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2574 Words
CHRISTOPHER Uckermann pov's Eu já não conseguia controlar os meus desejos por Dulce. Sentia como se a qualquer momento fosse explodir perto dela. E para evitar toda essa agonia, eu decidi que era melhor entrarmos em um consenso. Ela também me queria, mas também me odiava. Mas a gente não precisava ter apreço um pelo outro para transarmos. O bom daquilo era que seria só sexo e ambas as partes sabiam disso. Nada de precisar sair de fininho, eu poderia apenas levantar e ir embora sem ser questionado. Mas para aquilo dar certo, algumas regras deveriam ser estipuladas.  — Algumas coisas que precisa saber, doutora. — fui dizendo assim que entramos no apartamento dela. — Nossa única ligação será o sexo. — retirei minha jaqueta.  — Ok. — ela disse tirando sua blusa.  — Não pergunte sobre a minha vida e eu não pergunto sobre a sua. Nada de ficar me analisando. — tirei minha camisa.  — Certo. — ela desceu sua saia.  — Eu vou embora logo depois que acabarmos. Aquela coisa de dormir abraçadinho não vai rolar de novo. — abri minha calça e me livrei dela.  — Tudo bem. — Dulce se livrou de seu sutiã e eu tive a bela visão daqueles s***s perfeitos com m*****s rosados.  — E a regra mais importante — fui até ela, agarrei suas pernas e a ergui em meu colo, depois a pressionei contra a parede, deixando que ela sentisse a minha ereção. — Se começar a ter sentimentos por mim, isso acaba.  — Pode apostar que isso não vai acontecer. — ela rebolou contra a minha ereção e eu soltei um suspiro contido. Sem mais palavras, a beijei com toda a vontade que estava guardando. Desci meus lábios para seu pescoço, dando vários chupões, aproveitando os sabores de sua pele, respirando fundo para sentir o cheiro doce que emanava dela.  Ainda com ela no colo, fui andando até o quarto, entrei lá e a atirei na cama. Avancei sobre ela, indo direito com meus dedos para a barra de sua calcinha. Na maioria das vezes, as garotas com quem eu transava sempre estavam usando renda, mas Dulce não. Essa era a segunda vez e ela também usava uma calcinha de cetim. Eu gostava disso, pois lhe dava um ar mais delicado e ingênuo. Depois de deixá-la totalmente nua, fui beijando ela com toda a vontade, desde sua boca, descendo para o queixo, depois o decote de seus s***s, começando a brincar com minha língua em seus m*****s, vendo-a arrepiar-se com o meu toque. Com minha língua eu fiz um caminho pelo centro de sua barriga até chegar onde eu realmente queria beijar.  Ergui as pernas de Dulce, segurando as suas coxas e então passei minha língua bem no centro de sua i********e. Ela arqueou suas costas e soltou um gemido que tentou conter enquanto mordia os lábios. Comecei com movimentos lentos, explorando cada centímetro dela, saboreando a sua umidade quente e ficando mais e mais e******o por ver o quanto aquela garota estava molhada para mim. Acho que nunca vi alguém ficar tão excitada antes.  Decidi ir com mais sede, fazendo movimentos mais bruscos com a minha boca, pressionando seu clítoris com a língua enquanto Dulce rebolava contra o meu rosto, agora sem tentar esconder os seus gemidos, que estavam altos e ofegantes. Decidi usar os meus dedos para continuar pois queria estar olhando para ela quando ela gozasse.  Dulce me encarou de volta e eu suspirei pesadamente ao ver o seu rosto. Aquela era a visão mais bonita que um homem gostaria de ter. Os lábios dela estavam entreabertos, as pálpebras pesadas, os olhos revirando de prazer, os cabelos bagunçados e aquele rosado em suas bochechas. Ela não era só bonita, ela era um espetáculo de mulher. E eu nunca imaginei que Dulce poderia ser assim um dia.  A masturbei até ela explodir em um orgasmo intenso, deixando meus dedos encharcados. Um sorriso surgiu em seus lábios enquanto ela ofegava olhando para mim.  Fiquei de joelhos entre suas pernas e me esquivei sobre ela para alcançar sua boca. Beijei Dulce enquanto tateava seu corpo, acariciando suavemente a sua pele, analisando suas curvas e sua maciez.  Parei de beija-la e encarei seus olhos, tão cheios de desejo quanto os meus deveriam estar. E depois de buscar a camisinha em minha calça e vesti-la, eu entrei nela devagar, sem tanta pressa, sem desespero, aproveitando cada segundo do movimento, prestando atenção em como o seu interior se apertava contra o meu p*u. Continuei naquele ritmo, aumentando gradativamente, fechando meus olhos e concentrando os meus sentidos em apenas senti-la.  Enterrei meu rosto na curva de seu pescoço para que seus gemidos ficassem mais perto do meu ouvido. Nunca em toda a minha vida eu prestei tanta atenção no som que uma mulher fazia quando eu transava com ela. Isso nunca foi importante para mim. Não que eu não gostasse de saber que estava dando prazer a alguém, isso sempre era excitante, mas com a Dulce foi diferente. Saber que eu estava dando prazer a ela era mais do que apenas uma consequência do ato. Era um objetivo.  Quando ela enlaçou suas pernas em minha cintura, eu soltei um grunhido que foi abafado por seus cabelos. E que cabelo mais cheiroso ela tinha. Ela inteira cheirava bem. Outra coisa que eu prestava pouca atenção antes e que agora parecia muito importante. Aumentei os movimentos e agora o barulho de nossos corpos se chocando se espalhava pelo ambiente até então silencioso.  Levantei-me e sentei trazendo Dulce comigo. Ela me abraçou forte e foi a vez dela de controlar a situação. A forma como ela rebolava em mim era alucinante. Segurei sua cintura a auxiliando para que não se cansasse. Beijei todo o seu rosto e encontrei a sua boca, querendo sentir o seu sabor. Quando ela jogou a cabeça para trás, eu beijei seu pescoço, pressionando uma de minhas mãos em sua nuca.  Dulce se entregou a outro orgasmo e eu fui logo depois. Ela foi parando aos poucos, até jogar sua cabeça em meu ombro e ficar parada, ofegando junto comigo, ambos bem suados e cansados.  A deitei na cama suavemente e rolei para o lado, saindo de cima dela.  — Isso foi... — ela começou, mas acabou não terminando a frase.  — Eu sei. — ri.  Ficamos em silêncio por um tempo, tentando recuperar nossas forças. E quando nossas respirações ficaram mais baixas, Dulce levantou e eu a observei caminhar pelo quarto, analisando a sua nudez. Ela pegou o robe cor de vinho que estava no cabideiro e vestiu. Logo depois ela fez um coque frouxo enquanto olhava para mim.  — Você quer uma água? — perguntou.  — Não. Estou bem. — respondi ao me sentar. — Eu vou embora agora.  — Ok. — assentiu. — E como vai funcionar? Tipo... como nós vamos...  — É simples, doutora. — comecei a vestir minhas roupas. — Sempre que quiser t*****r comigo, você me liga e vice versa. — depois de colocar a minha calça, eu caminhei até ela, parei em sua frente e apoiei minha mão na lateral do seu rosto. — Vou estar livre para você em todas as noites que quiser e espero que esteja livre para mim também. Não importa onde eu esteja ou com quem, quando você ligar, eu venho até você.  — E quando você ligar, eu devo ir até você?  — Não. Eu sempre virei até você, não o contrário.  — Tudo bem. — ela mordeu o lábio sutilmente.  Olhei para sua boca por alguns segundos antes de beija-la. Ela ainda estava quente e sua boca parecia ainda mais saborosa.  Terminei de vestir minhas roupas e Dulce me acompanhou até a saída. Demos um último beijo na porta e nos separamos sorrindo um para o outro.  — Até a próxima, doutora.  — Até, babaca.  [•••] — Eu zombaria de você agora, mas ainda estou meio chocado. — Alfonso disse enquanto eu estava debaixo de um dos carros da oficina.  — É só sexo. — falei.  — Só um pouco de sexo casual com a Dulce Loser. — ouvi ele rir. — Isso que eu chamo de comer no prato que cuspiu.  Arrastei-me para sair debaixo do carro, fiquei de pé e limpei minhas mãos de graxa na flanela.  — Não é como se eu precisasse ter algum apresso por ela. Dulce está muito bonita e eu gosto do corpo dela, t*****r com ela é muito bom. Não preciso ser simpático ou fingir que me importo, porque ela também não se importa. Só existe um objetivo para os dois e isso é perfeito.  — E se ela se apaixonar?  — Não acho que ela vá, mas se acontecer eu só caio fora como sempre fiz.  — E se você se apaixonar? — falou em tom de graça.  — Vá se f***r, Poncho. — dei um soquinho em seu ombro. — Sei o suficiente sobre mulheres para aprender a me blindar contra as armas delas.  — Sabe, você precisa colocar na sua cabeça que não é por que o casamento dos seus pais foi uma merda que todos os relacionamentos são assim.  — Não vem com esse papo chato de novo. — revirei os olhos. — Você é tão contra relacionamentos quanto eu, então não tem direito de me dar sermão.  — Eu não sou contra relacionamentos, só não é meu plano no momento. Mas se rolar... rolou. Não descarto essa possibilidade.  — Isso é um problema seu com você.  — Tá bom, senhor ranzinza. — deu um tapinha em meu ombro. — Não esquece do jogo hoje. Vou convidar algumas amigas. — piscou. — Vou ser o primeiro a chegar. — sorri. [•••] Aquela era a noite dos caras, uma noite em que podíamos falar o que quiséssemos sobre o que quiséssemos e não que eu me orgulhasse disso, mas os assuntos eram bem errados. Eles adoravam falar principalmente sobre as mulheres com quem dormiam e não poupavam detalhes que iam de críticas a elogios com palavras de baixo calão. Eu não era assim, jamais falava m*l das mulheres que conhecia e com toda certeza não espalharia os detalhes dos nossos momentos. Eu resumia tudo a "foi ótimo" ou "não foi o que esperei".  As garotas que Alfonso convidava eram tão machistas quanto qualquer um naquela sala e não davam a mínima para o que diziam, além de rirem das piadas de m*l gosto.  — Ah, cara, qual é, não vai mesmo contar nada sobre a Dulce Loser? — Charles reclamou. — Sabe que isso deixa todo mundo curioso.  — Vocês lembram como ela era? — Alfonso, que estava com uma morena sentada em seu colo, começou. — Dulce nem olhava nos nossos olhos, vivia encolhida pelos cantos e a voz m*l saía. Aí ela reaparece toda gostosa, com o queixo erguido e uma voz firme. A gente quer saber se ela evoluiu em tudo, Christopher. Vai lá, conta.  — Eu já te disse que foi muito bom. — fui curto.  — Isso a gente entendeu. — agora foi a vez de Christian se manifestar. — Queremos os detalhes. O que ela faz de melhor? Eu aposto que ela é bem safada. — eles riram, mas eu continuei sério.  — Não vou compartilhar nada que se refere à Dulce com vocês. — eu disse de maneira firme, um tom bom o suficiente para que eles tirassem as expressões divertidas de seus rostos.  — Pega uma cerveja pra mim, gata? — Alfonso pediu para a sua acompanhante, que acenou positivamente e levantou em seguida.  As outras garotas estavam pela sala, bebendo e conversando entre si, algumas flertando com meus amigos e comigo. Eram contatos fixos de Alfonso, mulheres para quem ele fazia favores luxuosos em troca de favores sexuais. Eu já tinha dormido com todas que estavam ali e a maioria insistia muito para repetirmos a dose, mas para que eu quisesse repetir a dose com alguém, ela tinha que ser realmente fantástica.  — Já que o Christopher não vai contar como a Dulce Loser é na cama, acho que eu vou ter que descobrir isso sozinho. — Alfonso soltou em um tom provocativo.  — Primeiro, parem de chamar ela por esse apelido ridículo. Dulce provou com maestria que não tem nada de fracassada, então não faz sentido chamá-la assim. Segundo, nem pense em dar em cima dela. Não vou dividi-la com nenhum de vocês.  — Sendo assim, avisa quando se cansar de brincar com a doutora. Tem gente na fila. — Christian disse, rindo logo depois.  — A gente não ia assistir a p***a do jogo? — irritei-me.  A partida começou e nós começamos a dar atenção apenas para a TV. Mas é claro que eles pegavam no meu pé sempre que o jogo ficava mais calmo e abria espaço para uma conversa. Eu já estava ficando de saco cheio e a minha tática de ficar em silêncio não estava funcionando. Parecia que eles queriam me obrigar a falar sobre Dulce.  Eu até que poderia entender esse sentimento de curiosidade dos meus amigos. Levando em consideração o meu passado com ela, manter uma relação casual no presente era algo um tanto quanto surpreendente. Meus amigos deveriam estar se mordendo para saber como ela se comporta quando está sozinha comigo e se eu quisesse me gabar disso, seria muito vangloriado por eles, mas não era do meu feitio explanar os detalhes das minhas intimidades.  Duas das garotas presentes sentaram perto de mim, uma de cada lado e começaram a cochichar coisas indecentes em meus ouvidos, propondo que eu me divertisse com as duas naquela noite. Em qualquer outro dia, eu até diria que sim, mas eu já havia provado das duas e sabia que poderia encontrar algo melhor com outra pessoa.  — Valeu, meninas, mas eu não tô afim. — fui sincero.  Vi Alfonso me olhar de relance, o cenho franzido e um ponto de interrogação estampado em sua testa.  O jogo acabou, nós bebemos mais um pouco e continuamos a conversar. Christian e Charles saíram acompanhados de duas das garotas e as outras foram dispensadas por Alfonso, exceto uma delas que ele pediu que o esperasse em seu quarto. Quando estávamos os dois sozinhos, ele me olhou como se fosse começar a me interrogar.  — O que foi? — me adiantei.  — O que deu em você? Desde quando recusa um ménage? — Não tem nada de surpreendente naquelas duas. — dei de ombros.  — E daí? Você parecia o mais animado e vai terminar a noite sozinho.  — Sozinho? — sorri de canto, tirando o meu celular do bolso. — Eu nunca termino uma noite sozinho. Eu apenas coloquei as minhas opções em uma balança e constatei qual delas era a melhor.  — Christopher Uckermann repetindo a dose com uma mulher dois dias seguidos. — arqueou as sobrancelhas. — É sério, eu tô mesmo na fila da Dulce.  Eu ri sem humor, tentando esconder que o comentário me incomodava.  Enviei uma mensagem para Dulce:  C - "Oi, doutora! Espero que não esteja dormindo."  D - "Eu costumo dormir tarde."  C - "E se você não dormisse hoje?"  D - "Só se você vier aqui me distrair." C - "Chego em vinte minutos."  — A noite foi ótima, Alfonso, mas agora o dever me chama. — dei um tapinha em seu ombro.  — Não deixa essa garota te amolecer. — zombou.  — Sem chance.
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