A casa, agora, tinha outro ritmo. Não era mais o silêncio que preenchia os cômodos — era o riso leve de um bebê, o choro manso na madrugada, o tilintar de mamadeiras e o canto de Nina embalando uma nova geração. Helena estava com seis meses e já havia tomado posse da casa dos avós. O berço portátil ficava na sala, o tapete de brinquedos tomava metade da varanda, e o jasmim — aquele velho companheiro de histórias — florescia mais do que nunca. Thomas jurava que era por causa dela. — Ela traz o sol dentro dos olhos, Nina. Até as plantas sabem. — E você virou poeta de fralda. — ela respondeu, rindo enquanto tirava a mamadeira do fogo. — Eu virei o que o tempo quis: um homem cheio de amor e com pouca pressa. Lia e o marido haviam voltado ao Brasil por um tempo. Moravam num apartamento

