A aula de Inglês acabou. Outra matéria comum, que é dada num salão enorme, que se parece com um teatro universitário. Por fim é nossa hora livre para almoçar. Enquanto todos estão saindo, André segura o meu braço de surpresa.
─ Não vá se atrasar. - Ele zomba, se chacoalhando inteiro.
─ Cala a boca, bicha! - sussurro. ─ Ele anda por aí. - Sorrio. ─ Mas eu estava pensando nisso, sabia? Em se chegar um pouco atrasada ou não.
─ Claro que você estava pensando nisso. Você só pensa nisso! - André me recrimina e ri. Chega você antes, assim ele vai ver que não é zoeira. Se você não for hoje, nunca mais ele vai olhar para a sua cara. ─ Suspiro e acabo de recolher minhas coisas. André e Elisa se despedem de mim, entre risinhos, e saem da sala.
Quando olho para trás, vejo Luíz me olhando com o queixo apoiado em suas mãos. Ele ainda não se levantou.
─ Luíz... - murmuro. ─ Você não vai almoçar?
Não entendo o seu olhar enigmático, e porque se dirige a mim. Nunca é agressivo, mas é misterioso. Ele me olha, sem pedir permissão e também não desvia o rosto quando eu o pego fazendo isso. Já foram incontáveis vezes as que o flagrei me analisando assim.
─ Vou ficar aqui escrevendo. - Ele responde. ─ Estou inspirado.
Só então reparo que ele tinha um caderno aberto com um lápis em cima.
─ Ok... Mas come algo, Lui. - Sorrio com simpatia. ─ Ei... Algum dia você vai me mostrar o que você escreve aí?
─ Mm... Quem sabe? - ele ergue uma sobrancelha e me fita com um leve sorriso. ─ Até logo, Lynn. Preciso ficar sozinho.
─ Sem problemas. - Lhe jogo um beijo e saio da sala.
Nos corredores há muito barulho. Tem gente indo para a cantina, e outros saindo da Escola para comer nos bares das redondezas. Me dirijo até a Biblioteca devagar, me sentindo nervosa. Está vazia por ser a hora do almoço, mas há alguns nerds usando os computadores com fones de ouvido.
Caminho lentamente, insegura por tudo. Abro a porta do banheiro e entro. As luzes são alaranjadas em vez de brancas. Apago alguma, deixando o lugar mais escuro.
Escuto a porta da biblioteca se abrindo bruscamente, logo sendo fechada com um pouco mais de cuidado. Meu coração se acelera de forma involuntária. Ouço o movimento de alguns passos lentos. Alguém abre a porta do banheiro, com cuidado.
─ Lily? - Sua voz grave e rouca me chama, usando um apelido carinhoso. Seus cabelos vermelhos se assomam pela porta. Casandro abre um sorriso ladeado assim que me vê, e a fecha atrás de si, fazendo um pouco de barulho e a trancando com violência. Eu junto minhas mãos de forma ansiosa. Lentamente, o ruivo se aproxima de mim e me encara. ─ Interessante esse lugar, hm? Você leu bem as minhas mensagens?
Assinto levemente.
─ Hm... Já vejo. Então quê? Eu e você estamos aqui... Para nos comportar m*l, é? - ele morde os lábios. ─ Porque eu estou louco para me comportar bem m*l com você. - Seu timbre fica deliciosamente arrastado, baixinho, ele diz a frase me olhando nos olhos, enquanto vai se aproximando de mim. E se aproxima tanto que recuo intimidada e minhas costas ficam pregadas na parede. Ele apoia uma das mãos do lado da minha cabeça, com o punho fechado, e desce o rosto alguns centímetros, para me olhar mais diretamente nos olhos.
─ Casandro... Calma... Eu tenho que te explicar algo sobre essas mensagens... - Digo, olhando para ele, hipnotizada por seu rosto bonito e seus olhos rasgados e felinos. Quero dizer-lhe que não fui eu quem enviou isso, não gosto de mentiras.
─ Hm.... - Ele murmura e olha os meus lábios. ─ O que você vai me explicar sobre essas mensagens? Não foi você quem enviou? Lynn... Você nunca vai me dizer a verdade? ─ Casandro solta uma risada baixa, sarcástica e rouca.
─ Que verdade? - sussurro, com as mãos abaixadas, enquanto seguro minha saia. Minhas bochechas queimam e entreabro os lábios. Está difícil respirar só pelo nariz, com ele tão perto. Casandro mostra um sorriso divertido.
─ Eu estou aqui. Você está aqui. Não é mesmo? - Ele diz baixinho. Concordo de leve com a cabeça. Sinto as minhas costas tocando a superfície fria da parede inteira, pelo modo como ele me acurrala. Casandro segura meu queixo, olhando meus olhos, e aproxima sua cabeça lentamente, deixando os lábios muito próximos dos meus. Seus olhos estão brilhantes, vidrosos, mostrando muito desejo. Sinto minha pele se arrepiando. Os cabelos finos do meu braço acabam de se eriçar pelo excesso de proximidade. ─ Você quer, e eu quero. - Ele sussurra. ─ Olha só... O seu corpo não te deixa mentir. - Ele olha os meus braços e lambe os lábios. ─ Você não vai falar? - ele abre um sorriso malicioso. Toco o seu peito, fazendo certo espaço entre nós dois, com delicadeza.
─ Casandro, eu queria te explicar que... - Casandro me olha sério, sem afã de se separar de mim. O cara está em modo predador, não quer saber nada de nada.
─ Um. - Ele solta um grunhido agressivo. ─ Sem desculpas esfarrapadas. Ouviu, Lynn? - Diz ele, de um jeito sensual e autoritário, e passa a segurar meus pulsos, com força, um em cada mão. Meus braços são frágeis e facilmente domináveis. Lentamente, como se estivesse pedindo permissão, ele vai subindo-os até deixar os meus punhos capturados na altura na minha cabeça, um de cada lado. Eu desvio o olhar timidamente, mas começo a me sentir terrivelmente excitada. Casandro aproxima os lábios da minha orelha e sinto seu hálito quente. ─ Fala... Fala logo, Lynn. ─ Ele murmura arrastadamente no meu ouvido, fazendo o meu corpo se eriçar ainda mais, e a minha perna tremer um pouco. ─ Você quer que eu te f**a, não é? - Seu tom diminui um pouco mais, ao pé do meu ouvido, ele sussurra a frase com muita malícia e excitação. Suspiro fracamente. Giro meus pulsos de leve por baixo de suas mãos, só para comprovar o quão firme o agarre que ele depositava realmente é. Impossível fugir.
─ Eu... - meu tom de voz diminui também, evidenciando um matiz de excitação, que é comprovado pelo fato de eu não tentar escapar do agarre dele. Seu olhar confiante, que gosto tanto, segue em seu rosto.
─ Shh... Garotinha tímida. Tudo bem. Dá na mesma. Ok? - ele sussurra, se referindo a que eu já não preciso falar. Ele lambe a minha boca e dá um primeiro selinho leve, tomando a iniciativa. Suspiro baixo, Casandro gira sua cabeça e sinto sua língua entrando na minha boca, enrolando-se na minha, acabo gemendo de satisfação. Ao me escutar, ele suspira e o corpo dele se cola no meu.
Casandro abaixa os meus braços lentamente e passa a segurar os meus pulsos com uma mão apenas, colocando a outra no meu rosto. Ele tem as mãos grandes e fortes. E é bem alto se comparado comigo.
Ele guia a minha cabeça para o lado, morde o meu lábio inferior e segura o meu pescoço levemente, me assustando. Gemo baixo outra vez, pois tal violência havia me e******o, em segredo. Sinto como ele coloca a língua no fundo da minha boca, me obrigando a intensificar o beijo ao máximo. Eu não consigo respirar bem, o único no que posso pensar é nessa intensidade e em aguentar o ritmo, então me deixo levar e começo a forçar minha língua contra a dele, murmurando baixo de t***o em cada golpe intenso de línguas. Num determinado momento, ele chupa a ponta dela com muito desejo, e acabo gemendo mais alto, enquanto sinto minha calcinha molhar.
─ Ei... Cala a boca, hm? - Ele murmura gemendo, dando um leve risinho divertido e e******o. ─ Não queremos que a Escola inteira nos escute. - Ele adocica um pouco sua voz, ainda com muita malícia. Solto uma risada leve, ficando muito vermelha.
─ Desculpa, Casandro... Eu sou mesmo um desastre. - Sussurro, propositalmente, adocicando minha voz e a deixando arrastada, de um jeito submisso.
Ele abre um sorriso maligno pelo que acabo de falar.
─ Uau... Que tesão... Em? Você é tão... tão... - ele dá um forte suspiro, e não completa a frase, com o adjetivo. "Submissa?" ─ Escuta... - ele murmura. ─ Coloca a sua língua para fora. Sua língua é tão gostosa... Então deixe-me vê-la. Agora. - Ele me fita com seus olhos felinos, de um jeito sacana.
É.
Estamos aqui sozinhos.
Eu quero e ele quer. Exatamente como ele disse.
O que será que me espera?
Com isso na cabeça, mostro minha língua, timidamente. Casandro suspira.
─ Fff... - o rosto dele começa a ficar um pouco vermelho. Devagar, o ruivo arrasta a sua mão desde o meu pescoço até a minha língua e a toca com o polegar. Ele aperta o centro dela com o dedo, e a alisa com força, sendo agressivo. Logo solta outro grunhido de descontrole.
O rosto dele vem sobre o meu de novo. Ele coloca sua boca e sua língua sobre a minha, junto com o dedo dele por ali, tamanha é sua ansiedade por me beijar. Começa a esfregar ambas, deixando seu dedo úmido no meu rosto.
Com Casandro assim tão e******o, iniciamos um beijo forte, sem pudores, onde nossas línguas se tocavam veemente, sem a junção frequente dos lábios. É uma classe de beijo íntimo, que casais só realizam quando não há ninguém por perto, pois são altamente sexuais.
Eu sinto o peitoral dele roçando nos meus s***s frequentemente, devido aos impulsos que beijar desta forma ocasiona. Este esfrega-esfrega me excita de um jeito inexplicável. Além disso, ele aperta os meus pulsos várias vezes, rodeando-os com a mão, cada vez que o corpo dele recebe choques de excitação com o beijo. Não aguento mais de vontade de segurá-lo, de tocá-lo, de senti-lo também.
Começo a murmurar de um jeito provocante, enquanto me faço de inocente de propósito: