Surpresa insana

1609 Words
O camarim estava m*l iluminado, uma névoa de perfume e desejo pairando no ar. O show de Max tinha sido um sucesso absoluto, como sempre, e agora ele estava exatamente onde gostava de estar: em seu espaço, com uma mulher linda e sedenta por ele. Ele fechou a porta atrás de si, trancando-a, enquanto seus olhos percorriam lentamente a mulher à sua frente. A luz amarelada realçava a pele macia e os cabelos loiros ondulados dela. Os olhos verdes brilhavam como os de uma presa diante de um predador. — Seu nome, gostosa? — perguntou, deslizando o polegar pelos lábios carnudos dela. A mulher engoliu em seco, a respiração entrecortada. Max podia sentir o nervosismo vibrando no ar. — Mel... Melissa. — respondeu ela, com a voz trêmula, misturada com expectativa e excitação. Max sorriu de canto. Gostava quando elas tremiam. Ele ficou em pé diante dela, como um lobo observando sua presa, analisando cada detalhe. O vestido justo emoldurava suas curvas, os s***s se moviam levemente a cada respiração acelerada. Ela estava completamente entregue antes mesmo dele tocá-la de verdade. — Nervosa, abelhinha? — provocou. Mel balançou a cabeça, mas seus dedos trêmulos desciam pelo abdômen dele, explorando cada centímetro daquele corpo esculpido. O toque leve fazia Max sentir uma eletricidade rastejar por sua pele. A loira mordeu o lábio inferior ao deslizar a mão pela barra da cueca preta dele. — Você é... um homem enorme — murmurou, com os olhos arregalados quando seu m****o duro saltou para fora, pulsando contra seu abdômen definido. Max soltou uma risada baixa, passando a língua pelos lábios. — Que tal descobrirmos isso juntos? Mel engoliu em seco e se ajoelhou lentamente à frente dele, os olhos vidrados na ereção latejante. Seus lábios entreabertos indicavam exatamente o que ela queria fazer. A expectativa nos olhos dela fazia o sangue de Max ferver, o poder daquele momento o dominando. Mas antes que ela sequer pudesse tocá-lo, uma batida violenta na porta ecoou pelo camarim. O corpo de Max rígido instantaneamente. — Max! Abre essa droga de porta agora! — uma voz feminina esbravejou do lado de fora e parecia extremamente raivosa. Asia. Uma ex ficante obcecada. Droga. O desejo evaporou de sua mente em um segundo, substituído pela irritação. A última pessoa que ele queria ver agora. Mel sobressaltou-se, olhando para ele com os olhos arregalados. — Quem é? Max esfregou o rosto com a mão e soltou um longo suspiro. — Problema. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, a porta foi escancarada com força. Asia entrou como um furacão, os olhos faiscando de fúria. Seu salto alto ecoou no piso de madeira do camarim. O cheiro inconfundível do perfume dela invadiu o espaço. Ela sempre sabia fazer uma entrada. Max não precisava perguntar o que a trazia ali. O olhar dela dizia tudo. Ela não mudou nada. O cabelo n***o estava solto, caindo em ondas perfeitas. O vestido vermelho justo moldava suas curvas de um jeito que Max odiava admitir que ainda o afetava. Mas ele não ia se permitir sentir nada por ela de novo. — Mas que p***a é essa?! — Asia explodiu, cruzando os braços, sem esconder o desprezo no olhar ao ver Mel ali, tão perto dele. A garota Mel imediatamente se afastou, puxando a barra do vestido como se tentasse desaparecer. — Eu... acho que é melhor eu ir. Max segurou o pulso de Mel, impedindo-a. — Não. Você não tem que ir a lugar nenhum. — disse, os olhos cravados nos de Asia. Asia riu sem humor, dando um passo mais perto. Seu perfume o atingiu como um soco, uma lembrança amarga de noites que ele preferia esquecer. — Sério, Max? Você terminou comigo e agora está enfiando qualquer v***a no seu camarim? Ele estreitou os olhos. — Terminamos de ficar porque você não aceitava que eu não era só seu. Asia se aproximou ainda mais, os olhos brilhando de raiva. — E você acha que eu vou aceitar ver você trazendo uma mulher diferente pra esse camarim toda noite? Como se eu fosse qualquer uma? Max riu baixo. — Você sempre soube quem eu era, Asia. Sempre soube o que eu faço. Você que quis se iludir. Ela levantou a mão, pronta para esbofeteá-lo, mas Max segurou seu pulso no ar. — Nem tente. O silêncio ficou tenso, denso. Mel olhava de um para o outro, completamente deslocada. Seu peito subia e descia rapidamente, como se sentisse que estava no meio de um incêndio prestes a explodir. — Eu... eu realmente vou embora. — tentou dizer. Asia se virou para ela, os olhos estreitados. — É isso que você quer, querida? Ser mais uma na coleção dele? Porque te garanto que ele vai te jogar fora assim que conseguir o que quer. Max soltou o braço de Asia com força. — Cala a boca. — Ou o quê? — ela desafiou, os olhos brilhando com algo perigoso. Max respirou fundo, controlando o impulso de agarrá-la e acabar com aquela discussão do único jeito que Asia entendia. Mas ele não faria isso. Não mais. Ele olhou para Mel. — Você quer ir, linda? Ela hesitou. E então, balançou a cabeça. — Não. Asia soltou um riso descrente. — Claro. É sempre assim no começo. Mas ele cansa rápido. Max estreitou os olhos. — Você já terminou? Ou só veio aqui para fazer cena? Asia o fuzilou com o olhar. — Você vai me ver de novo, Max. E então, deu meia-volta e saiu batendo a porta com força. O silêncio que ficou no camarim foi ensurdecedor. Mel virou-se para ele, mordendo o lábio. — Ela realmente era sua ex? Max riu de canto, pegando um cigarro da mesa e acendendo-o lentamente. — Nao, so um lance. E, pelo visto, ainda acha que tem algum direito sobre mim. Mel cruzou os braços, estudando-o por um momento. — E tem? Max soltou a fumaça devagar antes de responder. — Não. Ele jogou o cigarro no cinzeiro e caminhou até ela. — Agora... onde estávamos mesmo? Mel riu, deslizando as mãos por seu peito. E, naquele momento, Max esqueceu completamente de Asia. Porque ele nunca foi de perder tempo com o passado.Mel respirava rápido, seu peito subia e descia em um ritmo acelerado enquanto Max a encarava como um predador paciente, esperando o momento certo para atacar. Ele deu um passo para mais perto, mantendo a intensidade do olhar fixo nela, deixando que a tensão entre eles crescesse. — Você sabe que quer isso. — murmurou, sua voz rouca e carregada de promessas. Mel apertou os dedos na barra do vestido, como se tentasse se agarrar a algo sólido enquanto sua mente oscilava entre o desejo e a razão. — Eu... eu não sei. Max soltou uma risada baixa, deslizando a mão pelo próprio cabelo. Ele adorava quando uma mulher hesitava, porque isso apenas tornava a entrega inevitável ainda mais doce. Ele se aproximou mais, tão perto que o cheiro de perfume amadeirado dele envolveu Mel, fazendo-a respirar fundo. — Sabe, gostosinha, eu posso facilitar isso para você. — ele sussurrou, roçando os lábios no lóbulo da orelha dela. — Só precisa parar de pensar tanto. Ela fechou os olhos por um segundo, os dedos tremendo ao pousarem sobre o peito dele. Max sentiu o toque hesitante, mas também sentiu a faísca ali. Ele deslizou os dedos pela lateral do braço dela, um toque leve, provocador, que fez Mel soltar um suspiro entrecortado. — Max... eu não sei se posso fazer isso. — sua voz saiu fraca, quase um pedido de ajuda. Ele inclinou a cabeça, observando cada reação dela com fascínio. — E por que não? Mel umedeceu os lábios, os olhos encontrando os dele por um breve instante antes de desviar o olhar. — Porque você não é o tipo de cara com quem eu me envolvo. Max sorriu de canto, inclinando-se mais para ela, sua respiração quente contra sua pele. — E que tipo de cara você se envolve, Mel? Ela mordeu o lábio, desviando o olhar. — Alguém que não me faz sentir... isso. Max arqueou uma sobrancelha, intrigado. — Isso o quê? Mel suspirou, afastando-se um pouco. — Essa coisa que me faz perder o controle. Você me olha desse jeito e... e eu não consigo pensar direito. Max riu baixo, sua voz carregada de diversão e interesse. — Isso não é algo r**m, docinho. Às vezes, perder o controle é exatamente o que a gente precisa. Mel apertou os punhos ao lado do corpo, seus olhos cheios de conflito. — Mas eu não quero ser só mais uma para você. Max ficou em silêncio por um momento, observando a vulnerabilidade que brilhou nos olhos dela. A maioria das mulheres que entrava ali sabia exatamente no que estava se metendo. Elas queriam a fantasia, queriam o prazer sem compromisso, queriam o cowboy que todas desejavam. Mas Mel não era como as outras. E isso o intrigava mais do que deveria. Ele ergueu a mão, deslizando os dedos pelo maxilar dela, sentindo-a estremecer sob seu toque. — Eu nunca esqueço uma mulher que me marca, Mel. Ela engoliu em seco, seus olhos fixos nos dele. Por um segundo, Max achou que ela ficaria. Mas então, ela deu um passo para trás. Depois mais um. — Eu preciso ir. E antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, ela virou e saiu, deixando-o sozinho no camarim. Max ficou parado, observando a porta fechada, a frustração misturada com um estranho fascínio queimando em seu peito. Ele não estava acostumado a ser deixado para trás. E, pela primeira vez em muito tempo, ele sentiu que queria correr atrás.
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