Sonhos quentes, dia feliz

2188 Words
_ Se entrega pra mim, Nêssa _ sua voz rouca ficava ainda mais sexy, excitada. Eu me derretia toda, quente e molhada _ Mostra a sua b****a molhadinha pra mim, vai? Obedeci, abrindo entre meus dedos escorregadios. Yan Desire olhava com desejo para o meu sexo e o chupou, bebendo tudo o que me fez verter com suas provocações. Em seguida, mostrou o seu m****o diante de mim. _ Olha o que você faz comigo, Nessinha. Eu toquei aquela maravilha dura e macia, levei a boca e senti o seu gosto. Que delícia! Um fogo me subiu na hora. E como o sonho era meu, ele se enfiou entre as minhas pernas, penetrando com desejo e necessidade e me cavalgou até... A p***a DO MEU CELULAR VIBRAR! CARALHO!!! Gritei ao abrir os olhos olhos. AH, É? Peguei aquela geringonça e apertei no meio das minhas pernas abertas, sobre a calcinha. A necessidade era tanta que a vibração do celular me levou bem aonde eu queria ir com o Yan. Gozei bem gostoso pra ele. AHH, AHHH, AHHHH...! HOMÃO!! Aliviada segui o dia cantarolando e feliz. Abriu a porta do carro para mim e entrou pela porta do motorista. Um calor subiu quando ele sentou ao meu lado. Peguei o lápis da bolsa e enrolei nos cabelos. Tive a impressão de estar sendo observada e o olhei, em seguida, reparando que o motivo de não termos saído é que ele checa as mensagens no celular. _ Sempre carrega este lápis mordido, senhorita? _ perguntou enquanto digitava. _ Sim, senhor Desire. Desde o colegial. Por que? _ Por nada _ continua mexendo no celular com destreza _ Acho que eu te fiz um grande favor te livrando do seu chefe mau humorado. Você concorda? _ Concordo, sim _ sorri _ Muito obrigada, senhor Desire. _ Obrigada nada, senhorita. Vanessa _ me encarou um instante _ Eu quero que retribua o meu favor. Um milhão de ideias sujas invadiram a minha mente neste momento. O calor só piorava, mas ele se concentrava nas minhas bochechas. SIM, SIM, SIM!!! _ Qual seria o favor que o senhor quer de mim? Olhou para o meu rosto por um instante como se lêsse um mapa nele, chegou de volta aos meus olhos _ Nunca mais, em toda sua vida... Está me ouvindo? Movi minha cabeça fazendo que sim, sem tirar o olhar dele. Continuou _ Eu quero que você nunca mais me chame de senhor novamente, entendeu? Aquilo me decepcionou. _ Entendeu, Vanessa? Responde para mim. _ Eu nunca mais te chamarei de senhor, Yan _ suspirei ao dizer o nome dele. Será que ele notou? _ Mas e se...? _ Nunca mais _ reforçou. _ Na frente de outros empregados? _ Não. _ Na frente dos seus pais ou...? _ Não. _ E de donos de outras empresas? _ Não! _ curvou o cenho e colocou um dedo sobre os meus lábios _ Nunca mais me chame de senhor de novo. É o que eu peço. Você consegue fazer isso por mim, Vanessa? _ seu rosto ganhou suavidade e ele afirmou com a cabeça me incentivando. O imitei. Ah, aquela frase soou tão bem! _ Eu consigo fazer isso por você, Yan _ falei em voz alta o que meu coração dizia, assim que ele moveu o dedo dos meus lábios. Seu olhar correu meu rosto de um jeito diferente?? Talvez, toda essa proximidade esteja me deixando suceptível a devaneios. Ligou o carro e táxiou pelo estacionamento até a saída. _ Tudo isso é muito bom, Vanessa. Nós não vamos querer que você caia nos braços de outro por estar com medo de ser demitida, não é mesmo? _ Nós não queremos, Yan? _ fiquei confusa com o plural. _ Eu e você. _ piscou para mim _ Nós dois. _ Somos nós? _ Não somos? _ flertou. _ Yan, não brinque comigo? A ansiedade me tomou. Provavelmente ele notou como eu pareço uma i****a perto dele, e começou com essa história de nós pra brincar comigo. Levei a unha do polegar sobre a boca e mordi. Seu olhar estava sobre os meus lábios de repente. Parecia muito perturbado, não conseguia se concentrar em dirigir. _ Para já com isso! _ ordenou. _ Isso o que? Continuei mordendo o polegar. Sem demora ele encostou o carro e me beijou a boca ardentemente. Sua boca dura sobre os meus lábios incertos que se cediam todo para ele. Chupou minha língua e meus lábios sem piedade e com uma fome que me tirou o norte e me deixou louca de fome. Seu corpo perfumado me seduzia. _ Não morda suas unhas, Vanessa _ pediu com a voz suave e um sofrer na expressão. _ Por quê? _ fui suave também e mordi o lábio inferior. Seu olhar sobre o meu lábio, pareceu querer me roubar outro beijo, mas desviou o olhar de mim. _ Vai ficar feia _ foi áspero voltado para a frente, sem voltar a me olhar _ Secretária minha não tem unhas feias. A mudança dele foi repentina e irritante. Retomou o caminho, mas ele pareceu mudar de ideia no percurso, como se o restaurante onde fomos, não fosse sua real escolha. Tivemos um agradável almoço, sem i********e. Como se aquele beijo nunca tivesse acontecido. Mas não foi um almoço de negócios. A tarde eu trabalhei na sala que antecedia a sua. Minha mesa ficava de frente para a sua sala. Ambos podíamos ver o outro através da porta aberta, se estivesse aberta. Trabalhar para o Yan era mais tranquilo em matéria de quantidade de trabalho, mas a qualidade que ele exigia era maior. Por isso, todo o capricho era bem vindo. Assim que tomei posse da sala, cuidei de manter a porta externa da minha sala fechada. Muito dedicada ao meu trabalho que eu amava fazer, me assustei quando o telefone tocou. _ Vanessa, você pode vir aqui um instante? Yan falou comigo pelo interfone. Olhei em sua direção. _ Sim. Coloquei o telefone de volta e levantei da minha mesa, indo até sua mesa. _ Quero jantar com você esta noite. Vou te pegar as oito. _ É um jantar de negócios? _ dessa vez chequei, pois o almoço não foi. _ Não. É um jantar casual. _ Casual _ sorri da palavra _ Como sexo casual? Seu olhar subiu pelo meu corpo até meus lábios. _ Você entendeu bem. _ Está me convidando como homem ou como chefe? _ Como homem. Mas não estou te convidando. Estou avisando que te pego as oito em ponto. Esteja pronta. Eu não gosto de esperar. _ Yan, eu... Seu olhar sobre o meu ficou intenso e sua expressão era impaciente. Recostou sobre a cadeira e me observou, esperando que eu terminasse a frase. _ ... Estarei pronta as oito. _ não consegui concluir o raciocínio e dizer "não, porque os meus pés estão feridos e o salto me causa muita dor". Ele não mudou sua expressão, apenas me observou. As cinco peguei minha bolsa e desci de elevador. De novo encontrei o André que me ofereceu uma bebida que recusei sem dizer nada sobre o jantar. O Yan era um homem durante este jantar, não meu chefe. Fui direto para o chuveiro ao chegar. Quando fui tirar a meia calça a notei grudada na ferida. Tentei ser cuidadosa, mas arranquei a casca se formava, e começou a sangrar novamente. Tomei um banho, e torci para que parasse de soltar fluidos, ou iria estragar tudo. Tentava fazer um curativo decente com curativo cor da pele, quando a campainha tocou. Foi só aí que vi as horas. Apareci na porta de camiseta larga e comprida masculina e ele me olhou de alto a baixo, cobrou uma explicação, sem dizer nada, apenas me encarando. _ Eu não consigo estancar o sangramento _ soei irritação e apontei para o curativo molhado sobre o meu pé _ Desculpa? _ pedi Quando voltou a olhar os meus olhos. De repente me pegou no colo e entrou em minha casa. _ Onde fica a cozinha? Apontei, sendo carregada como uma noiva. Ele me sentou sobre a mesa e examinou o meu pé. _ Desde quando, você está assim? _ Foi ontem quando cheguei em casa. Um copo explodiu nos meus pés. Olhou o outro pé também e me encarou irritado. _ Você passou o dia inteiro assim e não me disse nada? _ Eu fiz um curativo... Tinha uma reunião... O que você queria que eu fizesse? Lançou um olhar bravo sobre mim e conteve o palavrão que eu vi na sua expressão. _ Precisa de pontos, Vanessa. Pegou o celular e falou com alguém. Levei o indicador sobre a boca, chateada com o modo como ele reagiu. Deixou bem claro que me achava uma irresponsável. _ Para! Tirou a mão da minha boca. _ Yan, eu não podia faltar no trabalho por causa de um corte no pé _ expliquei. Me abraçou sobre a mesa e encostou sua testa na minha. _ Está doendo? _ Um pouco _ dei de ombros. _ Doeu durante o dia? _ Insuportávelmente, enquanto estive de pé _ fui sincera. _ Não faz isso de novo. _ Isso o que? _ Fingir que está bem, quando não está. _ Faço isso há tanto tempo que ficou automático _ declarei para fazê-lo entender o quanto era impossível o que ele me pediu. _ Não suporto a idéia de que você está machucada e nem a ideia de que você sente dor. Promete que vai me contar da próxima vez que algo assim acontecer? _ Eu vou tentar. Aquele olhar de quem quer falar um palavrão voltou, mas a campainha o fez ir atender a porta. Saiu e voltou com um homem que parecia ser seu amigo. Falavam dos meus pés e de como eu não fiz um curativo decente e ainda passei o dia enfiada em um salto alto apertado. _ Pedro é médico, Vanessa. _ Muito prazer em conhecê-lo _ lhe estendi minha mão e ele apertou. _ Com essa linda ferida aberta, pode ter certeza de que o prazer é todo meu, Vanessa. Achei graça, mas dei de ombros. _ Vamos cuidar disso? Abriu sua bolsa e começou com a anestesia. Estremeci ao ver agulha e desviei o olhar. _ Está tudo bem? O olhar do Yan estava sobre mim de novo, cobrando explicação. _ Tenho medo de agulhas. _ Você não precisa olhar. Olha para mim. Uma de suas mãos foi para a minha cintura e a outra segurou o meu rosto gentilmente, para olhar para ele. A picada da agulha doeu e levei os dedos a boca. _ Para _ se queixou com os olhos sobre os meus lábios. _ Por que isso te incomoda tanto? _ Não me incomoda. _ Incomoda, sim. _ Não. Beijou meus dedos e passou o polegar pelo meu lábio inferior. _ Me explica? _ Esses gestos de insegurança que você faz... do jeito que você faz... me provocam. Sinto uma vontade louca de te beijar e... _ beijou os meus lábios _ É mais forte do que eu. _ E? _ Nada. _ Você ia dizer outra coisa? _ Não importa _ segurou minha nuca e me beijou de novo, invadiu a minha boca com sua língua, mas foi breve. Pedro deu um monte de instrução e me entregou o seu cartão ao se despedir. Yan foi com ele e demorou um pouco para voltar. Tentava levantar da mesa, quando Yan veio rápido até mim e me impediu. _ O que pensa que está fazendo? _ rugiu. _ Estou saindo da mesa. _ Você não ouviu nada do que o Pedro disse? _ cobrou me encarando. _ Eu não posso simplesmente ficar de pernas pro ar, Yan. Bufou me encarando _ Porque você me dá tanto trabalho? Aquilo me surpreendeu _ Eu não. _ Você, sim _ insistiu e me pegou no colo _ Para onde você quer ir? _ Sofá _ apontei para a sala. Logo sentou comigo em seu colo no sofá. _ Obrigada. _ Obrigada nada. Você vai ter que seguir as ordens médicas. _ Não posso levitar, Yan. Preciso por os pés no chão. Além disso, eu preciso trabalhar. _ Está de licença. _ Tem trabalho a ser feito. _ A Lana dá conta até você voltar. _ Está dizendo que não precisa de mim? _ Está brincando! Mas eu sou o chefe e eu decido. _ Você voltou a ser meu chefe? _ Não _ me beijou _ Se eu for seu chefe, eu não posso fazer isso _ beijou o meu pescoço. _ Nem te levar para minha casa, como estou prestes a fazer. _ O que? _ me assustei. _ Quero cuidar de você. _ Não precisa. _ Mas eu quero. Deixa? _ Por que você quer isso? _ Por que sim. Pensa? É só por uma semana. Depois você volta. _ O que a sua família vai pensar de mim? _ Moro sozinho. E assim, acabou todas as minhas desculpas. Yan fez uma mala para mim, seguindo as minhas instruções e me levou em seu carro.
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