CAPÍTULO 1
Antonela leva Giulia a uma vidente, para ver se ela vai ter sorte no amor.
Giulia olha ao redor, desconfortável, ajeitando a jaqueta. Antonella está empolgada, empurrando a amiga suavemente para a frente da mesa de veludo escuro onde a Vidente espera.
ANTONELLA : Vai logo, Giu! Você disse que não aguentava mais 'dedo podre' para homem. A Madame Zoraya é famosa por dar um empurrãozinho no destino."
GIULIA: (Sussurrando) "Anto, isso é ridículo. Eu só preciso de um aplicativo novo de namoro, não de uma consulta espiritual."
A Vidente levanta os olhos, que parecem enxergar através de Giulia. Ela ignora a ironia da garota e coloca uma pequena caixa de madeira entalhada sobre a mesa.
Aplicativos buscam corpos. Eu busco almas que se perderam no tempo. Você sente que não pertence a este lugar porque, talvez, seu coração tenha ficado para trás."
Giulia gela. A vidente abre a caixa. Dentro, há um amuleto de prata envelhecida, com uma pedra de ônix no centro que parece absorver a luz do ambiente.
VIDENTE: Aplicativos buscam corpos. Eu busco almas que se perderam no tempo. Você sente que não pertence a este lugar porque, talvez, seu coração tenha ficado para trás."
Giulia gela. A vidente abre a caixa. Dentro, há um amuleto de prata envelhecida, com uma pedra de ônix no centro que parece absorver a luz do ambiente.
GIULIA : É lindo... mas eu não posso pagar por uma antiguidade dessas."
VIDENTE (Empurrando o amuleto para Giulia) "Ele não tem preço, pois não é meu. Ele pertence a quem o perdeu... e ele está chamando por ele há séculos. Se você tiver coragem de pedir o que realmente deseja sob a lua, ele a levará para casa."
Antonella pega o amuleto, maravilhada, e o coloca nas mãos de Giulia.
ANTONELLA "Leva, amiga. Pensa assim: se não for mágico, pelo menos é um acessório vintage incrível para a gente usar amanhã na exposição medieval do museu!"
Giulia fecha a mão sobre o metal frio. Por um segundo, ela sente uma pulsação vinda da pedra, como um batimento cardíaco lento.
GIULIA : Eu só queria encontrar alguém que soubesse o que é o amor de verdade. Só isso."
VIDENTE (Com um sorriso enigmático) "Cuidado, jovem. Às vezes, para ensinar alguém a amar, você precisa primeiro sobreviver à frieza de um rei."
No dia seguinte, no museu, o amuleto no pescoço de Giulia começa a vibrar assim que ela entra na sala das relíquias reais, como se estivesse "reconhecendo" o ambiente.
O museu está silencioso, com luzes baixas que destacam as armaduras e tapeçarias. Giulia caminha sozinha, segurando o amuleto escondido na palma da mão. Ela para diante de uma tela enorme, intitulada "O Rei Solitário".
No quadro, o Rei Alexander está montado em um cavalo n***o, no meio de uma floresta densa. O olhar dele é gélido, focado em algo além da moldura.
GIULIA: Sussurrando para si mesma) "Pertence a quem o perdeu..."
Ela aproxima o amuleto da moldura de ouro velho. O objeto começa a vibrar. As luzes do teto piscam e um som de zumbido elétrico toma conta da sala. De repente, as bordas do quadro começam a "escorrer". A tinta a óleo parece se agitar e Giulia sente uma mão invisível puxando seu peito para dentro da imagem.
ar-condicionado do museu é substituído por um vento gelado que cheira a pinheiros. O chão de mármore vira galhos secos. Giulia tropeça, caindo de joelhos.
O silêncio é quebrado pelo relinchar alto de um cavalo. Ela levanta o olhar e o seu coração dispara. Não é mais uma pintura.
Alexander está ali, a poucos metros, exatamente como no quadro, mas vivo. Ele veste trajes de caça pesados, couro e veludo bordado. Ele puxa as rédeas do cavalo, que se assusta com a aparição repentina de uma mulher vestindo roupas tão estranhas (jeans e jaqueta).
Ao lado dele, Stephan saca a espada com uma velocidade impressionante, posicionando-se à frente do Rei. O General Aidem, logo atrás, sinaliza para que os arqueiros se preparem.
STEPHAN: (Voz de comando) "Não se mova! Majestade, afaste-se, pode ser uma emboscada!"
Alexander, porém, não desvia o olhar de Giulia. Ele parece mais intrigado do que assustado. Ele desce do cavalo com uma elegância autoritária.
ALEXANDER: (Voz grave e seca) "Quem é você? E que vestes são essas que ousam desafiar o decoro do meu reino?
GIULIA: (Ainda tonta, olhando para o amuleto na mão) "Eu... eu acho que entrei no lugar errado. Onde está a saída de emergência?
Alexander franze a testa. Ele não entende uma palavra das gírias modernas dela. Ele caminha até ela, ignorando o alerta de Stephan.
ALEXANDER: Você fala como uma louca e surgiu do nada, como um espírito da floresta. Stephan, leve-a para as masmorras da ala leste. Quero que ela seja revistada.
GIULIA :Masmorra?! Espera aí, 'Vossa Alteza', eu tenho direitos! Isso aqui é um m*l-entendido!
Alexander para e olha para ela por cima do ombro. É a primeira vez em anos que alguém o interrompe ou levanta a voz para ele.
ALEXANDER "Direitos? Aqui, a única lei é a minha palavra. E minha palavra diz que você é minha prisioneira até que eu decida quem você serve.
Giulia é levada algemada em um cavalo, atravessando o pátio sob os olhares curiosos de servos e guardas. Stephan a entrega para as amas Mia e Briana com ordens estritas: "Lavem-na, revistem-na e tirem essas roupas de camponesa estranha".
No banho, Mia e Briana ficam em choque ao ver o zíper da calça jeans de Giulia ("É bruxaria? Como o metal se abre assim?").
Giulia tenta explicar o que é um celular e por que ele não liga (sem sinal e sem bateria no passado).
Elas a vestem com um vestido de seda pesado, cor de vinho, e apertam o espartilho. Giulia quase não consegue respirar, simbolizando como ela agora está presa às regras daquela época.
Alexander não a interroga sozinho. Ele a leva ao salão privado de sua mãe, a Rainha Alessa, que está acompanhada de sua fiel criada Lea.
A Rainha Alessa é a personificação da elegância fria. Ela observa Giulia de cima a baixo enquanto a jovem tenta, sem sucesso, fazer uma reverência que aprendeu em filmes.
ALESSA: Ela tem o rosto de uma nobre, mas os modos de uma serva rebelde. De onde você diz que veio, garota? 'Cidade Grande' não consta em nenhum dos nossos mapas.