MÁXIMOS CASTELINE:
Tateio a cama fria procurando por minha diaba, e levanto em um pulo, quando não há encontro. Antes de me desespera, vou ao banheiro, ao closet, e procuro por toda a casa, mesmo sabendo que a filha de uma p**a fugiu.
— bom dia senhor Max. — um peão me cumprimenta, chegando a varanda. — já fui deixar a senhorita Katharina, como mandou.
— claro que mandei! — bufo irritado, passando as mãos no rosto. — ela disse algo?
— nada, ela parecia distante. Deve está preocupada com a perda da fazenda, soube que o senhor Sebastian chamou todos os funcionários para uma reunião, e já os deixou sobre aviso, que a qualquer hora poderiam ser dispensado. — conta com pesar.
— obrigado Cleiton. — ele assentiu se retirando em seguida.
Me sento na poltrona na varanda preocupado, sei que meu amigo deve está desolado. E espero do fundo do meu coração, que essa saída repentina da Kathe, sem ao menos se despedir, foi apenas ansiosa para dizer ao irmão que não precisa se preocupar em perde a fazenda.
Se me sinto decepcionado por ter acordado sozinho? Vocês não imagina o quanto. Queria ter levantado, e tido a oportunidade de vê-la dormindo por entre os lençóis, poder acorda-la com beijos. Nunca imaginei que algo tão simples, que sempre fez parte da minha rotina, me fizesse se sentir tão estranho, como acordar sozinho hoje.
...
— c*****o, c****e, v***o! — Sebastian pula literalmente, sobre mim, assim que invade minha casa. — obrigado! — beijou meu rosto com empolgação, saindo do meu colo em seguida.
Eu imaginei que levaria um soco por levar a irmã dele para a cama, mas parece que não foi bem isso. Meu amigo me abraça mais uma vez, e depois se joga no sofá, sorrindo com satisfação.
— não foi nada, somos família. — dou de ombros. — confesso que imaginei que ficaria muito puto comigo, mas não poderia permitir que perdessem a fazenda, ou que a Katharina fizesse aquela sandice.
— fiquei um pouco irritado quando ela me falou, porém depois pensei melhor, e me senti aliviado. Não quero minha irmã casando com qualquer um, as pressas, apenas para conseguir o dinheiro. — assume aliviado.
— o que ela te falou? — questiono imaginando que provavelmente ela não contou para o Sebastian, minha "proposta".
— que você havia pago a hipoteca, e que te pagaríamos em um ano. — me olhou em dúvida. — foi isso, ou ela te assaltou?! — apontou o hematoma no meu olho. — porque explicaria muitas, coisas como por exemplo, como conseguiu esse roxo.
— isso aqui, foi o efeito Kathe. — mostro meu braço com o pequeno curativo, que cobre o arranhão, que minha diaba me fez. — ontem ela estava especialmente irritada.
— ela teve dias de cão, e aposto que você aprontou algo, para que ganhasse esses hematomas. — sorri culpado, e ele negou com decepção. — vocês tem que pararem com isso enquanto não se machucam gravemente. Sei que a Kathe é bruta as vezes, porém para que ela chegue ao ponto de agredi-lo dessa forma, você deve ter testado todo o limite da sua pouca paciência.
Essa não e a primeira vez que ganhamos hematomas. Katharina não leva desaforo para casa, e confesso que amor isso, mesmo quando seu alvo favorito seja minha pessoa. Um dia passei esterco de vaca no carro novinho dela, e além de me fazer lavar apenas de cueca no frio, ela tentou me atropelar.
— ela veio com você? — pergunto ansioso para ver minha diaba. — não quero que ela fique zanzando pela fazenda, porque da outra vez, a bonita tomou banho na cachoeira somente de peças íntimas, dando asas a imaginação dos marmanjos. — comento enciumado.
— besteira. Esses babacas parece que nunca viram uma mulher de biquíni. Homens são tão... harrrg... — reclama revirando os olhos. — mas não precisa se preocupar, ela não veio comigo.
— haa, entendi. — respondo sem querer demonstra minha decepção. — hoje é sábado letivo?
— não, hoje ela não foi trabalhar, não veio aqui comigo, porque foi almoça com um cara. — deu de ombros relaxando no sofá. — um pretendente a noivo.
— como é, que é? — questiono enfurecido, e meu amigo me encara.
— ela está conhecendo o cara com mais paciência, para não se precipitar com o casamento. — justifica calmo, enquanto a fúria sobe queimando minha garganta. — ela quer casar o mais rápido possível, para investir na fazenda, e assim pagamos você em um ano, afinal mesmo estando com as dívida quitada, ainda temos que investir.
— e você vai deixá-la casar, com um cara que você nem conhece?! E se ele for um e********r, assassino ou o c*****o a quatro? — meu coração está acelerado de ciúmes, raiva, e tudo que a de pior.
— ela já mandou investigar, ele parece ser uma boa pessoa Max. Não precisa se preocupar, ela quer te pagar o quanto antes.
Respiro fundo, várias vezes para não explodir. Eu pouco me importo com o dinheiro, quero que se f**a o dinheiro, so quero saber da minha diaba. E estou querendo socar a cara do Sebastian, por ele está fazendo tão pouco caso com essa loucura.
— é o c*****o que vou deixar minha diaba casar, com algum filho da p**a, que vai querer tocar no que é meu! — rosno irritado, enquanto meu amigo me encara enigmático. — e nem adianta ficar bravo comigo, a diaba e minha, e não vou desistir dela. — assevero de uma vez.
O Sebastian e meu amigo a anos, e me conhece como ninguém, se ele não me aceitar como cunhado, que se f**a o c*****o, eu não ligo, a minha diaba sempre vira em primeiro lugar.
— até que enfim, você assumiu essa paixão encubada pela minha irmã. — o encaro em espanto. — pareciam dois malucos.
— voc..cê sabia? — pergunto apreensivo, e Sebastian revira os olhos.
— so você e a Kathe não sabem. Todo mundo sabe que você arrasta um planeta por ela, e que ela é apaixonada por você, mas prefere se agredirem a dar o braço a torcer. — fico de boca aberta, ainda em estado de choque. — e vê se acerta logo com ela, porque eu apostei que você se declararia em no máximo 15 dias após o anúncio de casamento, e o prazo já está acabando.
— mas... — questiono indignado, sem saber exatamente o porquê.
— claro. Se alguém perguntar se a minha amável pessoa influenciou em algo, diga que não. — sorriu amarelo. — sabe como é, eu não poderia influência, porém não resisti.
Ignoro seus concelhos, enquanto pego a chave do carro, e saio de casa a tempo de ouvir o Sebastian gritar o nome do restaurante que ela está. Quando eu pegar aquela diaba, vou dar umas palmadas naquela b***a grande, pra deixar de ser maluca.
Dirijo em alta velocidade para a cidade, fazendo o caminho de 30 minutos em apenas 20, logo estacionando próximo ao restaurante.
— o senhor tem reserva? — a recepcionista pergunta, e eu dou meu melhor sorriso.
— não, mas minha noiva e o amigo dela estão me esperando, Katharina Xavier. — comunico com minha maior cara de p*u, e a moça olha rapidamente o computador, e me dá um sorriso antes de pedir para que eu a acompanhe.
O sangue subiu para o rosto, os punhos doeram, a raiva correu por minhas veias, vendo filho de uma p**a segurando a mão da minha mulher.
— boa tarde. — Katharina levanta o olhar assustado em minha direção, e dou meu sorriso mais doce. — desculpe o atraso querida, hoje a fazenda está uma caus. — aproveito que ela está estática, e dou rapidamente um selinho nela, antes de me sentar
— o que você está fazendo aqui Max? — ela pergunta vermelha de raiva, enquanto o cara nos olha em completo desentendimento.
— vim almoçar com vocês. Tinha esquecido? — faço minha melhor carinha de desolado. — esse é seu amigo, que você vai tira férias com ele? — sorri simpático para o cara, que me olha em espanto.
— cala a boca Max, e não estraga tudo... — ela sussurra entredentes.
— por que está falando assim comigo querida? — dramatizo, e ela revira os olhos a tempo do cara vê. — você esta muito estranha comigo benzinho.
— você é o que dela? — o cara me pergunta, e sorri orgulhoso para ele.
— sou noivo, e logo iremos nos casar, e ter um monte de bebês ruivinhos. — o homem me olha com pena. — por isso que irei bancar a viagem de vocês, quero que ela relaxe, para preparar tudo em relação ao nosso casamento. Seu namorado ira com você?
— Max, para com isso... — Kathe exige muito irritada.
— ohh, desculpa. — fingi estar envergonhado. — você não é assumido ainda. — o homem me encara espantado.
— Max, meu nome é Túlio, não sou gay, e sua noiva colocou uma proposta de casamento em um jornal, na intenção de arrumar um noivo, e pelo que entendi alguém está sendo engando. — encara Kathe decepcionado. — sinto muito parceiro, mas sua noiva está pretendendo passar um belo chifre em você.
— você pretende me trair Kathe? — faço cara de choro, enquanto ela me olha irada. — vai me deixar?
— vai se fudeu Max! — diz irritada levantando da cadeira, e o cara sai do restaurante sem olhar para trás. — você estragou tudo, esse cara era o que tinha mais chances.
As novelas mexicanas estão perdendo um otimo galã. Sou muito bom ator.
— e uma p***a que você vai casar com outro Kathe, você e minha. — aviso irritado com suas pretensões.
— sua e o c*****o! — pega a bolsa irritada, jogando algumas notas sobre a mesa. — não cansa de destruir minha vida Max? Me mata de vergonha, o cara deve está achando que sou uma traidora.
— isso foi por você ter fugido de madrugada. Mesmo esperando algo parecido, tinha esperança que não fizesse isso. — digo decepcionado. — você prometeu que não continuaria com isso.
— não prometi nada, a vida é minha, faço dela o que bem quiser, namoro, fodo, noivo ou caso e não será problema seu, não te devo a mínima satisfação. — declarou irritada, fazendo meu coração apertar.
— é uma m***a que vai. — caminho até ela, que tenta se distânciar de mim. — vamos para casa conversar, colocamos os pingos nos ís. — Kathe n**a veemente.
— não mesmo! — diz irritada, e tenta ir em direção aos fundos do restaurante.
— a onde vai? — questiono a seguindo. — responde diaba.
— ficar longe de você, e uma opção. — vejo o gerente abrir a porta do escritório, com satisfação para recebê-la.
— você não vai ficar com esse cara. — seguro ela pelo braço, e ela me olha irritada. — vai para o carro por bem, ou por m*l?
— não vou com você para lugar nenhum! — responde irritada.
— certo, por m*l então! — pego ela pela cintura, e a jogo no ombro como um saco de batatas.
— me põe no chão Max! — ela esmurra minhas costas, enquanto sigo pelo saguão do restaurante atraindo atenção de todos.
— ISSO AI MAX! — alguns conhecidos dizem rindo, e matando a Kathe de vergonha. — KATHE, NÃO DEIXA BARATO. — a oposição, também incentiva.
— calma minha diabinha! — acaricio sua b***a, como se faz com um cavalo bravo. — pode demora, mas irei domala com todo o amor e carinho.
— vou mata-lo da forma mais perversa que existir. — sua voz sai suave como o chiado de uma serpente.
Deus é mais!
Ela ja deve esta planejando os jeitos mais dolorosos de me m***r. Ficar sem ela é a forma mais dolorosa de morrer, e não pretendo ficar sem minha diaba.
— vai me m***r de amor. — beijo sua coxa, antes de colocá-la no chão.
Ela esta tão linda, vemelha e descabelada. Cara de mulher bem fodida, e que ainda esta excitada.
— você vai explicar direitinho porque esta fazendo esse circo todo, Max?
É agora ou nunca, vou entrega meu coração a ela sem mínima idéia do que ela fara com ele. Sou dessa diaba a muito tempo e não aguento mais não tê-la para mim.
Me desejem sorte. (๑•﹏•)