_ Se entrega pra mim, Nêssa _ sua voz rouca ficava ainda mais sexy, excitada. Eu me derretia toda, quente e molhada _ Mostra a sua b****a molhadinha pra mim, vai?
Obedeci, abrindo entre meus dedos escorregadios.
Yan Desire olhava com desejo para o meu sexo e o chupou, bebendo tudo o que me fez verter com suas provocações.
Em seguida, mostrou o seu m****o diante de mim.
_ Olha o que você faz comigo, Nessinha.
Eu toquei aquela maravilha dura e macia, levei a boca e senti o seu gosto.
Que delícia! Um fogo me subiu na hora.
E como o sonho era meu, ele se enfiou entre as minhas pernas, penetrando com desejo e necessidade e me cavalgou até...
A p***a DO MEU CELULAR VIBRAR!
CARALHO!!!
Gritei ao abrir os olhos olhos.
AH, É?
Peguei aquela geringonça e apertei no meio das minhas pernas abertas, sobre a calcinha.
A necessidade era tanta que a vibração do celular me levou bem aonde eu queria ir com o Yan.
Gozei bem gostoso pra ele. AHH, AHHH, AHHHH...!
HOMÃO!!
Aliviada segui o dia cantarolando e feliz.
Abriu a porta do carro para mim e entrou pela porta do motorista. Um calor subiu quando ele sentou ao meu lado. Peguei o lápis da bolsa e enrolei nos cabelos.
Tive a impressão de estar sendo observada e o olhei, em seguida, reparando que o motivo de não termos saído é que ele checa as mensagens no celular.
_ Sempre carrega este lápis mordido, senhorita? _ perguntou enquanto digitava.
_ Sim, senhor Desire. Desde o colegial. Por que?
_ Por nada _ continua mexendo no celular com destreza _ Acho que eu te fiz um grande favor te livrando do seu chefe mau humorado. Você concorda?
_ Concordo, sim _ sorri _ Muito obrigada, senhor Desire.
_ Obrigada nada, senhorita. Vanessa _ me encarou um instante _ Eu quero que retribua o meu favor.
Um milhão de ideias sujas invadiram a minha mente neste momento. O calor só piorava, mas ele se concentrava nas minhas bochechas.
SIM, SIM, SIM!!!
_ Qual seria o favor que o senhor quer de mim?
Olhou para o meu rosto por um instante como se lêsse um mapa nele, chegou de volta aos meus olhos _ Nunca mais, em toda sua vida... Está me ouvindo?
Movi minha cabeça fazendo que sim, sem tirar o olhar dele.
Continuou _ Eu quero que você nunca mais me chame de senhor novamente, entendeu?
Aquilo me decepcionou.
_ Entendeu, Vanessa? Responde para mim.
_ Eu nunca mais te chamarei de senhor, Yan _ suspirei ao dizer o nome dele. Será que ele notou? _ Mas e se...?
_ Nunca mais _ reforçou.
_ Na frente de outros empregados?
_ Não.
_ Na frente dos seus pais ou...?
_ Não.
_ E de donos de outras empresas?
_ Não! _ curvou o cenho e colocou um dedo sobre os meus lábios _ Nunca mais me chame de senhor de novo. É o que eu peço. Você consegue fazer isso por mim, Vanessa? _ seu rosto ganhou suavidade e ele afirmou com a cabeça me incentivando. O imitei.
Ah, aquela frase soou tão bem!
_ Eu consigo fazer isso por você, Yan _ falei em voz alta o que meu coração dizia, assim que ele moveu o dedo dos meus lábios.
Seu olhar correu meu rosto de um jeito diferente??
Talvez, toda essa proximidade esteja me deixando suceptível a devaneios.
Ligou o carro e táxiou pelo estacionamento até a saída.
_ Tudo isso é muito bom, Vanessa. Nós não vamos querer que você caia nos braços de outro por estar com medo de ser demitida, não é mesmo?
_ Nós não queremos, Yan? _ fiquei confusa com o plural.
_ Eu e você. _ piscou para mim _ Nós dois.
_ Somos nós?
_ Não somos? _ flertou.
_ Yan, não brinque comigo?
A ansiedade me tomou. Provavelmente ele notou como eu pareço uma i****a perto dele, e começou com essa história de nós pra brincar comigo.
Levei a unha do polegar sobre a boca e mordi.
Seu olhar estava sobre os meus lábios de repente. Parecia muito perturbado, não conseguia se concentrar em dirigir.
_ Para já com isso! _ ordenou.
_ Isso o que?
Continuei mordendo o polegar.
Sem demora ele encostou o carro e me beijou a boca ardentemente. Sua boca dura sobre os meus lábios incertos que se cediam todo para ele. Chupou minha língua e meus lábios sem piedade e com uma fome que me tirou o norte e me deixou louca de fome. Seu corpo perfumado me seduzia.
_ Não morda suas unhas, Vanessa _ pediu com a voz suave e um sofrer na expressão.
_ Por quê? _ fui suave também e mordi o lábio inferior.
Seu olhar sobre o meu lábio, pareceu querer me roubar outro beijo, mas desviou o olhar de mim.
_ Vai ficar feia _ foi áspero voltado para a frente, sem voltar a me olhar _ Secretária minha não tem unhas feias.
A mudança dele foi repentina e irritante.
Retomou o caminho, mas ele pareceu mudar de ideia no percurso, como se o restaurante onde fomos, não fosse sua real escolha.
Tivemos um agradável almoço, sem i********e. Como se aquele beijo nunca tivesse acontecido. Mas não foi um almoço de negócios.
A tarde eu trabalhei na sala que antecedia a sua. Minha mesa ficava de frente para a sua sala. Ambos podíamos ver o outro através da porta aberta, se estivesse aberta.
Trabalhar para o Yan era mais tranquilo em matéria de quantidade de trabalho, mas a qualidade que ele exigia era maior. Por isso, todo o capricho era bem vindo.
Assim que tomei posse da sala, cuidei de manter a porta externa da minha sala fechada. Muito dedicada ao meu trabalho que eu amava fazer, me assustei quando o telefone tocou.
_ Vanessa, você pode vir aqui um instante?
Yan falou comigo pelo interfone. Olhei em sua direção.
_ Sim.
Coloquei o telefone de volta e levantei da minha mesa, indo até sua mesa.
_ Quero jantar com você esta noite. Vou te pegar as oito.
_ É um jantar de negócios? _ dessa vez chequei, pois o almoço não foi.
_ Não. É um jantar casual.
_ Casual _ sorri da palavra _ Como sexo casual?
Seu olhar subiu pelo meu corpo até meus lábios.
_ Você entendeu bem.
_ Está me convidando como homem ou como chefe?
_ Como homem. Mas não estou te convidando. Estou avisando que te pego as oito em ponto. Esteja pronta. Eu não gosto de esperar.
_ Yan, eu...
Seu olhar sobre o meu ficou intenso e sua expressão era impaciente. Recostou sobre a cadeira e me observou, esperando que eu terminasse a frase.
_ ... Estarei pronta as oito. _ não consegui concluir o raciocínio e dizer "não, porque os meus pés estão feridos e o salto me causa muita dor".
Ele não mudou sua expressão, apenas me observou.
As cinco peguei minha bolsa e desci de elevador.
De novo encontrei o André que me ofereceu uma bebida que recusei sem dizer nada sobre o jantar. O Yan era um homem durante este jantar, não meu chefe.
Fui direto para o chuveiro ao chegar. Quando fui tirar a meia calça a notei grudada na ferida.
Tentei ser cuidadosa, mas arranquei a casca se formava, e começou a sangrar novamente. Tomei um banho, e torci para que parasse de soltar fluidos, ou iria estragar tudo.
Tentava fazer um curativo decente com curativo cor da pele, quando a campainha tocou. Foi só aí que vi as horas.
Apareci na porta de camiseta larga e comprida masculina e ele me olhou de alto a baixo, cobrou uma explicação, sem dizer nada, apenas me encarando.
_ Eu não consigo estancar o sangramento _ soei irritação e apontei para o curativo molhado sobre o meu pé _ Desculpa? _ pedi Quando voltou a olhar os meus olhos.
De repente me pegou no colo e entrou em minha casa.
_ Onde fica a cozinha?
Apontei, sendo carregada como uma noiva. Ele me sentou sobre a mesa e examinou o meu pé.
_ Desde quando, você está assim?
_ Foi ontem quando cheguei em casa. Um copo explodiu nos meus pés.
Olhou o outro pé também e me encarou irritado.
_ Você passou o dia inteiro assim e não me disse nada?
_ Eu fiz um curativo... Tinha uma reunião... O que você queria que eu fizesse?
Lançou um olhar bravo sobre mim e conteve o palavrão que eu vi na sua expressão.
_ Precisa de pontos, Vanessa.
Pegou o celular e falou com alguém.
Levei o indicador sobre a boca, chateada com o modo como ele reagiu. Deixou bem claro que me achava uma irresponsável.
_ Para!
Tirou a mão da minha boca.
_ Yan, eu não podia faltar no trabalho por causa de um corte no pé _ expliquei.
Me abraçou sobre a mesa e encostou sua testa na minha.
_ Está doendo?
_ Um pouco _ dei de ombros.
_ Doeu durante o dia?
_ Insuportávelmente, enquanto estive de pé _ fui sincera.
_ Não faz isso de novo.
_ Isso o que?
_ Fingir que está bem, quando não está.
_ Faço isso há tanto tempo que ficou automático _ declarei para fazê-lo entender o quanto era impossível o que ele me pediu.
_ Não suporto a idéia de que você está machucada e nem a ideia de que você sente dor. Promete que vai me contar da próxima vez que algo assim acontecer?
_ Eu vou tentar.
Aquele olhar de quem quer falar um palavrão voltou, mas a campainha o fez ir atender a porta. Saiu e voltou com um homem que parecia ser seu amigo. Falavam dos meus pés e de como eu não fiz um curativo decente e ainda passei o dia enfiada em um salto alto apertado.
_ Pedro é médico, Vanessa.
_ Muito prazer em conhecê-lo _ lhe estendi minha mão e ele apertou.
_ Com essa linda ferida aberta, pode ter certeza de que o prazer é todo meu, Vanessa.
Achei graça, mas dei de ombros.
_ Vamos cuidar disso?
Abriu sua bolsa e começou com a anestesia. Estremeci ao ver agulha e desviei o olhar.
_ Está tudo bem?
O olhar do Yan estava sobre mim de novo, cobrando explicação.
_ Tenho medo de agulhas.
_ Você não precisa olhar. Olha para mim.
Uma de suas mãos foi para a minha cintura e a outra segurou o meu rosto gentilmente, para olhar para ele. A picada da agulha doeu e levei os dedos a boca.
_ Para _ se queixou com os olhos sobre os meus lábios.
_ Por que isso te incomoda tanto?
_ Não me incomoda.
_ Incomoda, sim.
_ Não.
Beijou meus dedos e passou o polegar pelo meu lábio inferior.
_ Me explica?
_ Esses gestos de insegurança que você faz... do jeito que você faz... me provocam. Sinto uma vontade louca de te beijar e... _ beijou os meus lábios _ É mais forte do que eu.
_ E?
_ Nada.
_ Você ia dizer outra coisa?
_ Não importa _ segurou minha nuca e me beijou de novo, invadiu a minha boca com sua língua, mas foi breve.
Pedro deu um monte de instrução e me entregou o seu cartão ao se despedir. Yan foi com ele e demorou um pouco para voltar.
Tentava levantar da mesa, quando Yan veio rápido até mim e me impediu.
_ O que pensa que está fazendo? _ rugiu.
_ Estou saindo da mesa.
_ Você não ouviu nada do que o Pedro disse? _ cobrou me encarando.
_ Eu não posso simplesmente ficar de pernas pro ar, Yan.
Bufou me encarando _ Porque você me dá tanto trabalho?
Aquilo me surpreendeu _ Eu não.
_ Você, sim _ insistiu e me pegou no colo _ Para onde você quer ir?
_ Sofá _ apontei para a sala.
Logo sentou comigo em seu colo no sofá.
_ Obrigada.
_ Obrigada nada. Você vai ter que seguir as ordens médicas.
_ Não posso levitar, Yan. Preciso por os pés no chão. Além disso, eu preciso trabalhar.
_ Está de licença.
_ Tem trabalho a ser feito.
_ A Lana dá conta até você voltar.
_ Está dizendo que não precisa de mim?
_ Está brincando! Mas eu sou o chefe e eu decido.
_ Você voltou a ser meu chefe?
_ Não _ me beijou _ Se eu for seu chefe, eu não posso fazer isso _ beijou o meu pescoço. _ Nem te levar para minha casa, como estou prestes a fazer.
_ O que? _ me assustei.
_ Quero cuidar de você.
_ Não precisa.
_ Mas eu quero. Deixa?
_ Por que você quer isso?
_ Por que sim. Pensa? É só por uma semana. Depois você volta.
_ O que a sua família vai pensar de mim?
_ Moro sozinho.
E assim, acabou todas as minhas desculpas.
Yan fez uma mala para mim, seguindo as minhas instruções e me levou em seu carro.