18

1463 Words

Cap 18 — Victoria Narrando O baile começou a virar um borrão de luzes coloridas e batidas graves. O álcool já tinha feito o serviço de anestesiar qualquer vestígio de juízo que ainda restava em mim. Eu sentia o mundo girar, mas era um giro bom, leve, como se eu estivesse flutuando acima de toda a responsabilidade que o nome do meu pai carregava. Ri com as meninas, dancei até minhas pernas reclamarem e, em cada segundo, eu sentia o olhar do Luan me vigiando como um predador faminto. — Chega, ruiva... — o Luan sussurrou no meu ouvido, a voz rouca cortando o som do DJ. — O sol já quer aparecer e teu pai não para de monitorar o rádio. Se eu não te levar agora, ele manda o Bope me buscar. Eu tentei protestar, mas o corpo pesou. Ele me guiou pelo camarote, a mão firme na minha cintura, passan

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