberante, quando seu carro havia quebrado na estrada, em sua volta pra casa. Lá estava ela, entregue à sorte, no meio do nada, tremendo de frio, insetos devorando-a a vontade, sem comunicação e já perdendo todas as esperanças de aparecer alguém que a ajudasse.
Ela vestia uma jaqueta leve, inadequada para o frio que começava a se instalar. Seus cabelos escuros, presos em um r**o de cavalo desarrumado, balançavam suavemente com a brisa noturna. Seus olhos puxados, refletindo a luz tênue do crepúsculo, estavam fixos na estrada à frente, esperando por um sinal de salvação.
Foi aí que a sorte sorriu para ela. Ao longe, vinha um furgão modelo americano, azul-marinho, com desenhos de sereias nas laterais, que se aproximava rápido. O veículo reduziu a velocidade, parou, e baixando o vidro, um jovem de vinte e um anos, alto, forte, pele queimada de sol, cabelo castanho-escuro, cavanhaque, traços rústicos, porém bem vestido, surgiu. Ele tinha um ar confiante, quase desafiador, mas seus olhos castanhos brilhavam com uma gentileza inesperada.
— Ei, neném — disse o jovem, quase gritando, tentando se fazer ouvir acima do ronco do motor do furgão. — Você não sabe que é perigoso ficar nesta estrada sozinha a uma hora dessas?
Ela, com os óculos na ponta do nariz, fixou seus olhos puxados nos dele. Seus lábios trêmulos de frio se abriram lentamente.
— É, eu sei sim — respondeu a jovem, gesticulando com as mãos para indicar a direção do veículo avariado. — Mas o meu carro quebrou ali na frente e eu não sei o que fazer: estou parada aqui há horas esperando por socorro. Liguei até pra um reboque e ninguém apareceu.
O jovem assentiu, compreensivo, e então ofereceu uma solução.
— Você quer uma carona? — perguntou ele, apontando para a parte de dentro do furgão, onde o cabo estava visível. — Tenho um cabo de reboque aqui no furgão e posso amarrar seu carro nele. Ah, e antes de qualquer coisa, meu nome é Yan e o seu qual é?
— O meu é Luz — disse a nissei, ainda ao longe, com uma voz suave, quase um sussurro.
— Luz? Mas Luz é sobrenome, né?
— Não, é meu nome mesmo — respondeu ela, com um leve sorriso.
— Então entre, Luz, e vamos embora, porque ameaça cair uma chuva daquelas — disse Yan, olhando para as nuvens densas que se formavam no céu, escurecendo o horizonte. — E nós não queremos nos molhar e nem tão pouco ficar na beira da estrada, certo?
— Certíssimo — disse Luz, pegando suas malas, sentindo um alívio imediato. — Sem contar que estou morrendo de frio.
A tarde se desvanecia lentamente enquanto Yan abria a porta do furgão, permitindo que os raios dourados do sol invadissem o interior do veículo. Luz, ainda um pouco trêmula pelo frio da noite que se aproximava, aconchegou-se sob o cobertor que Yan prontamente lhe ofereceu, agradecendo o gesto caloroso. Com habilidade e destreza, Yan engatou o cabo do reboque tanto em seu próprio veículo quanto no carro de Luz, garantindo que estivessem firmemente conectados para a jornada que se seguia.
À medida que os pneus do furgão começaram a roncar na estrada, uma atmosfera de cumplicidade envolveu os dois viajantes. A conversa fluía livremente entre eles, abordando uma infinidade de assuntos que iam desde trivialidades até reflexões profundas sobre a vida. Surpreendentemente, descobriram que tinham mais em comum do que poderiam imaginar. Além da mesma idade, uma sincronicidade peculiar surgiu quando revelaram terem nascido no mesmo dia e na mesma maternidade, embora em horários distintos, um detalhe que os fez sorrir com a ironia do destino.
Mas não era apenas a coincidência dos eventos que os unia; ambos compartilhavam uma certa aura de determinação e uma personalidade teimosa e assertiva. Seus temperamentos semelhantes, às vezes marrentos e impulsivos, tornavam suas interações eletrizantes e repletas de energia. Era como se tivessem encontrado um espelho de suas próprias idiossincrasias no outro.
Não obstante suas semelhanças, também reconheciam suas diferenças e pontos de atrito. Ambos possuíam uma tendência a perder a paciência rapidamente, e suas discussões acaloradas surgiam quando confrontados com situações que desafiavam suas perspectivas ou desejos. Contudo, essa dinâmica, longe de criar distância entre eles, fortalecia sua ligação, pois compreendiam e aceitavam mutuamente esses aspectos de suas personalidades.
Assim, enquanto as estradas se desenrolavam diante deles, Yan e Luz compartilhavam não apenas o espaço físico do furgão, mas também uma conexão especial que transcendia a mera casualidade. Era como se o universo, com seu humor peculiar, tivesse conspirado para unir duas almas afins em uma jornada cheia de descobertas e entendimento mútuo.
A chuva começou a cair com toda a brutalidade vingativa da natureza. Primeiro com pingos grossos, e em poucos minutos virou um temporal. A visibilidade na estrada era mínima. Então Yan sugeriu que eles parassem num desses hotéis de beira de estrada para esperarem a chuva passar, mesmo com receio de ela dizer não. Mas para engano seu Luz concordou, temendo que um acidente acontecesse. Pararam então em um hotelzinho de três estrelas bem simpático. Na recepção, foram atendidos por uma jovem ruiva de olhos castanho-avermelhados e cara de estrangeira, que foi logo perguntando:
— Vocês querem um quarto de casal? — disse a ruiva com um estranho brilho no olhar.
— Não. Queremos dois de solteiros — disse Yan, sorrindo para a recepcionista.
— Então temos um problema, porque nós só temos um quarto de casal — disse a recepcionista, conferindo o quadro de chaves com os números dos quartos.
— Problema nenhum, nós ficamos com ele — disse Luz, sorrindo e esticando a mão.
A moça disse que eles podiam subir e que o quarto era o de número 22, e ficava no final do corredor. Yan e Luz subiram as escadas, feito velhos conhecidos. E quando eles descobriram que moravam no mesmo bairro da capital, o São José, pararam por alguns segundos se entreolhando, e caíram na risada. Achara incrível o fato de morarem no mesmo bairro sem nunca terem se esbarrado. Pois Yan morava perto da Praça Tobias Barreto, e ela no fundo da Paróquia São José. Chegaram até o quarto e entraram meio que tímidos, pois era estranho tanto pra ela quanto pra ele estarem ali juntos, sem nunca terem se visto na vida, descobrindo as semelhanças e desejos ocultos que havia entre eles.
Yan pegou uma das toalhas que estavam em cima da cama, junto com um dos sabõezinhos e foi para o banho, enquanto Luz ligava para sua mãe, para dizer que estava tudo bem e que chegaria o mais breve possível. Alguns minutos depois, Yan saiu do banheiro enrolado numa toalha. Luz fitou seus olhos orientais naquele corpo bronzeado, sentindo um enorme desejo de tê-lo em seus braços, assim como ele também a desejou, desde a hora em que entraram no quarto. Luz pegou a outra toalha, se dirigiu até o banheiro, trancou a porta, despiu-se, entrou no banho e ficou imaginando como seria tocar aquele corpo sarado, bronzeado e viajou, percorrendo o próprio corpo com as mãos, acariciando suas partes mais sensíveis. Até que Yan preocupado com a demora, bateu na porta e perguntou se estava tudo ok. Ela disse que sim e saiu do banho, vestindo apenas um short de malha e uma camisetinha que escondia apenas os pequenos s***s.
Nesse momento, Yan não resistiu mais à tentação e se deixou seduzir pela beleza oriental e exótica de Luz. Tomado por um impulso impensável, e um desejo de alma, ele se aproximou dela e disse:
— Luz, você é linda — disse ele segurando-a pela cintura. — E talvez seja a mulher mais bonita que eu já vi em todo esse tempo.
Ela não opôs nenhuma resistência àquele toque viril do homem que emanava uma aura de rusticidade, cedendo ao ardor do desejo que os consumia desde o momento em que seus olhares se cruzaram na margem da estrada deserta. Yan, com uma intensidade avassaladora, a beijava como se cada carícia fosse uma promessa de eternidade, enquanto suas mãos ávidas despojavam-na das vestes, deixando-as espalhadas pelo chão como testemunhas silenciosas do êxtase iminente. Com a firmeza de quem conhece o próprio instinto, Yan a ergueu nos braços, depositando-a com suavidade sobre a maciez da cama, onde se entregaram ao frenesi do amor com uma selvageria primal, como se fossem duas criaturas instintivas obedecendo à chamada ancestral da paixão. Cada gesto, cada suspiro, era uma dança desenfreada entre dois seres famintos, unidos não apenas pela carne, mas pela chama indomável que ardia entre eles, consumindo qualquer resquício de razão e lançando-os em um abismo de prazer desenfreado.
O p*u de Yan era enorme. Luz estava ainda sentada na cama, quando ele meteu na boquinha dela, gemendo alto quase gozando. Já Luz passava a língua na cabecinha, depois colocava na boca e a jovem sentia que não cabia tudo por que era muito grande.
— Hum, que delícia — suspirou Luz, sentindo o gosto salgado da excitação dele. — Você é enorme, Yan.
— E você é uma delícia, Luz — respondeu ele, com a voz rouca de desejo. — Quero sentir você toda.
Luz mamou gostoso aquele p*u e deixou Yan louco de vontade de gozar. De repente ela parou, ficou de quatro e pediu para ele meter em sua x**a mais que depressa. E estava ele lá socando gostoso, metendo o p*u na x**a de Luz e o dedo em seu cuzinho. Luz sentia que Yan estava louco pra f***r seu cuzinho, a chamava de v***a, cadelinha e Luz adorava aquilo, pois ser xingada na cama a deixava mais excitada ainda.
— Mais forte, Yan — gemeu Luz, sentindo o prazer crescer dentro dela. — Eu quero mais.
— Você é uma v***a deliciosa — disse Yan, aumentando o ritmo das estocadas. — Adoro como você geme.