Inverno (janeiro) 2013. Os seus olhos se fecham pelo cansaço de ter feito amor como dois loucos. Enquanto isso, me dedico a vê-lo dormir tranquilo e a capturar imagens dele para lembrar desse dia. Eu lentamente acaricio a sua bochecha com o meu dedo indicador e ainda sinto uma pequena vibração no estômago como quando eu era uma menina inocente de dezesseis anos que não sabia o que queria da vida. Pensando bem, eu nunca soube, até pouco depois de namorar Raul, eu ainda tinha sentimentos profundos por Jorge. Talvez o destino quisesse que fosse assim, ou talvez eu tenha me recusado a aceitar a realidade desde o início. Aquela realidade onde só ele e eu existíamos causando danos um ao outro, como conseguimos ficar separados por quatro anos? Até hoje ainda me pergunto se fiz certo em ficar

