DROGA, NERD!

1935 Words
Pedro Point Of View Azul é minha nova cor favorita... Concluí ao ver a pequena menina se abaixar procurando algo. Ela precisava mesmo fazer isso? Quer dizer, a garota poderia se abaixar de uma maneira mais discreta ou estar usando roupas... Será que ela está se vingando de mim? Isso seria uma hipótese plausível, mas não, Levy não teria essa ousadia toda, só me resta uma alternativa: Deus está me castigando! Luciana levanta de supetão com um sorriso no rosto e um controle remoto na mão, se vira para um ponto específico do quarto com o braço ocupado levantado e aperta um botão. Ela parece aliviada e deduzo que a nerd acabou de ligar o ar condicionado. A temperatura estava mesmo alta, na verdade depois de abrir a janela parece que isso aqui virou um inferno de tão quente, irônico não? Nunca desviando o olhar da minha vizinha vejo quando ela para de frente ao espelho e observo-a intrigado passar o olhar por todo o seu corpo, parecendo... vazia. Não sei explicar, ela olhava para o espelho, mas não parecia se ver. Lentamente começou a percorrer suas mãos pelo corpo, primeiro seu cabelo úmido, depois desceu para seu nariz seguido de sua boca, onde tocou suavemente, meu maior desejo era que fossem minhas mãos ali. Luciana era tão gostosa! Puxei o pano da minha calça já sentindo um desconforto no meio das pernas, precisava de um banho frio urgente, mas quem disse que eu conseguia desgrudar os olhos da janela. A menina pousou as duas mãos, uma em cada seio, e eu me vi arregalando os olhos, ela não parecia ter malícia e isso tornava a coisa bem mais excitante, a garota de olhos cinzas transpirava inocência, meu m****o latejava pedindo atenção e eu não pude evitar apertá-lo por cima do meu jeans surrado quando a mesma ficou de costas para o espelho e virou sua cabeça se checando. Essa foi definitivamente a cena mais sexy que já vi. Minha respiração estava falha e me praguejava por estar dando uma de voyeur. Nunca fui disso, não sou do tipo que me contento só em olhar, mas lá estava eu. Fechei meus olhos segurando um gemido e tentando conter a vontade de abaixar a calça e b*******a ou de ir até o quarto de Luciana e a f***r até deixá-la sem andar. Ah, isso seria maravilhoso! Consegui até imaginar Luciana gemendo o meu nome enquanto eu a penetrava com força. Ao abrir os olhos vi que a nerd já não estava mais de frente para o espelho e sim deitada de bruços em sua cama, suas pernas estavam levantadas e cruzadas, seu cabelo estava preso em um coque m*l feito, algumas mechas dele caíam sobre seu rosto angelical que agora era coberto pelo óculos e por fim, apoiado sobre o travesseiro se encontrava um livro que prendia a atenção da garota. Ela estava lendo, lendo só de calcinha e sutiã, estava concentrada e o óculos a deixava mais intelectual e gostosa, isso era torturante! — Droga, nerd! — exclamei sentindo espasmos por todo o meu corpo. Não sei se eu falei muito alto, mas Luciana se virou de maneira brusca para a janela e eu fiz o máximo para me esconder, ainda espiando atrás da cortina. A menina tinha um olhar confuso no rosto e arregalou os olhos, por um momento achei que poderia ter sido visto e gelei de medo. Ela se aproximou da janela de vidro, se apoiou na mesma olhando em volta e a fechou, logo tratando de fazer o mesmo com a cortina. Suspirei aliviado. Levy apenas tinha esquecido a janela aberta. Eu acho... Depois disso tudo peguei uma toalha para tomar o banho tão necessário no momento, estava quase entrando no banheiro quando meu celular começou a tocar, procurei o aparelho com pressa e o encontrei em um dos bolsos laterais da minha mochila. Bufei ao ver o nome que brilhava na tela. Victória. Olhei do banheiro para o celular duas vezes. Banho gelado e relaxante ou conversa chata e irrelevante? Acho que a resposta foi óbvia, coloquei meu celular no mudo e o deixei na cama, joguei a toalha sobre meu ombro e segui para o banheiro sentindo meu m****o dar sinal de vida só de lembrar da b***a de Luciana. Suspirei alto, ia ser um banho demorado. Luciana Point Of View Quarta-feira, finalmente! Eu gosto de quartas, se eu chego na quarta inteira, quer dizer que eu posso aguentar o resto da semana! Isso foi depressivo... Hey, subconsciente, você por aqui? Achou que eu ia sumir depois da Fernanda, pois saiba que isso não vai acontecer! Tudo bem, eu nem sei se a Fernanda vai querer ser minha amiga mesmo. Quer dizer, voltei ao normal, óculos, cabelo preso e roupas largas... Essa sou eu e não sei se vai agradar a garota porcelana. Entrei na escola tentando sustentar os vários livros que dificultavam a minha visão e segui de forma desajeitada até meu armário rezando para não trombar em ninguém. Cheguei ao mesmo viva e se não estivesse com as mãos ocupadas teria agradecido a Deus por isso. Estiquei um de meus braços com dificuldade e comecei a fazer a combinação para abrir o armário, só que antes de terminá-la senti uma grande pancada que me fez cair de b***a no chão junto de meus livros. Droga! Ainda bem que o óculos está na bolsa. Acho que você baixou a guarda rápido demais! Obrigada por me informar, Sr. Óbvio! Olhei para cima com uma expressão de dor e encontrei quem eu menos desejava. Victória v***a Lins. Olha como o meu dia começou bem! — Oww sorry, nerd — falou carregada de ironia. Eu já disse que não sou nerd? — eu te ajudo! — me estendeu a mão, mas eu nem me mexi, pra que, pra correr o risco de pegar uma DST? Nem fodendo, não sei onde ela botou essa mão! — Não? Tudo bem... Deu as costas e seguiu para a nossa sala de nariz em pé. Outra mão apareceu no meu campo de visão e essa eu tinha certeza que era limpa. — Precisa de ajuda? — perguntou Fernanda já se abaixando e me ajudando a pegar meus livros. — Obrigada — agradeci tímida abrindo o meu armário. — Tudo bem... Por que você não fez nada? — questionou e eu abaixei a cabeça — Responde, Lu! Meus olhos se encheram de lágrimas. — Deixa isso pra lá! — pedi com a voz embargada. — Como assim, não podemos deixar pra lá! — Eu preciso ir — disse fechando o armário e começando a andar, porém ela me puxou de volta — me solta! — Não! — falou firme. — Me deixa, Fernanda! — implorei me debatendo. — Nunca — me envolveu em seus braços em um abraço apertado, porém aconchegante — Eu já disse que não sou como os babacas desse lugar. Acho que sou seu novo problema, Luciana, porque quando gosto de alguém eu não deixo pra lá e para o seu azar eu gostei de você! Eu não pude evitar o sorriso que nasceu em meu rosto. Será que dessa vez eu vou ter alguém? Nanda beijou minha cabeça e acariciou minhas costas de forma materna. — Hey, lésbicas gostosas! — gritou Christian enquanto passava pelo corredor acompanhado de Pedro. Lésbica? Gostosa? Ele deve ter se referido a Fernanda... — Vai se f***r, escroto! — revidou minha amiga(?) e Pedro riu puxando Christian para a nossa sala. — Você é louca?! — perguntei/afirmei me separando dela. — Você nem imagina o quanto! — Vamos pra aula, não quero me atrasar. — Vamos, mas não pensa que eu esqueci da história da p**a — se referiu a Victória — depois você não me escapa — eu engoli em seco, mas segui em direção a sala sendo acompanhada pela menina porcelana. Eu estava bem animada, apesar de ter sido humilhada de novo pela Victória havia conhecido Fernanda e bem, se ela não me abandonar ou magoar como todos fazem eu serei muito grata de ser sua amiga. Há séculos que não tenho amigos, as vezes eu conheço uma ou outra pessoa nos vários cursos que eu faço, mas cursos acabam e contatos são perdidos, essa é a vida. Lembro que o meu último amigo verdadeiro foi Rafael, não sei se ele conta, pois é meu primo, mas eu sinto uma enorme consideração pelo mesmo, pena que Rafa se foi para bem longe de mim na quinta série, pois teve que voltar para a nossa cidade natal por causa do emprego do meu tio, eu sinto tanta saudade. Mas mudando de assunto. Ontem quando cheguei em casa fui direto pro banho, o dia estava quente e eu resolvi ficar só de peças intimas por um tempinho, só que o estranho foi que em certo momento eu tive certeza que havia ouvido algo. Eu quase me matei quando vi que a janela do meu quarto estava aberta, sério, já pensou se alguém me visse seminua?! Eu acho que morreria de tanta vergonha, nem minha mãe me vê assim mais, imagina um estranho? Ou pior, e se o Pedro me visse assim, aí eu estaria fodida, se cheia de roupas eu já sou estranha, sem elas eu sou uma aberração! Na troca de aula vi o demônio, vulgo Victoria, se aproximando de mim e dessa vez ela estava acompanhada do pecado, esse era Pedro, eu peco só de pensar nele, mas quem não?! — Estranha, como você está hoje, já caiu muito? — falou Victória dando uma risada sarcástica e colocando o braço de Pedro em sua cintura. Nanda suspirou pesadamente, ela ia fazer merda. Vocês devem estar me achando uma má agradecida, mas eu só não quero chamar mais atenção e também não quero que ela se ferre, isso é problema meu, não seria justo que ela se desse m*l por minha causa. Por acaso é isso que as amigas fazem, mas é compreensível, você já se esqueceu de como é isso... Eu olhei para trás e lancei um olhar rápido para a Nanda pedindo pra ela não se meter. — Está perdendo a educação, Luciana — escutar aquela voz rouca dizer meu nome com tanta malícia me deixava desestruturada — olhe quando as pessoas estão falando com você — eu me virei para ele por reflexo e senti seu olhar queimar sobre o meu. Verde sobre cinza. — Não podemos esperar educação de uma aberração como essa, meu amor! — Pedro fez uma careta diante das palavras de Lins e eu realmente não entendi o porquê, eu sou mesmo uma aberração, apesar de doer escutar é a mais pura verdade — Vejo que você se enxergou e voltou ao seu antigo... Podemos chamar isso de estilo? — arrancou o óculos da minha face o analisando minuciosamente. Droga, agora você vai ter que desinfetar! — Você percebeu que é apenas uma nerd, feia e desengonçada que nunca vai ter o meu Pedro? — por que ela tem sempre que jogar isso na minha cara? — Não é, bebê? Diz pra ela — roçou seus lábios — diz que você nunca vai ficar com ela pra ver se dessa vez ela entende e para de ser iludida... — O que está havendo aqui? — todos encararam a mulher baixinha e rechonchuda que adentrava a sala com uma expressão séria — Pedro, Victória, já para seus lugares! — ordenou a professora de literatura com imponência e eu escondi um sorriso satisfeito por ela ter me livrado de escutar mais uma vez Collins dizer o quanto me abominava.
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