Capítulo 2

1135 Words
Caveira narrando... Salve rapaziada, então, vocês sabem um pouco sobre mim e irão conhecer mais no decorrer... Morro da Maré se tornou meu lar, eu mato e morro por esse lugar, Felina e seu marido sempre deram o sangue pela favela, quando ela perdeu o marido, ela ainda tinha seu filho, porém ele também foi dessa para uma melhor, ela se aposentou... E então meu pai assumiu o morro. Atualmente eu estou com 26 anos, meu pai fica me enchendo o saco, que eu tenho que assumir o comando, mas eu disse pra ele que não tenho certeza disso não, ele respeitou, mas disse que quer que eu tome o lugar dele... mas isso vamos com o tempo, acho responsabilidade demais e ele tá bem inteiro para continuar comandando. Sobre a Rebeca, o amor que eu sinto pela mesma é inexplicável, ela é uma princesinha e eu daria o mundo para ela se eu pudesse, bom, já a tia dela é uma verdadeira diaba, oh mulher que sabe me tirar do sério, elas estão aqui faz um mês e hoje ela veio com papo de ir embora, mas não vão mesmo, ela tem que lembrar que tem a Rebeca nessa situação toda, assim como ela eu não quero ficar longe também, me apeguei nela, nas duas para ser bem sincero, mas a doida não precisa saber disso... Aciono a Aline na boca e quando ela chega ela fica me olhando e logo da aquele sorriso maroto dela. Caveira: Qual foi? Aline: Me diga você, nunca quis que eu colocasse meus pés aqui e agora me chamou aqui, não entendi nada. — ela diz e se senta no sofá. Caveira: O que acha de ficar com a Rebeca? a Priscila quer começar a trabalhar, mesmo que não precise, enfim, ela pediu alguém de confiança e eu só consigo pensar em tu. Aline: Eu acho ótimo, estou precisando de grana mesmo. — eu concordo e chamo ela para irmos lá em casa, assim que entramos a Rebeca fita a mesma dos pés a cabeça com uma cara de poucos amigos e eu confesso que me dá mó vontade de rir, vejo a Priscila olhar, mas ela não fala nada, apresento as mesmas e saio dali voltando para a boca, começo a organizar as coisas do pagode que vai ter domingo... Aciono o Sombra que não responde, ele é um dos que eu mais confio aqui dentro. Radinho on... Caveira: Alguém sabe do Sombra? Duka: Ele tava com a mina que tá ficando na tua casa. Caveira: Priscila? Como assim? Duka: Eles estavam indo em direção a loja da Faby. Caveira: Beleza. Radinho off... Eu fiquei me perguntando que merda tava acontecendo, o que o Sombra tava fazendo com a Priscila, p***a, era só o que me faltava mesmo, mas que merda eu tô me preocupando com isso. Termino de ajeitar as coisas na boca e vou em direção a nossa casa... Quando chego vejo a mesma sentada no sofá e procuro pela Rebeca que não está ali. Caveira: Mas que c*****o tu tava fazendo na garupa do Sombra hoje? — pergunto logo de cara e a mesma fica me olhando sem reação. Priscila: Primeiramente eu não te devo satisfação nenhuma da minha vida. — ela diz na lata e eu olho pra ela possesso de raiva. — Mas respondendo a sua pergunta, eu estava na garupa dele, pois ele me levou até a Faby, para mim ver a vaga que tinha disponível, amanhã mesmo eu começo, então logo eu e a Beca iremos nos mudar, já fique ciente disso. Eu nem falo nada, saio da sala puto, subo até o quarto da minha princesa e vejo ela deitada vendo seu desenho, dou um beijo na mesma e fico um pouco ali com ela, Rebeca é meu ponto de paz, ela entrou na minha vida e já fez eu me apegar nela demais... Eu queria que a Priscila ficasse com a mesma, mas sei que a Aline vai cuidar bem dela, confio na Aline o suficiente para isso. Rebeca: Comeu bolo, titio? Caveira: Não, meu amor, acabei de chegar e vim te ver. Rebeca: Vai tomar banho e desce para comer um pedacinho de bolo, ficou uma delícia. — eu confirmo e vou para o meu quarto, entro no chuveiro e começo a pensar na possibilidade da Priscila ir embora e levar a Beca, essa casa vai ficar tão vazia, não quero ficar longe dela, p***a! Rebeca é como uma filha pra mim. Saio do banho e vou em direção ao quarto pelado mesmo, quando estou colocando a cueca a porta é aberta. Priscila: Meu Deus! — ela arregala os olhos e eu fico sem reação olhando para a mesma que fica me cuidando, logo ela se dá por conta e fecha a porta com tudo! Eu começo a rir sozinho e termino de me vestir, desço as escadas e ela e Rebeca estão no sofá. Caveira: O que você queria? Priscila: Rebeca pediu para mim ir te chamar, que você ia tomar banho e descer para comer bolo. — olho a hora vendo ser 19h e pouca e confirmo, vou até a cozinha e me sirva um pedaço da n**a maluca, a doidona vem logo atrás e me serve um copo de refri, mas ela m*l olha na minha cara o que chega a ser engraçado, ela tira um pedaço de carne do congelador e coloca no micro, vai até o fogão e mexe na panela de pressão e sai logo em seguida... quando ela vai passar pela porta eu coço a garganta. — Algum problema? Caveira: Me diz você, nem me olhou direito, parece estar nervosa. — digo me levantando e indo em direção a mesma que vai indo para trás. — Qual foi Priscila? estou te deixando nervoso? — pergunto aproximando meu rosto do dela que está se tremendo e isso chega a ser engraçado. Priscila: Não viaja Caveira, se me der licença. — ela diz com o rosto baixo e me empurrando, ela tenta sair mais eu puxo a mesma com tudo e colo nossos corpos. Caveira: Então diz que não está nervosa olhando nos meus olhos. — ela começa a gaguejar e eu começo a rir. — Isso tudo por que me viu pelado? Gostou do que viu? Priscila: Para Caveira, você está me deixando sem graça. Caveira: Você fica ainda mais bonita assim. — coloco a mexa do seu cabelo para trás e quando vou para beijar a mesma Rebeca entra na cozinha. Rebeca: Gostou do bolo, titio? Caveira: Sim minha princesa, ficou uma delícia. — Priscila se afasta de mim e volta para a sala, eu fico ali na mesa conversando com a Rebeca e pensando no que quase aconteceu, p***a, essa diaba tá começando a mexer com a minha mente.
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