23 - comercial de manteiga

2791 Words
Christopher Von Uckermann  Não levei Dulce para o meu quarto. Já era demais eu tê-la trazido para a minha casa para fazermos isso. Corria um sério risco de me arrepender e se eu a levasse para o quarto onde dormia com Darla eu com certeza surtaria na manhã seguinte.  A levei até o primeiro quarto de hóspedes pelo qual passamos e depois de fechar a porta eu ataquei seus lábios com toda a fome possível, caminhando com ela em direção à cama.  Virei Dulce de costas e desci o zíper de seu vestido, depois abaixei suas alças e deixei que o tecido deslizasse por seu corpo até o chão. Ela usava apenas uma calcinha preta de cetim.  Ainda com ela de costas, passei minhas mãos por seus braços, subi até os ombros assistindo ela se arrepiar e então eu cheguei até seus s***s. Massageei seus m*****s, dando leves beliscões e brincando com seus s***s como podia. Dulce respirou fundo e quando jogou sua cabeça para trás, tomei a liberdade de espalhar beijos por seu pescoço.  — Fique quietinha. — falei em seu ouvido e ela assentiu devagar.  Retirei minhas roupas e depois de me despir por completo, eu abri a camisinha que havia guardado no bolso da calça e a coloquei em meu pênis que já latejava de desejo só com a imagem de Dulce seminua em minha frente.  — Gostei da sua calcinha. — dedilhei a barra do tecido delicado. — É uma pena que ela tenha que ser destruída. — forcei a costura e apenas em um puxão eu consegui estourar o cetim.  Dulce arfou pelo susto e me deu uma olhadinha  surpresa por cima do ombro. Era incrível como tudo nela me excitava, até mesmo aqueles olhos tão marcantes. Eram os olhos mais lindos que já vi.  — Era a minha melhor calcinha. — fez bico.  — Não é mais. — eu ri. — Agora curve-se e apoie-se na cama.  Com um pouco de timidez, ela se curvou com as mãos sobre a cama e eu analisei aquela b***a maravilhosa exposta para mim. Dei um tapa forte nela e Dulce gemeu. Beijei o local onde havia batido e mais uma vez a pele dela se arrepiou.  Subi minha mão pelo interior de sua coxa até chegar em sua b****a quente e úmida. Com o contato, Dulce se remexeu contra meus dedos como se estivesse se oferencendo para mim. Brinquei com seu clítoris apenas por alguns segundos e ouvi um resmungo abafado da parte dela quando afastei meus dedos.  Apoiei minhas mãos em sua cintura e a penetrei. Uma sensação prazeirosa de alívio percorreu o meu corpo e eu soltei um longo suspiro.  — Mais... rápido... — pediu ela.  Atendi o seu desejo e comecei a ir mais rápido e para facilitar os meus movimentos, me curvei sobre ela e apoiei uma das mãos na cama enquanto a outra emaranhou-se dentro de seus cabelos.  Senti como se meu corpo inteiro estivesse esquentando e fechei meus olhos para me concentrar na doce voz dela gemendo, gritando o meu nome e pedindo que eu fosse mais forte. Naquela noite eu estava disposto a fazer tudo o que ela pedisse.  Beijei seu ombro e suas costas enquanto continuávamos a nos deliciar um do outro. Era a primeira vez que eu fazia questão de sentir o perfume de uma mulher enquanto transava com ela. Os cabelos dela grudando em seu rosto por conta do suor a deixavam ainda mais sexy.  — Eu vou... eu vou... — ela gemeu. — Ah... Christopher... — e então ela relaxou o corpo inteiro e eu a segurei para que não caísse.  Saí de dentro dela e a deitei na cama com cuidado. Dulce ofegava e carregava um sorriso satisfeito no rosto. Eu estava feliz por vê-la assim e por saber que eu era o motivo daquele estado. O que diabos estava acontecendo comigo?  — Está cansada demais? — perguntei.  — Não. Eu quero mais.  — Santo fogo! — sorri.  E aquele fogo ficou aceso pela maior parte da noite, nos proporcionando provar doses repetidas um do outro. E depois que Dulce adormeceu, eu levantei, sentei na poltrona perto da janela e a observei por pelo menos uma hora.  A visão daquela linda mulher nua entre os lençóis, com uma parte de sua b***a à mostra e seus cabelos espalhados pelo travesseiro como um desenho, parecia mesmo ter saído de uma obra de arte. Se os deuses existirem, eles devem se parecer com algo assim.  E esse pensamento, essa vontade de querer olhar para ele e querer toca-la me assustavam. Parecia errado comigo, com Darla e principalmente com a Dulce que não merecia lidar com todos os problemas que eu carregava. Era bom poder ter aqueles momentos com ela, mesmo sabendo que eles eram como uma bomba relógio prestes a explodir.  Peguei minhas roupas do chão e saí de lá indo até meu quarto. Vesti uma calça de moletom e uma camiseta preta, depois desci as escadas com o cristal de Dulce em mãos, brincando com ele entre meus dedos.  Fui até o meu escritório e comecei a procurar alguns documentos antigos que eu mantinha dentro do cofre. Coisas confidenciais que fariam eu e Belinda perdermos a cabeça. E agora ela me diz que ao invés de guardar, devo me livrar de tudo aquilo.  Aqueles documentos sempre foram como um seguro para mim, pois com eles eu sempre teria Belinda em minhas mãos, assim como ela também me tinha nas dela guardando uma cópia daqueles documentos em sua casa. A verdade é que ela sempre usou aquilo para arrancar coisas de mim, enquanto eu só queria poder me proteger. Estava bravo com ela por ter atraído a atenção de um agente federal. Se ele conseguisse incrimina-la, iria cavar fundo na vida da Belinda, descobrindo todas as coisas ilegais que ela já fez e consequentemente chegando até mim.  Observei aquela pasta com os documentos por longos minutos até decidir não me livrar daquilo. Eu não confiava em Belinda e não iria dar fim na única coisa que me garantiria a lealdade dela. Guardei a pasta na última gaveta da minha mesa e antes de trancar, eu deixei o cristal ali dentro. Sinceramente, eu estava disposto a acreditar em qualquer superstição.  Como em todas as minhas noites, naquela eu também tive dificuldade para dormir. Fiquei lendo na biblioteca até o sol começar a sair e meus olhos começarem a pesar demais. Então eu subi as escadas e fui até o quarto de hóspedes onde Dulce dormia. Abri uma fresta da porta e a observei ainda dormindo de forma pesada. Eu queria, até pensei em ir até lá e deitar ao seu lado, mas eu não conseguia.  Tornei a fechar a porta e segui em direção ao meu quarto. Deitei em minha cama e olhei o teto até começar a pegar no sono de forma natural. Eu sabia que em menos de três horas eu já estaria acordado de novo, mas ainda precisava ao menos tentar descansar.  [•••] Dulce Maria  Esfreguei meus olhos quando estava acordando e sentei na cama com o lençol cobrindo o meu corpo. Olhei em volta do quarto e como nas últimas vezes, ele não ficou para dormir comigo. Aquele com toda certeza não era o quarto dele, não tinha nada que remetesse a ele ali. Pensar sobre isso me fez sentir um pouco m*l.  Levantei, peguei meu celular que estava jogado no tapete e vi que ainda eram 07:15 da manhã. Talvez todos ainda estivessem dormindo. Eu deveria esperar alguém vir me chamar ou deveria simplesmente me vestir e ir embora? Mas onde estariam as chaves do meu carro novo? Eu não podia pegar o metrô com um vestido de gala e sem calcinha, isso seria bem desconfortável.  Vesti o meu vestido e enrolei a saia em uma das mãos, erguendo na altura dos meus joelhos. Na outra mão, eu levei os meus sapatos. De jeito nenhum eu aguentaria usar saltos altos naquela manhã.  Saí do quarto e olhei para os dois lados do corredor. Tudo estava silencioso e vazio. Tudo indicava que ninguém estava acordado além de mim, ou talvez estivessem no andar de baixo. Desci as escadas e caminhei um pouco pela casa até me dar conta de que eu era mesmo a única de pé.  Fui até a sala de estar e vi a porta do escritório de Christopher entreaberta. Ele estaria lá? Fui até lá e não, ele não estava. Dei uma boa olhada pelo lugar e a minha curiosidade começou a ser atiçada. Haviam muitas coisas sobre ele que eu gostaria de saber e qual o melhor lugar para obter essas informações se não o seu escritório particular?  Dei a volta na mesa e sentei na cadeira de couro. Abri seu notebook, mas logicamente havia uma senha e eu não ficaria tentando adivinhar qual era. Vai que ele tivesse um sistema de segurança super moderno e eu me fodesse com isso? Então ao invés disso, comecei a olhar nas gavetas e papéis que estavam sobre a mesa.  Eram só coisas chatas sobre ações e a bolsa de valores. Ele havia me dito que conseguiu a própria fortuna trabalhando com aquilo, o que facilitava muito a sua vida, já que ele fazia dinheiro a cada minuto sem tanto esforço. Cheguei até a última gaveta, mas estava trancada. O que teria de tão importante ali?  Melhor você levantar e ir embora. — minha deusa interior me alertou.  — Ou eu poderia usar um pé de c***a. — indaguei. — Não, onde eu arranjaria isso? E iria fazer muito barulho. Um grampo? Mas eu também não tenho isso! — bufei. — Droga, Christopher, eu só quero saber os seus segredos, qual o problema? — comecei a puxar a gaveta pela maçaneta.  Não estava nem me importando se iria quebrar a gaveta, eu só queria saber o que estava ali. Comecei a puxar com toda a força possível, prendendo a respiração ao ponto de ficar toda vermelha.  — Dulce?  A voz do outro lado da porta me assustou e eu soltei a gaveta logo em seguida, o que foi um erro já que eu ainda estava tomando impulso e isso fez com que a cadeira onde eu estava pendesse para trás. Agora eu estava estatelada no chão com as pernas para cima como uma tartaruga presa. — Meu Deus! — uma gargalhada se iniciou. — O que você está fazendo? — e então Amber surgiu diante de mim, ainda dando risada. — Me ajuda? — estendi minha mão. Ela me ajudou a levantar e depois me olhou de cima a baixo. — Como sabia que eu estava aqui?  — Você deixa rastros. — ela mostrou um dos cristais que havia caído do vestido. — Adorei o vestido! É muito você.  — Obrigada. — sorri gentilmente.  — Ok... — coçou a nuca. — Você dormiu aqui?  — Eu... er... — se Christopher não havia falado para ela sobre nós, eu deveria fazer aquilo?  — Está saindo com o meu pai? — animou-se.  — Nós... bem... — saindo? Estava mais para transando.  — É melhor sairmos daqui. Ele não gosta que as pessoas entrem. — segurou minha mão e começou a me levar para fora do escritório. — O que estava fazendo lá dentro?  — Só estava sendo curiosa. — dei de ombros. — Você acabou de acordar? — Não. Eu passei a noite na casa da avó da Bela com ela. O motorista me trouxe faz alguns minutos. — eu acompanhava ela enquanto andávamos até a cozinha. — E então... você e meu pai. — ela foi até a cafeteira enquanto eu fiquei parada observando.  — Você não deveria beber café. — eu disse mais para mudar de assunto.  — E você não deveria estar tão descabelada. — retrucou enquanto enchia duas xícaras.  Passei minhas mãos por meus cabelos e depois sentei em um dos bancos do balcão. Ela me ofereceu uma das xícaras de café e enquanto eu dava um gole, ela continuou me observando curiosa.  — Você sabe onde ficam as chaves dos carros? Eu preciso ir para casa e não sei se sabe, mas o seu pai comprou um carro para mim.  — Eu sei. Ele disse que fazia parte do trabalho, mas eu duvido muito. — me olhou desconfiada. — Não respondeu a minha pergunta. Vocês estão saindo?  — Eu não sei bem se devo chamar assim. — desviei o olhar.  — Isso seria perfeito! — deu um pulinho de animação. — Eu adoraria que vocês ficassem juntos, não consigo pensar em nenhuma mulher melhor que você. — pousou sua mão sobre a minha. — Acho que o universo te trouxe para nós. — Eu também acho. — sorri e apertei a mão dela. — Você é muito especial, Amber.  — Você também é. — os olhos dela estavam brilhando e eu sabia que ela esperava que eu fosse me manter em sua vida, mas eu não podia garantir isso.  — Bom dia! — ouvimos Christopher dizer ao entrar na cozinha. — Eu deveria ter deixado uma roupa para você. Deve estar desconfortável. — ele beijou minha testa e foi até a cafeteira.  — Quando iam me contar que estão saindo? — Amber perguntou. Christopher olhou para ela e depois me encarou.  — Nós só estamos nos conhecendo melhor. — ele disse.  — É isso que se faz quando se está saindo com alguém. — Amber falou.  — Ah, é? E o que você sabe sobre sair com alguém, mocinha? — Christopher cruzou os braços e franziu a testa.  — Nada. — ela deu um gole em seu café e me lançou um olhar divertido. Eu tive que segurar uma risada.  — Por que você deixa ela beber café? — perguntei.  — Já desisti de reclamar. — ele deu de ombros. — O que acham de panquecas para o café da manhã? — começou a abrir os armários e pegar as coisas.  — Acho melhor eu ir para casa. — falei. — Preciso de um banho e de roupas confortáveis.  — Pode tomar banho aqui. A tia Annie te empresta as roupas dela.  — Eu não quero incomodar. — falei sem jeito.  — Você nunca incomoda. — Christopher disse e eu soltei um suspiro contido.  — Vem. Eu te ajudo enquanto o papai prepara as panquecas.  Acompanhei Amber até o andar de cima. Ela entrou no quarto de Anahi enquanto eu esperei no corredor. Acabei dando uma olhada lá dentro e vi Anahi jogada no meio das cobertas, as roupas da noite anterior espalhadas pelo quarto. Algo me dizia que talvez ela tivesse bebido demais.  Retornei para o quarto de hóspedes onde dormi e sobre a cama Amber deixou um vestido azul claro soltinho, uma calcinha nova, toalhas novas, uma escova de dentes ainda na embalagem, além de sabonete e creme dental. Por fim, ela deixou um par de chinelos sobre o tapete. — Tem shampoo no banheiro também. — apontou para o banheiro do quarto.  — Vocês sempre estão prontos para receber hóspedes, não é?  — A família sempre está por perto, então digamos que sim. Te vejo lá embaixo. — ela deu um beijo em minha bochecha e me deixou sozinha.  Entrei no banheiro e fiquei chocada com o tamanho exagerado. Tinha uma banheira de hidromassagem e eu fiquei tentada a usar, mas iria demorar demais. Depois de retirar o meu vestido, eu entrei no box e reparei que haviam botões para ligar o chuveiro, com funções que determinavam a temperatura e intensidade dos jatos. Quanta modernidade!  Ajustei a temperatura que eu queria e ao acionar o botão "all jets", descobri que não apenas um, mas o box tinha quatro chuveiros que jogavam água com força no centro. Era como uma massagem dos deuses. Relaxei ali por mais tempo do que consegui contar e quando me senti satisfeita, eu saí e me vesti.  Quando cheguei até a cozinha os dois arrumavam a mesa, colocando as panquecas, recheios e o suco sobre ela.  — Todos os banheiros da casa são como aquele? — perguntei sem esconder o meu espanto.  — Não. — Christopher disse. — O meu é muito melhor.  — Só se o chuveiro cantar por você. — dei risada.  — Tecnicamente sim. — falou despreocupado e riu quando fiquei boquiaberta. — Sistema de som, docinho.  — Ok, podemos comer! — Amber declarou.  Sentamos à mesa e começamos a nos servir enquanto conversávamos. Era interessante ver o Christopher sendo o paizão que ele sempre aparentou ser. No início, eu nunca imaginei que ele pudesse ser tão sentimental, mas cá estava ele chamando sua filha de "raio de sol" e sorrindo como se estivéssemos em um comercial. É, nós parecíamos uma família de comercial de manteiga agora.
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