8 - O ataque

1482 Words
***ALERTA DE GATILHO FORTE: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER*** *Amber Lee PoV* Como ele me encontrou? Meu corpo todo está tremendo diante da visão de Fabian Caster sentado na cadeira diante da mesa do dono do lugar onde trabalho. Eu engulo em seco, trocando o peso do corpo de um pé para o outro de nervoso. Ele tem um sorriso m@ldoso no rosto. ㅡ Olá, Amber Lee. Quanto tempo, não é? A última vez que nos vimos, foi quando você quase me matou, certo? Eu arregalo os olhos e meu olhar vaga entre ele e meu chefe. Oh, merd@! Ele está querendo me prejudicar! ㅡ Eu não tentei te matar! Se você não tivesse… ㅡ Já chega, mocinha! ㅡ A voz sombria e autoritária do meu patrão me acorrenta no lugar e trava a minha garganta. ㅡ Fabian me disse que você trabalhou para ele e como foi m@l agradecida, tentando roubá-lo e quase o matou quando ele a pegou! Não imaginei que, alguém com o seu rostinho de anjo, pudesse ser tão vil! ㅡ O quê? Não foi nada disso! Ele me assediou! Ouço o tom desdenhoso de Fabian, o que me deixa super irritada. ㅡ Jack, ela só está tentando limpar a barra dela. Tenha cuidado com essa garota. Ela dá em cima de todo homem que vê, seduz qualquer um despudoradamente para roubar a sua carteira! ㅡ Mentira! Eu teria pulado em cima desse c®etino tentando me difamar, não fosse o proprietário me segurar. Fabian finge se assustar, como se estivesse diante de uma louca. ㅡ Está vendo como ela é perigosa? Essa pose de boa moça é só fachada! ㅡ Seu… ㅡ Amber Lee, vá pegar suas coisas imediatamente! Está despedida! ㅡ O quê? Não pode fazer isso comigo! Esse homem é um can@lha! Eu aponto um dedo trêmulo de raiva para o imb&cil, que mantém aquele m@ldito sorriso vencedor nos lábios. ㅡ Conheço Fabian há mais de trintas anos. Se ele diz que você agiu de má fé com ele, então eu acredito! Rua! ㅡ Eu fico de boca aberta um momento, olhando incredulamente para ele. ㅡ Eu já disse rua! Ou você quer que eu chame a polícia? A palavra polícia manda um alerta pelo meu cérebro. Esses dois são "distintos" comerciantes. Ninguém vai acreditar em mim. Se eu for presa, vou ter que recorrer aos meus pais para me livrar. Não estou pronta para encará-los ainda… Engulo as lágrimas que forçam passagem e corro para fora do escritório. Passo como uma bala pela senhorita Mace, que me segue até o vestiário e me observa confusa, enquanto pego minhas coisas no armário. ㅡ Meu bem, o que aconteceu? ㅡ Fui despedida! É só o que consigo dizer entre um soluço e outro. ㅡ O quê? Por quê? ㅡ Aquele homem que me assediou no primeiro dia em que cheguei na cidade! Eu falei dele para você! Ele distorceu tudo, dizendo que eu tentei roubá-lo e matá-lo. Mas, é mentira! ㅡ Can@lha… Fique aqui, meu bem. Eu vou falar com o Jack. Ela sai do vestiário, porém eu não espero seu retorno. Troco de roupa e deixo meu uniforme sobre um banco. Pego minha bolsa e sigo para os fundos. Não desejo cruzar o salão e encarar as pessoas com meus olhos vermelhos de choro. Devo estar parecendo uma palhaça. Assim que saio para o beco onde um dia encontrei Mylla, eu paro para respirar fundo. O ar frio trava os meus pulmões por um momento e a fumaça da minha respiração se perde diante de mim. Quem você queria enganar, Amber Lee? Você é am@ldiçoada! Começo a caminhar pelo beco, porém, dois passos depois, meu braço é agarrado e minhas costas encontram a parede fria brutalmente. Perco o ar e libero um grunhido de dor. Diante dos meus olhos, surge o rosto daquele homem odioso que me fez perder o emprego. ㅡ Olá, ruivinha! ㅡ Seu c®etino, me solta! Eu me debato para me livrar, no entanto ele cobre a minha boca com uma das mãos e prende meus braços atrás de mim com a outra. ㅡ Minha mulher ficou uma fera comigo por sua causa. Passei dias dormindo no sofá porque você foi muito má agradecida. ㅡ Então, ele solta as minhas mãos e logo eu sinto o frio metal de uma lâmina no meu pescoço. ㅡ Eu te procurei por toda parte, sabia? Não imagina a sorte que eu tive quando te vi do lado de fora arrumando a decoração de Natal. Eu m@l podia acreditar que poderíamos finalmente finalizar o que começamos. Eu quero gritar, dizer que eu nunca quis nada com ele, porém não consigo com sua mão tampando a minha boca. O aperto dele é tão forte que me sufoca. Meus olhos vagam pelos arredores, mas a lâmina afunda um pouco mais na minha pele e eu sinto uma fisgada. A dor me faz parar de me mexer para não aprofundar o corte. ㅡ Isso, boa garota… Você vai gostar do que eu tenho para você. Ele tira a mão da minha boca lentamente e eu busco por ar de forma desesperada. Seu corpo continua me prendendo contra a parede, a faca no meu pescoço, sua mão livre descendo entre nós. Ele aperta um dos meus s&ios e sorri sadicamente. ㅡ Do jeito que eu gosto. Fartos e firmes. Tento me mover, contudo a pressão da faca aumenta. Lágrimas caem dos meus olhos quando ouço o som do zíper de sua calça abrindo. Alguém me ajude! Não consigo gritar, pois sua mão volta ao meu pescoço, depois de abrir a calça, e o aperta com força. Um botão voa da minha blusa quando é arrancado pela faca. Sinto um solavanco e Fabian some das minhas vistas. Eu caio ao chão tentando respirar. ㅡ Tire suas patas imundas da minha amiga! Minha visão embaçada vê uma mulher loira agarrada às costas de Fabian com pernas e braços, batendo nele freneticamente. Lauren? Não encontro minha voz quando abro a boca para dizer a ela para fugir. Esse m@ldito é perigoso e temo pela vida dela. Um medo que se concretiza quando ele consegue jogá-la no chão e lhe dá um chute na cabeça. ㅡ Não! Finalmente, minha voz renasce, assim como a fúria dentro de mim. Lauren é uma pessoa doce e gentil. Como ele ousa bater nela assim? Jogo-me no peito de Fabian para impedi-lo de acertá-la mais uma vez. Nunca fui boa em me defender, nunca precisei. Jamais imaginei que passaria por algo assim em toda a minha vida. Mesmo assim, eu tento, pois Lauren foi corajosa para me salvar. Eu também quero ser corajosa para protegê-la. Contudo, o homem é como uma parede e, meus socos, uma leve brisa inútil. Logo, estou no chão, sentindo seus chutes nas minhas costelas, braços, pernas. Ele acerta tudo o que pode, com uma ira ensandecida. A dor quase me leva ao limbo e minha consciência ameaça se perder. ㅡ Sua v@dia desgr@çada! Quando você me rejeitou naquela noite, me nocauteou com aquele abajur e fugiu, eu jurei que te encontraria e faria você sofrer! O Jack é um idïota, que acredita em tudo que eu digo! Não foi difícil me fazer de vítima. Hoje, eu vou ter o que eu quero, mesmo que seja à força, e quando eu terminar com você, vou pegar essa sua amiga gostosa também! Sua voz fica cada vez mais distante, conforme meu cérebro começa a se desligar. Apenas vejo Lauren desmaiada, não muito longe de mim, e sinto minhas lágrimas quentes caírem, enquanto ele corta a minha blusa e começa a abrir a minha calça. Fecho os meus olhos e apenas rezo para que seja um horrível pesadelo. Rezo para acordar logo e perceber que estou segura na minha casa, com a Mylla me lambendo. O peso do homem sobre mim desaparece, porém meu corpo gelado no chão duro não consegue se mover. Ouço barulhos como uma luta, socos sendo deferidos incansavelmente. Gritos que não entendo por estarem em outra língua quebram o silêncio da noite fria. Parece… Espanhol? Faço um esforço para girar a cabeça, a tempo de ver uma enorme figura masculina segurando Fabian pelo colarinho e lançando socos em seu rosto como um animal enfurecido. Rico? Todos os meus músculos gritam de dor para eu ficar quieta quando tento me mover. Meus gemidos são acompanhados de um choro desesperado. Não demora meio segundo para que eu sinta um tecido grosso, como o de uma jaqueta, me envolvendo, ainda quente pelo calor do corpo de onde saiu. ㅡ Fique acordada, ojitos! Estou chamando uma ambulância! Eu o vejo pegar o celular do bolso da calça e fazer uma ligação, enquanto checa o estado de Lauren. Seu rosto de traços fortes e bonitos é pura raiva. Conforme ele alterna sua atenção entre nós duas, sua silhueta vai ficando cada vez mais borrada e tudo vira escuridão.
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