Davi:
Acordei depois de um dia de sono. Literalmente, capotei a música pra me fazer dormir foram os xingamentos do Marcos, com a voz carregada, dando ordens do Saul som das máquinas ao fundo me permitiu, como diriam por aí, dormir que nem bebê. Saio pra fora do meu cafofo, olhando que o sol já se pôs caminho devagar, a fome aperta espero que o Marcos tenha feito as compras que pedi, porque a fome tá brava. Chego entrando e já vejo a cara de poucos amigos do Marcos, me olhando sério, com um papel na mão, apertando forte, com raiva troco um olhar rápido com o Saul, que está mais atrás dele, e entendo problema com mulher ainda bem que não tenho nenhuma.
— Marcos, comprou as coisas que pedi?
Pergunto ele levanta o olhar, me encarando como se eu tivesse falado algo errado só me olha sério..
—Marcos: Tá ali em cima.
ele fala, se levantando e saindo, caminhando duro fiquei sem entender nada, só olhando ele se afastar.
—Saul: Não dá importância, ele tá estressado por causa da mulher lá.
— Tô vendo...
—Saul: Na panela tem comida, pega.
completa Saul olho pra ele essa bondade não vai vir de graça, mas a fome tá pior pego uma cumbuca, a colher, e me sirvo de feijão com arroz comida simples, mas sustenta, e é isso que importa sento à mesa, pego a colher e já vou enfiando na boca Saul pega a garrafa de água e traz dou um olho nessa bondade toda dele.
— Fala, o que tu quer?
pergunto serio.
—Saul: Nada.
— Saul, me poupe, né? Ou tu envenenou a comida, ou tu quer algo fala.
Ele me olha, dá um sorriso de canto e estende um pedaço de papel olho tem um desenho torto, mas que dá pra ver bem.
—Saul: Quero fazer uma estufa de flores aqui.
Ele aponta com o mindinho, fazendo som com a boca eu só olho sério, enfiando outra colherada na boca.
—Saul: E aqui, uma parte pra livros é estranho, mas..
Ele não termina, e eu entendo é por causa da mulher dele..
— Tem que trazer ferros a estrutura pode ser de ferro e vidros.
sugiro olhando o nada já imaginando.
—Saul: Mas a vista dela vai ser de sucata.
Olho pra ele, a preocupação genuína no rosto ele pensa um pouco e falo.
— E mais, tu pode fazer vidros pintados pinta uma paisagem no vidro, ou algo assim, pra ela não ver pra fora, mas ter a impressão que vê.
Ele me olha, fica pensativo, aponta umas palavras soltas na ponta do papel eu olho, não entendendo, mas deixo quieto ele se vai pra fora, e eu fico comendo, matando quem me mata a fome...
Hoje à noite vai ser boa, espero que tranquila quero arrumar minha rede, tá com um furo que não sei como abriu termino de comer, lavo o que sujei e saio andando vou pro ponto de controle ver as telas saio caminhando, vendo tudo quieto o silêncio já pesa, só o barulho dos grilos começa a se notar entro, olho pras telas, tudo parece estar quieto, sem movimento observo as câmeras perto do muro e noto algo pendurado no arame em cima olho e parece ser um pano..
Acho estranho coloco zoom pra ver melhor, mas não consigo saber o que é saio, pego meu ferro e começo a caminhar tranquilo. Ainda tô digerindo a comida, tudo parece calmo, e essa calma é a que assusta mais vou chegando e vejo, de cima do muro, o pedaço de tecido pego meu ferro e começo a tentar puxar consigo fazer o pano sair do arame olho o tecido parece que era de uma blusa, meio brilhante acho estranho, tá limpo demais pra ser algum pano da sucata olho pros lados alguém anda rondando o estranho é que não apitou o alarme será um animal? Mas, pelo que eu saiba, só ow macacos andam tão alto e aqui não tem Guardo o pano no bolso e sigo a ronda, atento a algo mais isso tá estranho vou ter que ver as gravações das câmeras, e vai ser hoje...