Luana
— Vamos no baile hoje, né? — perguntei animada, já imaginando a noite.
— Lógico! — Geovanna respondeu.
— Então é melhor a gente começar a se arrumar.
— Vou em casa me arrumar e volto — ela disse, levantando-se.
— Por que não se arruma aqui logo?
— Como você não usa as minhas roupas, eu também não vou usar as suas — ela deu de ombros, brincalhona.
— Para de ser chata! — rimos. — Melhor você ir então, se não vai chegar atrasada.
Ela saiu e eu fui direto para o banho. Fiz o ritual completo: esfoliação, hidratação e lavei o cabelo. Saí, sequei os fios e fiz uma make poderosa. Para o look, escolhi um vestido preto ousado, com transparências que deixavam pouco para a imaginação. Calcei meu salto, dei o toque final no perfume e desci. Meu primo já estava na porta me esperando.
— Já podemos ir? — ele perguntou, impaciente.
— Já sim. Tá gato, hein, primo? Vai encontrar alguém especial?
Ele nem deu bola para a minha pergunta, como de costume. Saímos e fomos para o baile. Estava lotado, o som tremendo tudo. Subimos direto para o camarote, onde encontramos a galera de sempre: PK, Marcela, Laura, Juliana, MPM, CLJ e KG.
Geovanna
Cheguei em casa, tomei um banho rápido e me produzi. Escolhi um vestido que valorizava tudo, peguei meu carro e fui para o morro. Estacionei e entrei no baile sentindo a vibração do funk. Olhei para o camarote e vi a Luana; ela me fez sinal para esperar e desceu para me buscar.
Entramos no camarote e o cenário era de casais: Marcela e PG estavam agarrados, MPM com Juliana, KG com Laura e... para tudo. Luana e PK?
— Vejo que estou sobrando aqui. Vou descer, fui! — anunciei, sentindo um incômodo que não queria admitir.
— Calma aí, gata — CLJ segurou meu braço.
Virei o rosto e vi Marcela beijando o PG. Me subiu um ódio, uma vontade de socar a cara dela que eu nem sabia de onde vinha.
— Não quer me fazer companhia? — CLJ perguntou com um sorriso malicioso.
Não pensei duas vezes. Puxei ele e o beijei ali mesmo, na frente de todo mundo. Ele correspondeu na hora. Quando paramos pela falta de ar, olhei para o PG e saí de perto. Que beijo r**m, pensei comigo mesma. Às vezes eu faço umas coisas que nem eu entendo.
Fui até o bar, peguei uma garrafa de vodka e virei quase tudo de uma vez, deixando só um resto no fundo. Com o álcool batendo, fui para a pista. Comecei a dançar, descendo até o chão, rebolando e fazendo quadradinho, sentindo todos os olhares em mim. Só parei quando senti um solavanco no braço. Alguém estava me arrastando dali.
PG (Matheus)
Eu ainda não tinha processado por que a Geovanna tinha dado aquele beijo no CLJ. Quando ela saiu do camarote, não tirei os olhos dela. Vi quando ela virou a garrafa e foi para a pista. Ela dançava como se não houvesse amanhã, e o vestido curto subia toda vez que ela quicava, mostrando a calcinha para quem quisesse ver.
Os caras em volta estavam comendo ela com os olhos. Eu não aguentei. Tirei a Marcela do meu colo com brutalidade e desci. Fui até o meio da pista e tirei a Geovanna de lá arrastada.
Geovanna
— Ou! Para aí! Me solta! — tentei me desvencilhar, mas a mão dele era como uma algema de ferro.
— Você vem comigo. Agora.
— Não! Eu quero dançar!
Ele não respondeu. Apenas me puxou para fora do baile. Passamos pelo meu Mustang vermelho.
— Meu carro está bem ali! — apontei.
— Depois peço para alguém buscar e levar para a minha casa — ele disse, me colocando dentro do carro dele.
O trajeto foi rápido. Ele parou na garagem, saímos e entramos na casa dele. Eu estava tonta, mas provocativa. Me joguei no sofá da sala.
PG
Fechei a porta e fui para a sala. Geovanna estava jogada no sofá, rindo sozinha como se estivesse no melhor momento da vida dela.
— Tá rindo de quê? — joguei as chaves na mesa e sentei no braço do sofá, encarando aquela loucura.
— De você — ela levantou e parou na minha frente, cambaleando um pouco.
— E por qual motivo?
— Você ficou com ciúmes de mim — ela encostou o dedo no meu peito. — Confessa... você está louco por mim. Louco para me ter.
Antes que eu pudesse responder, ela sentou no meu colo, colando nossos corpos.
— Não vou negar... eu também estou louca para te dar — ela sussurrou e deu uma mordida na minha orelha.
Eu a afastei pelos ombros, tentando manter o controle.
— Você está bêbada, Geovanna. Isso sim.
— Para de ser frouxo e me leva logo para a sua cama!
— Melhor parar por aqui. Você não sabe o que está falando.
Tentei levantar, mas ela segurou meu rosto e me beijou. Foi um beijo urgente, com gosto de vodka e desejo. Eu correspondi por um momento, mas tentei separar de novo.
— Eu sei que você também quer. Para de resistir — ela insistiu, colando nossos lábios novamente e segurando minha nuca com força.
O controle que eu tinha sumiu. Peguei ela no colo e subi as escadas chutando a porta do quarto. Deitei ela na cama, arranquei o salto dela e tirei minha camisa. Fiquei por cima dela, sentindo o calor da sua pele. Tirei o vestido dela, deixando-a apenas de lingerie.
Ela inverteu as posições, ficando por cima. Tirou meu short e minha box com pressa. O que se seguiu foi uma explosão de tudo o que estávamos guardando. Entre beijos, gemidos e toques, o quarto ficou pequeno para o nosso fogo. Depois de muito tempo, quando chegamos ao limite, desabamos um ao lado do outro.
Geovanna deitou no meu peito, fazendo desenhos no meu abdômen com os dedos. Fiquei acariciando o cabelo dela até perceber que a respiração dela tinha pesado. Ela tinha dormido. Abracei o corpo dela junto ao meu e, pela primeira vez em muito tempo, dormi em paz.
Luana
O baile já estava no fim e nada da Geovanna ou do meu primo. Pedi para o PK me levar em casa. Ele me deixou na porta, me deu um beijo rápido e eu entrei. A luz da sala estava acesa, mas não tinha ninguém.
Subi e, por curiosidade, passei no quarto do PG. Abri a porta de leve e vi a cena: os dois dormindo abraçados, pelados sob o lençol. Sorri comigo mesma, fechei a porta com cuidado e fui para o meu quarto. Tomei um banho e deitei. Pelo visto, o sábado ia ser animado.