VAMOS FAZER AQUI OU NO QUARTO?

2209 Words
Luciana Point Of View — Vejo que começaram o ano animados — começou Ana ou Sra. Rodrigues, uma professora muito legal, porém firme quando precisa, como agora — por isso acabei de ter a ideia de dar uma lição de casa bem educativa para vocês! Ah, sério? Um burburinho tomou conta da sala, todos estavam reclamando pela lição logo no começo do ano. Tomara que não seja em grupo. — É sério isso? — perguntou Chloe, que apesar dos pesares era uma aluna notável — É apenas o terceiro dia de aula! — Lógico que é, vocês já estão tão confortáveis... Estão até fazendo brincadeirinhas com os colegas — disse fitando Pedro e Victória. — E é pra fazer o que? — perguntou Christian do fundo da sala, como se fosse fazer a lição proposta. — Vamos recordar as variadas escolas literárias, a lição vai ser em dupla — conversas paralelas voltaram a encher a sala e senti Fernanda me cutucando, já até sabia o porquê — EU ESCOLHO AS DUPLAS! Falou por cima de toda a conversa e todos ficaram em silêncio, neste caso acho que vou fazer sozinha, ninguém aqui me suporta mesmo. — Bom, como eu ia dizendo a lição é sobre escolas literárias, eu escolherei as duplas, distribuirei poemas de determinadas épocas e vocês terão que fazer um pequeno texto explicando o que entenderam da poesia e falar um pouco sobre a escola literária também — explicou folheando um livro didático e abrindo a caderneta de chamada para separar as duplas. — Ela vai fazer praticamente tudo, nós não vamos escolher nada?! — escutei Nanda sussurrar e me virei para ela. — Que diferença faz? — Toda. Eu queria fazer com você, não com um desconhecido e se ela escolher uma pessoa chata e burra pra gente? — Nanda, eu vou fazer sozinha, ninguém nunca quer fazer comigo e os que querem não fazem nada. Os professores sempre me deixam fazer sozinha. — Fernanda Cooper — nós duas olhamos para frente notando que a professora já escolhia nomes aleatórios — e Christian White ficarão com Romantismo página 154 do livro. — O que? Droga! — disse Fernanda e eu lancei a ela um olhar reconfortante. A Sra. Rodrigues continuou dizendo as duplas e eu ria da expressão de algumas pessoas. — A página 81 que é sobre o Trovadorismo ficará com Luciana Levy — eba, eu gosto dessa época literária — junto com Pedro Collins. O que? Só pode ser brincadeira! — Você/A senhora pode trocar!? — Victória e Fernanda disseram ao mesmo tempo chamando atenção da professora que tinha um olhar divertido. — O Collins pode fazer junto com o White e eu faço com a Luciana — disse somente Nanda dessa vez. — Não haverá trocas, Srta. Cooper — falou decidida. Poxa, eu realmente gosto dessa professora, por que ela está tentando f***r a minha vida? Eu não fiz nada para merecer isso! Depois da professora marcar a data de entrega eu fiquei totalmente desnorteada, não queria fazer a lição com o Pedro, não queria me magoar e nem criar mais esperanças... Mas pensando bem, qual é a probabilidade dele ajudar na lição? Fala sério, é de Pedro Collins que estamos falando. Eu faço e coloco o nome dele, isso, exatamente! Me sinto mais tranquila ao pensar assim. Mas é muito trouxa, vai fazer tudo sozinha e ainda vai colocar o nome do i****a para dar nota pra ele. Pensando por esse lado... Todos já sabem que eu sou trouxa por ele mesmo! Que diferença faria? — Lu, Luciana! — olhei para Fernanda que estava parada a minha frente — Estava em que planeta? É hora do recreio! — Não estou com fome. — Eu não perguntei, você vai comer do mesmo jeito! — Ai, sua grossa! — Sou mesmo, agora vem! — disse me arrastando até o refeitório. Comprei um suco de graviola enquanto via Fernanda comprar quase a cantina inteira. — Só vai ficar no suco? — me perguntou enchendo meus braços com suas guloseimas enquanto saíamos do refeitório. — É... Estou sem fome, já havia dito e tem mais, eu estou um pouco acima do peso, então estou tentando comer menos — Fernanda pendeu a cabeça para o lado me olhando como se eu tivesse três cabeças — o que? — Em que galáxia você é gorda, Luciana?! — eu revirei os olhos. — Via Láctea. E eu sei que eu sou, todos dizem — abaixei minha cabeça, eu não chegava a ser uma baleia, mas estava sim acima do peso. — Ah, fala sério! É lógico que as pessoas dizem, olha a blusa que você está usando, cabe três de você aí! — apontou minha roupa, estava demorando — Aliás, por que está usando ela? — Porque sim, essa sou eu! — disse com um pouco de mágoa ao chegarmos perto de uma árvore afastada na área verde da escola — Se não gostou pode se mandar. — Hey, calma aí — falou soltando suas guloseimas que caíram no chão e eu fiz o mesmo, ela se sentou do lado da comida e eu a acompanhei — Só não entendo, você estava diferente ontem. — É, estava diferente — disse para mim mesma. — E por que você não vem diferente todos os dias? — É melhor não... Pode se afastar de mim se quiser, eu vou entender - a menina que abria um pacote de salgadinho paralisou. — Que merda você está falando? Por que c*****o eu me afastaria de uma pessoa pela sua aparência? — eu dou de ombros — Eu já disse que você não vai se livrar de mim, anã! — Eu sou da sua altura! — Então somos duas anãs — falou apertando minha barriga me fazendo rir — olha — levantou minha blusa expondo minha barriga e eu tentei inutilmente tirar suas mãos dali — eu queria ser gorda como você, dá até para ver alguns gominhos — eu corei — você malha, gata? — perguntou jogando seus cabelos no ombro. Nos olhamos por dez segundos e explodimos em gargalhadas. — Você não faz meu tipo — informei depois de um tempo com falta de ar pelos risos — e eu não faço um exercício há uns dois meses. — Toma — me jogou metade da comida — não achou que eu comeria tudo sozinha, sim? — fiz uma careta — É, eu estou te obrigando a comer! — dei de ombros e abri uma barrinha de cereal com cobertura de chocolate — Qual é a sua com o Collins? Eu quase engasguei. — Você gosta mesmo daquele i****a? — perguntou curiosa, eu suspirei. — Talvez. — Mas pelo que vi segunda e hoje, ele é um babaca com você! — Você acha que eu não sei? Eu mais do que ninguém sei o quanto Pedro pode ser i****a e fútil... — Então por que é apaixonada por ele? — Eu não sou apaixonada por ele, talvez tenha sido até a sexta série, depois disso a paixão acabou e infelizmente o que sobrou foi a merda desse amor fodido. Paixão é algo que você quer e gosta de sentir, já o amor não, a paixão é cega, o amor enxerga e isso chega a ser pior que a cegueira. Quer dizer, eu sei que ele é um filho da p**a, mas mesmo assim continuo sonhando com um beijo dele, isso é torturante. Fernanda ficou em silêncio absorvendo tudo o que disse e depois de um tempo apenas me puxou para um abraço. — Não se preocupe, nós vamos assassinar esse amor... Ou o causador dele — falou para si mesma — eu tenho uma faca super afiada em casa e um quintal grande, a gente pode enterrar ele lá — divagou animada enquanto acariciava o meu cabelo e eu acabei rindo. Acho que finalmente achei uma amiga, ou melhor, ela me achou. — Ew, sua mão está toda melecada de salgadinho — me afastei bruscamente. — Você acabou com o momento! — exclamou com uma falsa indignação. — i****a! — rebati rindo e ela me acompanhou. Voltamos a comer e como havia previsto não conseguimos acabar com aquela montanha de comida. Fernanda é muito exagerada! No fim da aula a menina porcelana me convidou para ir até sua casa, mas eu neguei, queria fazer logo essa lição para ficar tranquila depois. Cheguei em casa e Sandra, uma das empregadas, quase me obrigou a almoçar e como eu tenho muita consideração por ela não pude desobedecer. Subi para o meu quarto, deixei minha bolsa na cama e fui escovar meus dentes. Ao sair do banheiro resolvi trocar de roupa, coloquei um short curto preto e uma blusinha cinza que tinha um "I love Pizza" em preto, ela deixava um de meus ombros e a alça branca do meu sutiã a mostra. Deixei meu cabelo solto e arrumei o óculos em meu rosto. Resolvi começar a lição, me sentei em perna de índio e tirei o material da bolsa. Abri o livro procurando a página certa só que um barulho me chamou a atenção, era na minha janela, estavam jogando algo nela? Me levantei e afastei as cortinas a tempo de ver uma pedra se chocando contra o espesso vidro. Olhei para frente e me deparei com um Pedro sorridente, franzi o cenho, agora ia destruir a minha janela? O de olhos verdes ergueu uma lousa, por que ele tem uma lousa? Enfim, nela tinha uma pergunta em letras apressadas. Vamos fazer a lição? Eu assenti com a cabeça ainda confusa e percorri meu olhar pelo quarto encontrando uma pequena lousa que usava pra estudar com Rafael, peguei-a junto com uma caneta própria para ela rapidamente e voltei para a janela. Ele ainda tinha a lousa levantada só que agora exibia outra frase. Pode ser agora, ou está ocupada? Eu estava nervosa, isso era surreal, ele ia mesmo ajudar a fazer a lição? Escrevi uma resposta rápida e mostrei. Pode ser Pedro apagou a última frase e respondeu: Estou aí em 5 min Depois disso o vi fechar a janela e a cortina. Meu Deus, ele estará aqui em cinco minutos! Olhei ao meu redor, meu quarto estava arrumado... Em meus conceitos, claro. Desci as escadas com um mantra de "fica calma, vai dar tudo certo". Passei na cozinha e bebi dois copos de água gelada na velocidade da luz. Escutei a campainha tocar e fui em direção da porta lentamente, parecia que eu estava indo até a morte. Abri a porta e analisei minha perdição. Pedro usava um short jeans preto e uma camiseta simples. Estava casual. Lindo. Gostoso. Em um de seus braços havia um livro, caderno e estojo, um sorriso rasgava seu rosto e lá estavam aqueles olhos verdes e penetrantes. Pedro Point Of View Vesti uma roupa qualquer e fui até a casa de Luciana, poderia simplesmente não fazer a lição e ameaçá-la a colocar meu nome, mas achei que seria mais interessante ajudar. Quer dizer, eu entraria no quarto da garota, poderia descobrir algo novo e a provocaria mais um pouco. Horas sozinho com a nerd gostosa, isso com certeza seria interessante. Toquei a campainha e esperei alguns longos segundos até a porta se abrir, um sorriso brotou em meu rosto. Passei meus olhos pelo corpo da pequena garota a minha frente, ela estava com um short curto expondo suas grossas coxas. Sua blusa deixava a mostra a alça branca de seu sutiã e não deixei de achar adorável a frase que estampava ela, seu cabelo estava solto e caía sobre um de seus olhos, seu rosto era moldado por seu inseparável óculos que a deixava com um ar inocente e intelectual. Ela estava sexy pra c*****o. Percebi que a garota também me analisava, o que era normal, mas não deixava de me arrepiar sempre que a flagrava, parecia que Levy ia me devorar. Finalmente chegou em meus olhos e nos miramos intensamente, como era de praxe. — Hey, nerd, não vai me deixar entrar? — perguntei a tirando do transe. Ela levantou uma sobrancelha e me deu passagem para a sala de estar sem dizer nada. Uma das minhas maiores curiosidades era saber como era a sua voz, ela nunca falava. Será que a voz dela era escrota? Acho difícil, eu só conseguia imaginar uma voz angelical. — Vamos fazer aqui ou no quarto? Tenho certeza que eu parei de respirar nesse momento, como eu imaginei sua voz era angelical, mas também tinha uma rouquidão impressionante. Espera, fazer o que? Arregalei meus olhos. — Oi? — perguntei para saber se tinha entendido direito — Fazer o que? — A lição — falou óbvia. Meu Deus será que eu sou pervertido? — Oh sim, vamos subir — ela apenas assentiu. Luciana se dirigiu até a escada e começou a subi-la e eu como um animal, instintivamente olhei para a sua b***a. Tudo parecia em câmera lenta, o balançar do seu quadril me hipnotizava. Imagens do que eu havia feito há um dia invadiram minha mente. Qual será a cor da calcinha que ela está usando hoje? Deve ser branca. Senti uma pontada em minhas partes baixas ao visualizar a cena na minha cabeça. Volto a dizer, isso realmente será interessante!
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