CAPÍTULO 15

857 Words
Quando enfim chegamos a civilização novamente, eu quase choro de felicidade, embora o acampamento não tenha sido tão r**m assim. Os nossos pais estavam nos esperando para o almoço, e a mesa já estava completamente colocada. Ambos nos dão um sorrisinhos alegres, como se não tivessem nos obrigado a fazer isso. — como foi pessoal? — meu pai pergunta vindo até mim e acariciando meu cabelo, eu preciso olhar para cima para encara-lo, e ele parece estar com um ótimo humor. — foi ótimo. — abro um sorriso amarelo e lhe dou um abraço rápido. — Que bom!! porque vocês não vão tomar um banho rápido antes do almoço? — ele me pergunta, vendo a minha camisa completamente suja de terra (que consegui graças a uma bela queda, antes de chegarmos ao Hillux do Lucas). Eu confirmo levemente com a cabeça e aceno para Laura que também parece estar com um ótimo humor. Lucas e eu pegamos nossas mochilas enormes e começamos a caminhar em direção às escadas que dão ao segundo andar. — Por que você acha que eles estão tão felizes assim? — sussurro para Lucas, dando-lhe uma leve cotovelada enquanto subimos as escadas. Talvez seja por estarmos nos dando bem pela primeira vez, ou pelo menos não nos matando e trocando farpas como sempre. — eles ficaram sozinhos em casa, devem ter aproveitado bastante. — ele responde, me fazendo olha-lo com uma expressão completamente horrorizada. Pensar no meu pai fazendo s**o é uma das coisas mais traumatizantes que já tive a oportunidade de idealizar na minha mente. — eca!! — faço um barulho de vômito com a boca, arrancando uma risadinha engraçada de Lucas. — Se bem que seu pai já está bastante velho né? praticamente em estado de decomposição. Talvez não esteja mais dando para o gasto. — ele provoca, me fazendo dar um t**a tão grande no seu ombro que tenho quase certeza que deu de escutar do primeiro andar. — em estado de decomposição tá o seu cu, seu desgraçado!! A sua mãe só deve ser um ou dois anos mais nova, e eles estão muito bem conservados!! — Exclamo, o que é mais pura verdade, defender o meu pai é uma das coisas da qual eu nunca vou me cansar. O meu velho É com certeza o melhor pai do mundo, e é gatão para c*****o!! — eu tô brincando Nanico, não precisa dá chilique. — ele ergue as mãos em sinal de rendição, com um sorrisinho no rosto. Eu reviro os olhos e macho até o meu quarto, sentido a sua presença logo atrás de mim. (***) A primeira coisa que faço é colocar o meu celular para carregar, ficando sentado em cima do Puff ao lado da parede enquanto o aparelho reinicia para eu poder mandar algumas mensagens para Rafaella. Explico toda a situação para ela, mas não espero a sua resposta pois sei que ela vai praticamente surtar, e não estou com tempo para essa conversa agora. Vou até o banheiro e tomo um banho demorado, ficando vários minutos sob a água quentinha do chuveiro. Lavo meu cabelo duas vezes só para garantir, tirando qualquer vestígio de oleosidade que torna as minhas mechas ruivas um pouco estranhas e brilhosas demais. As minhas bochechas coram quando lembro do fato de que dormi agarradinho com aquele i****a a noite inteirinha, mas faço questão de enfiar esse pensamento no fundo da minha mente e deixá-lo guardado lá. Depois do banho, eu troco de roupas na velocidade da luz, vestindo a primeira coisa que eu encontro pela frente (que no final, consiste no calção florido bem gayzinho e uma camisa branca simples). Estou percebendo agora o quão faminto eu estou, então praticamente corro para fora do meu quarto, descendo as escadas mais rápido do que o Gato à jato, daquele episódio bem antigo do p**a-p*u. Pelo visto o Lucas estava com tanta fome como eu, porque assim que entro na cozinha, já encontro-o sentado em uma das cadeiras, assim como nossos pais, apenas esperando por mim. — pensei que você tivesse perdido no caminho, Nanico. — Lucas diz, claramente de bom humor, antes de simplesmente atacar a comida como se estivesse morrendo de fome, mas não posso julgá-lo, porque estou a ponto de fazer o mesmo. — Hahaha. Engraçadinho. — reviro os olhos e me inclino para botar arroz meu próprio prato, praticamente salivando de desejo. Estou pouco me importando para a quantidade, e coloco tudo o que cabe dentro do meu prato, sequer fazendo questão de evitar as ervilhas e aspargos. — é ótimo ver vocês dois se dando bem, garotos. — Laura diz, me ajudando a colocar um pedaço de bife no prato, porque ela que está com o garfo de servir. — eu não chutaria tão alto, mãe, mas parece que realmente estamos nos contendo. — Lucas murmura, fazendo uma montanha de arroz e feijão no próprio prato. — exatamente, Lucas, agora a gente vai tentar se m***r em segredo. — volto a sentar na minha cadeira, mas não sem antes capturar um revirar de olhos do meu pai, apesar dele ainda exibir aquele sorrisinho bonito no rosto.
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