06

2534 Words
DULCE Saviñon povs  May ficou boquiaberta durante todo o meu relato sobre a noite com Christopher. Quando eu terminei, revelando do meu acordo s****l com ele, ela ficou quieta e apenas abriu e fechou os lábios algumas vezes, como se procurasse as palavras certas. Era difícil saber se ela estava odiando a minha decisão ou se aquilo só era informação demais. Talvez fossem as duas coisas.  — Eu fiquei o dia inteiro ansiosa e querendo te matar porque não quis me contar nada por ligação. — ela começou. — Mas agora eu entendo. Isso tinha mesmo que ser dito pessoalmente. — tomou ar. — Eu nunca imaginei nada do tipo entre vocês.  — E isso é r**m? — perguntei com receio.  — Se ele for tão bom na cama quanto você disse, não, isso não é r**m. O problema é se você se apaixonar por ele.  — Me apaixonar pelo Christopher? — dei risada. — Olha, May, eu sei que às vezes o meu emocional ultrapassa a minha razão, mas em relação ao Christopher isso não vai acontecer. Sou blindada de qualquer sentimento que possa vir a surgir por ele. Simplesmente não vai acontecer.  — Você não sabe disso.  — Sim, eu sei. Eu tenho auto controle e sei onde estou me metendo. O conheço e o odeio desde sempre. A única coisa que me atrai no Christopher é a aparência e o sexo.  — Essa não parece você. — riu nervosa. — Eu nunca te imaginei tendo algo assim com alguém, ainda mais com alguém como ele.  — Eu tenho andado muito estressada com o trabalho, é bom ter um pouco de distração sem compromisso. Ele não cobra nada de mim e eu não cobro nada dele. É perfeito.  — Você parece ter certeza do que está fazendo, então eu vou te apoiar. Afinal, você é a prima que nunca faz burradas. — sorriu.  — Pois é, você deveria aprender um pouco comigo. — brinquei. — Não quer sair pra jantar comigo e Anahi hoje?  — Claro.  — Ok, eu vou pra casa me arrumar e passo aqui em meia hora. — levantou-se. — Beijinhos. — acenou para mim e foi até a porta.  [•••] Nós três jantamos em um restaurante francês e terminamos a noite no apartamento de Anahi, bebendo margueritas e falando sobre homens. Eu já estava um pouco alta e falando mais do que o comum.  — Bom ver que aflorou o seu lado sexy, Dulce. — Anahi disse. — Eu só não imaginei que o Christopher seria o responsável por isso.  — Ele não é responsável por nada. — bufei. — Ele é só uma peça no meu jogo. — nós três rimos.  — Essa face da Dulce é nova pra mim também, Annie. — Maite comentou. — Mas eu estou amando!  — E é uma ótima ideia ter um acordo s****l desses. — Anahi continuou. — Eu até combinaria isso com o Charles, se não estivesse de olho em um dos amigos daquele grupo.  — Quem? — fiquei curiosa.  — O Alfonso.  — O Alfonso? — May franziu a testa. — Ah, não, Anahi. Você dorme com ele e no dia seguinte ele te dá trezentos dólares como se você fosse uma das "fixas" dele.  — Fixas? — minha vez de franzir a testa.  — Eu não gosto de usar o termo "acompanhantes de luxo", mas elas são isso, certo?  — Maite, eu acho que você está pensando muito pequeno. O Alfonso é bem gostoso, só uma noite não vai fazer m*l. — Anahi defendeu-se.  — Se você quer fazer isso, faz. — May deu de ombros. — O Christopher não é muito diferente e eu incentivo a Dulce, então...  — Christopher paga garotas para dormir com ele? — arqueei a sobrancelha.  — Ele não precisa pagar. — Anahi riu. — Ele é o Christopher. Eu mesma, na época do colégio... — ela parou de falar como se tivesse desistido de contar.  — Ah, meu Deus! — ri nervosa. — May, você também?  — Em minha defesa... — a interrompi.  — Ah, meu Deus!  — Prima, ele é muito... muito... persuasivo. Você sabe. — explicou-se.  — E a melhor parte é que ele não sai por aí falando de você. — Annie completou.  — Eu não estou julgando vocês, eu entendo. Se ele conseguisse ser minimamente legal comigo naquela época, talvez eu deixasse de ser santa mais cedo. — eu disse em tom malicioso.  — Opa! — May riu.  Meu celular vibrou e quando vi, era uma mensagem dele. Ele queria me ver e após uma pequena análise do meu estado físico e mental, eu constatei que não estava tão bêbada a ponto de me tornar vulnerável. Mas tinha bebido o suficiente para estar sedenta por sexo.  — Meninas, a noite foi ótima, mas eu tenho que ir. — levantei do sofá, peguei minha bolsa e comecei a ir até a porta.  — Ei, eu ia te levar pra casa. — May disse.  — Eu sei, mas eu tenho que ir agora. Vou pedir um Uber. Vejo vocês depois! — abri a porta e comecei a sair.  — Ele te chamou pra t*****r, não foi? — ouvi Anahi perguntar quando eu já estava fechando a porta.  — Tchau, meninas! — gritei de volta aos risos. Cheguei em casa e depois de avisar ao porteiro que eu receberia uma visita, fui direto para o meu apartamento. Olhei-me no espelho por alguns instantes, pensando se deveria trocar de roupa ou se o meu vestido vermelho de cetim e alças finas era a escolha mais apresentável.  Cabelo preso ou solto? Eu deveria ficar descalça ou continuar com a minha sandália de salto? Passar mais perfume? Retocar o batom? Que diabos! Por que me importar? Era só o Christopher e eu não me importava com o que ele pensava da minha aparência. Para ele, eu era só um par de s***s e para mim, ele era só um pênis.  Fiz um coque bagunçado, retirei minhas sandálias e fui até a cozinha, onde me servi de uma taça de vinho branco. E foi só eu tomar o primeiro gole que a campainha tocou.  Fui até a porta e a abri. Christopher sorriu de canto assim que me viu e me deu uma boa olhada de cima a baixo.  — Que visual selvagem, doutora.  — Eu tive uma noite agitada. — virei-me de costas para ele.  — Notei. — ouvi ele fechar a porta depois de entrar. — Sabe de uma coisa? — ele chegou mais perto, fazendo minhas costas grudarem em seu peito e aproximou sua boca do meu ouvido. — Você fica ainda mais atraente depois de um pouco de álcool. Seus olhos ficam bem mais intensos. — ele tirou a taça da minha mão e bebeu todo o vinho em apenas um gole.  — Ok, senhor babaca, talvez o álcool que eu bebo também te deixe mais atraente para mim. — alfinetei.  — Não se ache, doutora. Eu também preciso de umas doses antes de ter a audácia de dormir com você. — retrucou, agarrando minha cintura com firmeza.  — E de quanta audácia você precisa? — sussurrei sobre os seus lábios.  — Eu posso te mostrar.  Com toda certeza, a coisa que Christopher mais gostava era de me colocar em seu colo, as pernas envolvidas em sua cintura. Meus lábios foram de encontro aos dele e levei minhas mãos para o interior de sua jaqueta, que logo depois foi ao chão. Ele caminhou para trás e sentou no sofá comigo em seu colo.  — Sabe de uma coisa? — murmurei afastando minha boca da dele em poucos centímetros. — Se eu não te odiasse tanto, até que acharia você sexy de jaqueta.  — Se eu não te odiasse tanto, até que te acharia gostosa de vermelho. — respondeu abaixando as alças do meu vestido, fazendo o tecido fino cair até a minha cintura. Christopher olhou para os meus s***s com certo desejo. Logo depois, sua boca já trabalhava em meus m*****s, chupando-os e os massageando com a língua. Joguei minha cabeça para trás para que ele tivesse mais espaço e sua mão rápida embrenhou-se em meus cabelos, segurando com firmeza.  Já podia sentir a sua ereção dura apertar contra a minha v****a já úmida sob a calcinha. Não me contive e dei uma rebolada em seu colo, mordendo meus lábios e gemendo em seguida. Christopher franziu levemente a testa e fechou os olhos, mostrando que o meu movimento o havia agradado. — Eu também quero sentir o seu gosto. — eu disse ao me levantar.  Christopher olhou-me com curiosidade e um pequeno sorriso no canto da boca. Ele acompanhou os meus movimentos quando ajoelhei-me entre suas pernas e comecei a abrir a sua calça. Tive sua ajuda ao abaixar suas peças de roupa até os seus tornozelos, liberando assim o seu p*u rígido e totalmente lubrificado pela excitação. Passei a língua em meus lábios olhando para o seu m****o e depois olhei para os olhos dele.  Ele segurou a base de seu p*u com uma das mãos e com a outra, segurou o meu cabelo, guiando minha boca direto para ele. Deixei-me ser guiada, gostando da sensação de submissão pela primeira vez na vida. A questão era que Christopher sabia dominar e parecia ler os meus pensamentos, pois estava ciente dos meus limites e de tudo o que eu me permitiria fazer a sós com ele.  Passei minha língua em sua glade e depois coloquei seu p*u em minha boca, descendo meus lábios por cada centímetro, chegando até a metade, que era o que cabia. E enquanto eu fazia movimentos de vai e vem com a cabeça, Christopher me auxiliava mostrando-me o melhor ritmo, firmando ainda mais sua mão em minha nuca.  Quando ele soltou seu m****o, eu trabalhei com a minha mão, masturbando-o enquanto o chupava com todo o desejo que exalava de mim. Ele gemia com a voz grave, a respiração pesada sendo claramente ouvida.  O centro das minhas pernas estava latejando de tal forma que eu me vi na necessidade de me tocar para me aliviar um pouco. Com minha mão livre, eu levei meus dedos até o interior da calcinha e comecei uma massagem em meu clítoris, deixando-me gemer enquanto continuava com o boquete em Christopher.  Ao notar que eu me tocava, Christopher me fez parar o oral, ergueu-me pelos braços e sem nenhuma cerimônia, puxou minha calcinha com tamanha força que ela simplesmente se partiu em dois pedaços. Eu dei um pequeno gritinho pelo susto, mas depois ri com divertimento.  — Eu adorava essa calcinha, babaca. — falei.  — Deveria usar um tecido mais forte do que cetim, doutora. — ao terminar a frase, ele introduziu dois dedos em mim.  Apoiei minhas mãos em seus ombros e gemi fechando os olhos. Christopher me trouxe para mais perto, me fez apoiar um dos pés no sofá, de modo a ficar mais aberta e então ergueu meu vestido afim de me chupar.  Sua língua molhada e sedenta trilhou cada parte sensível da minha i********e. Ele deu um tapa forte em minha b***a que em outras circunstâncias poderia ter me causado dor, mas no momento a ardência só me fez querer mais daquilo. Dor e prazer era uma coisa nova para mim e eu nunca me imaginei gostando disso.  Eu apoiei minha mão atrás de sua cabeça enquanto o oral se seguia. Meus gemidos saíam naturalmente e eu sabia que um orgasmo chegaria e que logo eu me derramaria na boca dele.  Notando que eu estava quase lá, Christopher parou, retirou totalmente a calça e a cueca, pegou uma camisinha que estava em um dos bolsos e a vestiu. Sentei-me sobre ele, sentindo seu m****o entrar em mim, uma sensação que eu já conhecia bem e que pouco a pouco estava me viciando.  Eu sabia que não demoraríamos muito a gozar, que as preliminares haviam nos deixado próximos dos nossos limites. O pouco do coque desgrenhado que prendia meu cabelo se desfez completamente, deixando meus fios castanhos descerem por meus ombros e costas, movendo-se a medida que eu quicava sobre Christopher. Ele olhou para mim no mesmo instante, uma pequena chama de luxúria em seus olhos e eu quase jurei ter visto um resquício de encantamento. Talvez fossem só os meus hormônios do sexo agindo, afinal de contas, Christopher não me via como mais do que uma gostosa que transa bem. Ele não se encantaria por mim. E a reciprocidade nos interesses era real. Em toda a minha vida, tanto na adolescência quanto na fase adulta, eu sempre idealizei como seria o namorado perfeito e se até hoje não entrei em um relacionamento sério com ninguém, foi porque o meu ideal nunca foi encontrado.  Conhecendo Christopher como eu conheço, ele estava longe de ter a personalidade do homem dos meus sonhos, eu arriscaria dizer até que ele era o extremo oposto. As únicas qualidades dele eram aqueles olhos cor de uísque, aquele rosto bonito e com uma expressão que molhava calcinhas, aquele corpo divinamente desenhado, e o mais importante: o jeito como ele sabia t*****r.  E enquanto meu corpo se movia sobre o dele naquele sofá, eu sorri comigo mesma pensando no que a Dulce de um ano atrás diria se me visse agora nessa situação. Ela certamente surtaria, não apenas por ser Christopher Uckermann embaixo de mim, mas por toda a situação do sexo casual. Eu fui certinha por tempo demais e descobri um pouco tarde que é muito melhor ser mais liberal em alguns pontos.  E como previsto, não demorou para que eu atingisse um orgasmo intenso que me fez gemer e tremer ao mesmo tempo. Soltei todo o ar dos meus pulmões, joguei minha cabeça no ombro de Christopher e deixei que ele finalizasse, usando sua força para impulsionar o meu corpo sobre ele, até que finalmente um gemido rouco e grave escapou de sua garganta, anunciando que ele havia atingido o seu ápice.  Nós ficamos naquela posição por alguns longos segundos. Nada além de respirações pesadas saíam das nossas bocas. Deitada em seu ombro, eu fechei os olhos por um tempo e quase cogitei dormir de tão cansada que fiquei.  — Certo. — ouvi ele murmurar. — Regra número três. Nada de ficar abraçadinhos.  — Eu não sabia que nós tínhamos enumerado as regras. — eu ri enquanto deslizava para fora do seu colo, sentando-me ao seu lado.  — Eu gosto de ser organizado. — retirou a camisinha e deu um nó, ficando de pé em seguida.  — Essa é uma frase que eu nunca imaginei saindo de você. — debochei.  — Você também nunca imaginou que um dia iria dar pra mim. — retrucou.  — Eu vou fingir que não ouvi isso.  Christopher riu balançando sua cabeça negativamente e então se retirou até o banheiro para descartar a camisinha usada, voltando poucos segundos depois. Ele praticamente se jogou em cima de mim, obrigando-me a deitar no sofá. Eu soltei uma risada e o abracei usando minhas pernas.  — Está tentando me matar? — perguntei.  — Antes tarde do que nunca. — falou antes de me beijar.  — Babaca. — sussurrei sobre os seus lábios, voltando ao beijo logo depois.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD