Algo quente e duro está me envolvendo, e apesar da sensação ser gostosinha, é como se eu estivesse preso por algo forte pra caramba, porque não consigo me mexer de jeito nenhum. A minha consciência retorna aos poucos, mas eu espero alguns longos segundos para poder abrir os olhos.
A primeira coisa que noto é que a minha bochecha está pressionada contra algo duro e quente, que com certeza não é um travesseiro, já que tem um mamilo marrom claro à centímetros da minha boca. O choque me faz tentar levantar e me afastar na velocidade da luz, mas dois braços estão ao redor da minha cintura como correntes, me prendendo no lugar onde estou.
Puta m***a. Eu dormi com o Lucas. NA MESMA BARRACA!! NO MESMO ESPAÇO!!
Tento erguer o rosto para olhar ao redor, percebendo que estamos tão colados que m*l dá para saber onde um começa e o outro termina. O meu rosto está enterrado no seu peitoral moreno, e a cabeça dele está descansando em cima da minha, com o nariz enterrado no meu cabelo ruivo. O edredom que nos envolvia foi parar em algum lugar longe da gente, e uma das minhas pernas está enfiada entre as suas, de modo com que o enorme volume dentro da cueca Boxer esteja pressionada contra minha barriga, tão colado que eu estou sentindo-o pulsar como um segundo coração.
Ai meu Deus.
Eu agarro as suas mãos e tento tira-las de mim com o máximo de destreza possível, porque se ele acordar e ainda estivermos nessa posição comprometedora... É capaz de um de nós morrer do coração (provavelmente eu). Ele está me apertando com uma força do caramba, e eu preciso de bastante jeito para conseguir tirar os seus braços de mim, soltando um gemido baixinho de alívio assim que consigo me livrar dele.
Levanto na velocidade da luz e tento engatinhar em direção a saída da barraca, mas uma mão envolve o meu tornozelo automaticamente.
— Já vai, Nanico? — Lucas diz, com uma voz bastante desperta. Eu olho para trás e encontro-o com um sorrisinho no rosto, embora o topete bagunçado faça ele ficar um pouco engraçado.
— Você só tava fingindo que estava dormindo? — Encaro-o, resistindo à vontade insana de dar um chute no seu saco com toda força que tenho.
— Talvez. — Ele dá de ombros, soltando o meu tornozelo e bocejando alto. O meu olhar cai involuntariamente na sua virilha, então Lucas segue o meu olhar, sem sequer se preocupar em esconder o que há alí.
— Que foi? É só uma ereção matinal.
— V-vai se f***r, Lucas. — Rosno, antes de dá o fora da sua barraca na velocidade da luz, abrindo o zíper e saindo rapidamente.
O dia está super claro aqui fora, e um cheiro de terra molhada entra instantaneamente pelas minhas narinas. Já devem ser umas 9:00 da manhã, e como previsto, a minha barraca está desmoronada, com pinos de metal e pedaços da lona espalhados por todos os lados.
Eu vou até lá e me abaixo ao lado da pilha de destroços, para então começar a puxar a lona azul para longe e tirar a minha mochila lá de baixo. Ela está um pouco molhada, mas como o interior é impermeável, tudo dentro está seco.
Visto uma camisa apressadamente e escolho um calção para vestir assim que tiver privacidade o suficiente para isso. A bateria do meu celular está em 19%, mas como vamos embora daqui à pouco, isso não tem a menor importância.
Lucas sai da barraca ainda só de cueca, e eu uso toda a minha força de vontade para não olhar, enquanto ele vai alguns metros para trás da sua barraca e simplesmente coloca o p*u pra fora e começa a mijar (eu obviamente não estou vendo isso, mas o som do seu xixi dá um belo indicativo do que está ROLAndo alí).
Aproveito a deixa para me trocar na barraca dele, tirando a calça do pijama e vestindo o calção fino rapidamente, antes de dar o fora antes que ele volte.
— você tem creme dental? — Ele pergunta, então eu vou até a minha mochila e tiro o creme dental de um dos milhares de bolsos que ela tem, antes de estende-lo para ele, sem conseguir encara-lo, porque estou com vergonha, e ele ainda está de cueca.
— O que foi, Nanico? — Lucas provoca, indo até a barraca para pegar uma garrafa de água e a escova de dentes, dando-me uma bela visão da sua b***a musculosa.
— Você não pretende vestir a roupa não? — pego a minha própria escova de dentes e o pouco de água mineral que ainda me resta.
— Nah. Vai dizer que não gosta de olhar pra essa belezura aqui? — Ele fala com a escova enfiada na boca, flexionando os braços morenos e exibindo os músculos.
— Nem um pouco. — Reviro os olhos e tento não descer o olhar mais para baixo.
— Mentiroso. Você me ama. Assim como amou dormir agarradinho comigo. — Lucas diz, e isso provoca uma onda de tosse em mim, me fazendo quase morrer engasgado com a escova de dentes.
Resolvo não responder, sem ter uma resposta engraçadinha para rebatê-lo e sem saber se isso é verdade ou não. E daí se ele é quente e bonito? E daí se eu dormi feito um bebê de conchinha com esse cara? Eu tava cansado pra caramba, e esse i****a continua sendo o Lucas insuportável de antes.
(***)
A viagem de volta foi um pouquinho mais longa do que o esperado. Porque tivemos que descer a encosta con bastante cuidado, já que estava liso pra caramba por causa da chuva.
— Você ainda tem água? — Pergunto para Lucas, praticamente morrendo de cansado e de sede, porque usei a última água que tinha para escovar os dentes. Ele para e tira uma garrafinha de água da mochila, antes de estende-la para mim.
— Obrigado. — Tomo um bom gole, quase grunhindo de satisfação pela sede saciada.
— Me dá a sua mochila. — Ele vem até mim e tenta tirar as alças dos meus ombros sem ao menos esperar a minha resposta.
— Eu consigo levar. — Tento me esquivar dele, mas o tamanho do i****a não ajuda muito.
— Não discute comigo, Nanico. Eu levo e pronto. — Ele arranca a mochila de mim e dá um tapinha na minha nuca, me fazendo querer dá um chute nele e fazê-lo descer essa encosta rolando.