20° Capítulo: A Hora da Verdade​

668 Words
Geovanna ​— Ficou invisível, foi? — a voz do Benício me tirou dos pensamentos assim que entrei na casa da Luana. — Oi, moreno. Tudo bem? — dei um beijo rápido em sua bochecha. — Precisamos conversar. ​Luana percebeu o clima e se adiantou. — Vou para a cozinha. Se precisarem de qualquer coisa, é só chamar — ela disse, nos deixando sozinhos na sala. ​— O que foi? — Benício me olhou sem entender nada. — Vou ser direta, sem rodeios: não vamos mais continuar ficando. — Por quê? — Estou com o PG agora. — Não acredito que vai me trocar por aquele... — eu o interrompi antes que ele terminasse a frase. — Olha lá o que vai falar. Você está dentro da casa dele. — Você tem certeza que é isso que quer? — Sim. Tenho. — Beleza. A vida continua — ele disse, seco. — Podemos continuar amigos? — Melhor não — ele se levantou e saiu sem olhar para trás. ​Luana voltou e me deu um abraço apertado. — Amiga, sinto muito... — Pelo quê? Eu não estou triste. Não aguentava mais ele no meu pé, já estava mais do que na hora de cortar isso — confessei. ​Passamos a tarde fofocando até que, por volta das 21:45, o Matheus chegou. — Já vou indo — anunciei, pegando minha bolsa. — Por quê? — ele perguntou, fechando a porta antes que eu saísse. — Ei, quase pegou minha mão! — Desculpa, não foi minha intenção. Tenho que ir para casa guardar o carro. — Dorme aqui hoje? — ele pediu, acariciando meu rosto e me dando um beijo calmo. — Matheus, eu preciso tomar banho, trocar de roupa... — Deixa o carro na nossa garagem. E tem roupas suas no meu quarto. Você venceu, Geovanna. ​Ele jogou a chave para o PK guardar o Mustang e subimos. Depois de um banho relaxante, deitamos abraçados. O clima era de paz, algo raro na vida dele. — Já falei que te amo hoje? — sussurrei, traçando o abdômen dele com os dedos. — Ainda não... — Eu te amo. — Eu também te amo, morena — ele sorriu. — Vem morar comigo? — Já falei que não depende só de mim... — Então eu vou falar com o seu pai. ​Quarta-feira, 09:35 ​Acordei sozinha na cama. Matheus já devia estar na correria da boca. Tomei um banho, vesti uma camisa dele e fui tomar café. Senti falta do Benício para o baile de sábado e resolvi testar o terreno. ​✉ Mensagem Geovanna: Benício, você ainda vai comigo para o baile? Benício: Desculpa, já arrumei outro par. Foi m*l aí. ​Era o esperado. Deitei novamente e apaguei até às 13h, quando acordei com Matheus me enchendo de beijos. Ele veio apenas almoçar e já ia voltar. Decidi que era hora de ir para minha casa esperar meus pais. ​Sábado, 16:18 ​Meus pais finalmente voltaram. Estávamos na sala, rindo e conversando sobre a viagem, um momento raro de união na nossa família. Respirei fundo. Era agora ou nunca. ​— Mãe, pai... posso falar com vocês? — O que foi, filha? — os dois me olharam curiosos. — Eu queria pedir permissão para ir morar com a minha amiga. — Qual amiga? — meu pai perguntou, arqueando a sobrancelha. — A Luana, do morro? — Sim. — Tem certeza que é por causa dela que você quer mudar para lá? — ele me sondou, me conhecendo bem demais. — Tem razão, pai. Não é só por causa dela. — Então por causa de quem? Não vai dizer que é para fugir da gente? — minha mãe se espantou. — Não, mãe! Nada disso. É que eu estou apaixonada por um cara maravilhoso que encontrei lá. — E quem é esse cara, filha? ​O silêncio reinou na sala. Eu sabia que o nome "Matheus" ou o vulgo "PG" poderia mudar tudo em um segundo.
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