Capítulo 2 - Visitas Inesperadas

1476 Words
"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe." - Oscar Wilde Matteo Estava no escritório resolvendo algumas questões das cafeterias, ainda mais que estamos com os planos de abrir uma nos EUA, é uma grande burocracia, mas isso aí crescer ainda mais nossa rede. Ouço baterem na porta e mando a pessoa entrar. - Senhor Miler, o senhor Cameron está aqui fora! - Ana diz após entrar e eu respiro fundo. - Pode deixar ele entrar - Digo brevemente e ela concorda e sai. Vejo Logan entrar, assim que ele me ver, ele sorri com aqueles dentes completamente alinhados e extremamente brancos. - Fala, irmão - Ele fala aí entrar e me levanto, dando um leve abraço nele. - O que te trás aqui? - Pergunto curioso. - Primeiramente, "Oi amigo, como você está?" - Ele diz irônico e reviro meus olhos. - Eu estou bem, obrigada por perguntar! - Nossa! Muito bom saber - Digo irônico e ele me mostra o dedo do meio, me fazendo sorrir de lado. - Cara, você tem que parar de ser assim - Ele fala e se senta na cadeira em minha frente. - Só vive pra o trabalho, te chamei ontem pra a festinha e você nem me respondeu! Para Logan isso era fácil, apesar de sermos amigos, não posso negar que ele é um irresponsável, apesar de ter feito ensino superior, de ser de família rica e responsável. Logan sempre foi muito desorganizado e nem um pouco interessado, os interesses dele são em duas coisas: sex0 e festas! O que faz ele ser totalmente contrário de mim, apesar de não gostar do que faço, sempre me dediquei ao máximo para manter a rede de cafeteria dos meus pais em ordem e graças a mim elas crescem a cada dia. Não sou um cara muito sociável e festeiro, não porque não gosto e sim por não ter muito tempo como o Logan tem. - Não é todo mundo que tem seu privilégio, meu amigo! - Digo sincero e ele ri, como se eu tivesse dito uma piada. - Sabe de uma coisa? - Logan pergunta e eu arqueio a sobrancelha - Eu tenho certeza que você vai ser um velho ranzinza! Ele começa a rir e eu reviro os olhos. - Vá se fod3r, i****a! - Digo irritado com sua audácia e ele ri ainda mais. - Você precisa trans@r mais, meu amigo! - Ele diz rindo - E sabe onde você pode arrumar essa oportunidade? - Ele pergunta e eu prefiro nem perguntar onde - Na festa que vou dar no próximo sábado lá em casa, você precisa ir, vai ser bom pra você espairecer a cabeça! - Pensarei a respeito - Minto - Pense com carinho, por favor! - Ele diz e se despede de mim, logo saindo da minha sala. Consigo até imaginar o que pode acontecer se eu for nessa bendita festa, Logan me empurraria para todas as garotas solteiras da festa, o que provavelmente vai me irritar e com isso acabaríamos discutindo e ele me chamaria de velho ranzinza, como sempre. Não é que eu não goste de festas, só não gosto das festas do Logan. Sou uma pessoa que odeia pressão, odeio quando tentam mandar em mim ou me controlar, gosto de ter meu momento e ir no meu tempo. Sou tirado dos pensamentos ao ouvir duas vozes discutindo no corredor, de repente minha porta é aberta e vejo Charlotte entrar pela porta. - Não é necessário avisar da minha chegada, Ana - Charlotte fala brava e vejo Ana atrás dela. - Senhor, me desculpe o transtorno, tentei que ela não entrasse antes de eu lhe comunicar - Ana diz aparentemente envergonhada com a situação que Charlotte causou. - Sem problemas, Ana. O erro não está em você - Digo friamente olhando para Charlotte que me olhava indignada. - Pode nos deixar a sós! Ana se desculpa novamente e sai da minha sala. Charlotte vem andando em direção a minha mesa. - O que quer? Já disse que não é para você agir assim aqui na empresa! - Digo friamente e ela se aproxima da minha cadeira com um sorriso malicioso. - Estava com saudades de você - Ela diz manhosa e se senta em meu colo, esfregando sua bund@ em meu p@u. - Charlotte, eu já falei que não tinha interesse em manter algo fixo com você e com ninguém. - Falo tentando tirar ela de cima do meu colo. - No fundo eu sei que você quer, Matteo - Ela diz se aproximando do meu rosto e de repente me beija. Seguro sua nuca, dando intensidade ao nosso beijo, enquanto ela rebolava em cima do meu p@u, fazendo ele acordar. Me levanto da cadeira com ela no meu colo, ela entrelaça as pernas em minha cintura e eu seguro sua bund@ com força. Nosso beijo foi ficando cada vez mais intenso, aos poucos vou colocando ela no chão e paro nosso beijo. - Ajoelha - Ordeno para ela que me olha com a cara de put@ de sempre, porém nada que me atraísse tanto, estava indo mais pelo prazer carnal. Ela faz o que mando e começa a tirar meu cinto, depois ela desabotoa minha calça e abaixa ela e a cueca juntos, fazendo o meu p@u sair do aperto. Ao ver a situação que ele estava, ela sorri satisfeita e coloca a mão nele, me fazendo arfar com seu toque gelado. Logo ela começa a me chupar, inicialmente em movimentos lentos, com o tempo aumentando o ritmo. Seguro seu cabelo, entrelaçando em minha mão e dou uma ajuda a ela. Depois de alguns minutos acabo goz@ndo em sua boca, ela me olha satisfeita e engole toda a porr@ da sua boca. - Estava com saudades do seu gostinho - Ela diz bem safada - Espero te ver na festa do Logan. - Se eu fosse você não criaria expectativas em relação a isso - Digo sincero arrumando minha roupa e ela se arrumava também. - Você tem que ir, amorzinho! Temos que terminar o que começamos aqui - Ela diz maliciosa e no mesmo instante me arrependo do que fizemos. Talvez isso de agora tenha dado alguma expectativa para ela, em relação a nós dois mantermos essa "relação". - Enfim, estou indo agora! Beijinhos - Ela diz e vem até mim, me roubando um selinho. Ela se despede e sai da minha sala, me deixando sozinho, enfim! Charlotte não é uma mulher feia, pelo contrário, ela é muito atraente, corpo bem desenhado, cabelo ruivo e olhos verdes, inclusive ela trabalha como modelo em uma grande agência daqui de Toronto. O que não gosto dela é o fato de insistir em querer levar essas ficadas para algo mais sério, mesmo eu explicando que isso nunca vai acontecer, ela permanece insistindo. Deixo os pensamentos de lado e vou até o banheiro que tem no escritório, para me olhar no espelho e terminar de me arrumar. Ao me olhar no espelho, vejo que estou precisando dormir um pouco mais, minhas olheiras estão começando a aparecer. Mas, nada que me deixe desagradável. Tenho um físico interessante, não posso negar. Minhas costas são largas, juntamente com meu peito, tento manter meu físico em dia na academia, então meus músculos são definidos, porém nada em exagero, mas ainda sim chama bastante atenção das mulheres, igualmente a minha altura, tenho 1.88, uma altura considerável, principalmente para meu físico. O meu rosto também é bonito, apesar da maioria das vezes estar expressando cansaço. Tenho o maxilar bem desenhado, leves sardas espalhadas pelo rosto, uma barba razoável, olhos verdes, cabelo liso e preto, e uma boca razoavelmente carnuda, sou bem parecido com a minha mãe, os olhos e a cor do cabelo são iguais. Mas, em questão de personalidade, ela diz que sou parecida com meu pai, algo que eu discordo totalmente. Minha relação com meu pai é bem conturbada, pelo fato de que meu desejo não era seguir os passos dele, de cuidar da empresa. Sempre tive o sonho de cursar Direito, mas meu pai nunca apoiou a ideia, principalmente por eu ser o filho mais velho, ele insiste em dizer que minha obrigação é cuidar da nossa empresa e do sobrenome da família. Minha família é bem conhecida aqui no Canadá, em quase toda cidade tem uma cafeteria "Tim Hortons", meu pai lutou muito para conquistar tudo que temos hoje, não posso negar que admiro essa determinação dele. Porém não acho justo que eu seja obrigado a seguir o caminho que ele quer que eu siga. E como ele acabou ficando doente, me vi na obrigação de cuidar das coisas até ele se sentir bem o suficiente para voltar aos trabalhos. Mas, duvido que ele queira voltar, principalmente sabendo que depois que ele voltar, eu iria embora de vez daqui.
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