PG (Matheus) A festa estava a todo vapor. Luana gritava para quem quisesse ouvir que seria tia, e o morro inteiro comemorava comigo. Geovanna subiu para o quarto e eu fiquei um pouco com os moleques, rindo e recebendo os parabéns. De repente, um estalo seco veio do andar de cima. Um disparo. Meu coração parou por um segundo antes de eu disparar escada acima. Arrombei a porta do meu quarto e o cenário era um pesadelo: Geovanna caída em um mar de sangue e Marcela, com um sorriso psicótico, segurando a pistola fumegante. — PK, cuida dela! — gritei, referindo-me à Marcela, enquanto voava para o chão. Peguei Geovanna no colo. Ela estava pálida, mole. Corri para o carro e dirigi como um louco para o hospital mais próximo. Foram cinco horas de agonia na sala de espera. — Senhor Matheus?

