1 - ZAYA - PRÓLOGO
Oi, minhas leitoras 💖
Antes de começarmos essa nova história, eu preciso conversar rapidinho com vocês.
Aqui na Dreame, o apoio de vocês faz TODA a diferença pro livro crescer e alcançar mais pessoas. Então, se vocês puderem, não esqueçam de deixar o livro na biblioteca, votar com o bilhete lunar e comentar nos capítulos. Os comentários são o nosso termômetro como autora — é através deles que eu sinto o que vocês estão achando, o que estão amando, sofrendo, surtando… e isso me motiva demais a continuar.
Quero também ser muito sincera com vocês: eu ainda não tenho o livro completamente pronto. Tenho a ideia, o enredo, os personagens… mas vou escrevendo aos poucos, praticamente junto com vocês. Por isso, os capítulos podem demorar um pouquinho mais e serão liberados gradualmente. Mas prometo entregar uma história intensa, cheia de emoção, tensão e muito sentimento.
Esse livro é um spin-off de Corações Marcados, que também está disponível aqui na plataforma e conta a história dos pais do Zyon e da Zaya. Se você ainda não leu, vale muito a pena conhecer — vai deixar essa nova história ainda mais especial.
Ah, e pra quem não sabe, eu tenho outros livros aqui na Dreame também, com temas diferentes, romances intensos e personagens marcantes. Fiquem à vontade pra explorar 💕
Agora eu te faço um convite:
Vem viver essa história comigo.
Vem sofrer, se apaixonar, se revoltar e se envolver nesse amor proibido que promete mexer com tudo.
Segura o coração… porque a gente tá só começando. 😏🔥
Com carinho,
Crisfer 💌
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ELE VOLTOU DIFERENTE
Ele tá aqui.
Depois de três anos… ele finalmente voltou.
Paro no meio da escada, o coração batendo tão forte que chega a doer. Minhas mãos suam, minhas pernas tremem, e por um segundo eu penso que não vou conseguir descer.
Mas eu desço.
E quando meus olhos encontram os dele… eu esqueço como se respira.
Zyon.
Não é mais o mesmo.
O garoto que foi embora desapareceu. No lugar dele, existe um homem.
Mais alto. Mais largo. Mais… intenso.
O maxilar marcado, o olhar escuro e profundo, o cabelo curto nas laterais. As tatuagens cobrem os braços dele, sobem pelo pescoço, como se cada traço carregasse um pedaço da vida que ele viveu longe daqui.
Longe de mim.
Mas são os olhos que me quebram.
Os mesmos olhos de sempre… e ao mesmo tempo, completamente diferentes.
Mais frios. Mais cansados.
E… mais perigosos.
— Zaya.
A voz dele.
Mais grave. Mais lenta. Mais… carregada.
Meu nome na boca dele nunca soou assim.
— Zyon — respondo, quase sem voz.
Ele abre os braços.
E eu vou.
Como se nunca tivesse existido esses três anos. Como se o tempo não tivesse nos separado. Como se ele ainda fosse meu…
Meu irmão.
Me jogo no abraço dele, enterro o rosto no peito forte, sentindo o cheiro dele — diferente, masculino, desconhecido — e choro. Choro tudo. A saudade, a raiva, o vazio que ele deixou.
— Eu voltei — ele sussurra contra o meu cabelo. — Voltei, minha chata.
— Seu i****a… — minha voz sai quebrada. — Três anos, Zyon. Três anos sem dar notícia. Sem ligar. Sem nada.
Os braços dele apertam mais o meu corpo.
— Eu sei.
Só isso.
Mas o jeito que ele fala… pesa.
Eu me afasto devagar. E quando olho pra ele de novo, sinto meu estômago afundar.
Porque ele tá me olhando.
De um jeito que eu não reconheço.
De um jeito que… não deveria existir.
—
Três anos.
Três anos desde a noite que mudou tudo.
Desde que nossos pais sentaram a gente na sala, com aquele silêncio estranho, pesado, que antecede verdades que ninguém quer ouvir.
Eu tinha dezesseis.
Ele, vinte e dois.
Eu segurei a mão dele. Ele segurou a minha de volta.
E então veio a verdade.
Zyon não era filho de sangue do meu pai.
A mãe dele mentiu por anos. O verdadeiro pai… ninguém sabia quem era.
Eu lembro do silêncio depois.
Do jeito que ele ficou imóvel.
Do jeito que ele soltou minha mão.
E foi embora.
Sem olhar pra trás.
No dia seguinte, só um bilhete:
“Preciso me encontrar. Não esperem por mim.”
Mas eu esperei.
Todos os dias.
—
E agora ele voltou.
Diferente.
Distante.
E… mais perto do que nunca.
—
Os dias passam estranhos.
Ele voltou pra casa, mas não voltou a ser quem era.
Tá mais quieto. Mais observador.
E às vezes…
Eu pego ele me olhando.
Não como antes.
Não como irmão.
É um olhar que faz minha pele esquentar.
Que faz meu coração acelerar.
Que me deixa… sem ar.
—
— Você tá diferente — comento, numa tarde qualquer, enquanto caminhamos pelo quintal.
Ele solta um riso baixo.
— Você também.
— Não foi isso que eu quis dizer.
Ele para.
Se vira pra mim.
E se aproxima.
Devagar.
Meu corpo inteiro entra em alerta.
— Eu sei o que você quis dizer — ele murmura.
O tom da voz dele… me arrepia.
— Zyon…
— O que foi?
— A gente… — engulo seco. — A gente não pode ficar assim.
Ele inclina levemente a cabeça.
— Assim como?
Não respondo.
Porque eu não sei explicar.
Ou talvez saiba… e tenha medo de dizer em voz alta.
—
Naquela noite, eu não consigo dormir.
Porque cada vez que fecho os olhos…
Eu vejo o jeito que ele me olhou.
—
E então vem o momento que muda tudo.
A varanda.
O silêncio.
O vento batendo de leve.
— Lembra quando a gente brigava pelo controle? — ele pergunta, como se fosse só mais uma lembrança qualquer.
— Lembro.
— Você nunca desistia.
— Porque você sempre era chato.
Ele ri.
E então para.
E me olha.
De verdade.
— Eu senti sua falta.
Meu coração aperta.
— Eu também senti a sua.
Ele dá um passo mais perto.
Depois outro.
— Não como irmã.
O mundo para.
— Zyon…
A mão dele sobe devagar, toca meu rosto. Quente. Firme.
Errado.
Muito errado.
— Eu tentei ignorar isso — ele continua, a voz baixa. — Tentei enterrar. Fingi que não existia.
Meu corpo não reage.
Minha mente grita.
Mas eu não consigo me afastar.
— Mas não dá pra fingir quando eu olho pra você — ele sussurra. — Porque eu sei que você sente também.
Minhas lágrimas caem sem que eu perceba.
— Isso é errado…
— É?
Ele se aproxima mais.
Testa na minha.
Respiração misturando.
— A gente não tem o mesmo sangue, Zaya.
— Mas fomos criados como irmãos…
— E mesmo assim — ele corta, firme — você tá aqui. Sentindo isso.
Silêncio.
Pesado.
Perigoso.
Irreversível.
— Me diz que eu tô errado — ele pede, mais baixo agora. — Me diz que você não sente nada… e eu paro.
Eu devia dizer.
Devia.
Mas não consigo.
— Eu… — minha voz falha. — Eu sinto.
Ele fecha os olhos por um segundo.
E quando abre…
Algo muda.
Algo que me faz perceber que não tem mais volta.
Ele me puxa.
E eu não resisto.
O abraço é forte. Intenso. Errado.
E ainda assim…
É exatamente onde eu quero estar.
—
Ele voltou.
Mas não como meu irmão.
E eu… não sou mais só a irmã dele.
E talvez isso destrua tudo.
Ou talvez…
Seja o começo de algo que nunca deveria existir.
Mas existe.
E agora…
é impossível ignorar.
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