7° Capítulo
Kiara Badin
Passando pela porta de forma imediata, corro para o meio da floresta achando que depois das muitas árvores chuviscando pela pouca chuva estaria na estrada implorando a alguém por carona.
— Demone! _Gritei ao parar, tomar fôlego e encarar toda a volta, eu estava num abismo cercado por troncos longos de árvores, tendo o céu tampado pelo emaranhado de folhas esverdeada aglomerando a cabeça das tantas árvores.
Preparando meus pés para novamente andar em busca de ajuda sou brutalmente parada por mãos ásperas, apertando meu braço esquerdo que me fez gemer de espanto e voltar para trás, cambaleando.
— Aprenda uma coisa. Ninguém pode entrar e sair da casa sem a minha aprovação. _O tom deixava sobressair sua arrogância exacerbada.
Balancei a cabeça em negação, não compreendendo sua personalidade volúvel. Não entendo como uma hora era normal e na outra agia como um louco.
— Me largue seu doente. _Arranquei parcialmente minha mão do seu toque. Nervosa por ele ainda me apertar.
— Não farei isso. Eu a trouxe e eu a levarei de volta. _ Pareceu contrariado com a minha atitude de sair da sua casa.
— Esperava o que, que eu aguentasse suas insinuações?
Ele bufou, balançando-me.
— No fundo está apavorada por que sabe que eu em poucas horas consegui decifrar um dos seus muitos segredos. _Ele teve a audácia de admitir seu achismo.
Arrancando meu braço da sua mão o empurrei fortemente e pouco ele se mexeu.
— Segredos tem você. Que de repente, depois de quase me atropelar apareceu no bairro onde eu moro misteriosamente sendo tão rico, tropeçando em mim e me ameaçando. E ironicamente, no dia seguinte dar sua cara de p*u na universidade onde estudo, se apresentando como um empresário e sequer falando o seu nome. Usando simplesmente o sobrenome. _Voltei a empurra-lo, completamente irritada. — Na saída vira meu herói, me oferece até carona, faz chacota da minha cara dizendo seriamente que é um vendedor de órgãos, me apavorando e assim tira uma com a minha cara para dar risada. Está achando que eu sou débil ou algo do tipo ? _Não tendo respostas, aproximei dele, precisava enfrenta-lo ou sairia com medo todas as vezes que ele demonstrasse seu lado crapuloso. — Estou muito descontente com o senhor e toda essa ousadia de se achar no direito de supor essa infame. Quem é você, Matteo Mazzaroti. Além de um parasita de dupla personalidade ? Qual é, foi abandonado pela a mulher que amava por alguém menos complicado ou seu pai te levou a um prostíbulo para perder a virgindade e a mulher te deixou traumatizado e por isso virou um misógino ? _Podia ser incoerente minhas palavras mais fazia todo o sentido. Eu não iria ficar alí até ele melhorar o humor de cão dele.
Uma das suas mãos adentrou os dedos em meus cabelos, puxando com força minha cabeça para trás.
— Acha que eu tenho aversão por mulheres ? _Assoprou a pergunta em minha boca.
Descaradamente sorrio, levando minha mão para cima da sua em meus cabelos.
— Puxa mais forte, isso está só provando o que eu suponho. Homem frio. _Rosnei, encarando sua boca entreaberta. Nada me convidava tanto quanto ela desde o dia em que nos conhecemos.
— O famoso magnetismo do "Os opostos se atraem" se trata de um ímã. Mas, quando os opostos não são tão opostos e sim definitivamente iguais, tenho que descordar da lei física e dizer que a minha filosofia é mais imutável que a verdadeira.
— Resumindo sua idiotice. Eu não sou igual a você. _Espalmei a mão em seu peito, sentindo todo o contorno dele. Dio!
— É sim. Porque você tem algo meu que nos torna único e raro. _Sua língua rastejou em meus lábios, molhando-os. No entanto, arregalei meus olhos descrente. Quer dizer que eu estava diante do homem que... — Graças a mim você hoje consegue se arrepiar inteiramente. Seu coração bate saltitante e seu narizinho lindo bebe meu hálito e meu cheiro. _Ele riu e eu franzi o cenho, perdidamente desacreditada. — Tudo que eu fiz e faço de r**m você e condescendente por carregar o meu sangue. Se souber as coisas indecentes e imperdoáveis que faço vai desejar uma morte que vingue.
— Bugia! _Resmunguei, exaurida.
— Mentira? Não. _Sacudiu a cabeça, rindo sarcasticamente. —Me coloque dentro da sua casa e chame sua mãe. Ela lhe provaria que reconheceu minha voz.
— De certo que farei isso. Não acredito que alguém tão c***l tenha se prestado a essa generosidade.
— Generosidade? _Riu consigo mesmo, soltando-me e me dando as costas. Ele estava sem camisa. Tinha uns ombros esculpidos, digno de atenção e um caminho no meio uma gota d'água fazia. — Vamos? _Me fitou.
— Com certeza. Doente mental.
Batendo o pé, andei de pressa a sua frente.
***
Ainda com suas palavras sondando minha mente.
"Se souber as coisas indecentes e imperdoáveis que faço, vai desejar uma morte que vingue"
Nunca na Itália e em lugar nenhum do mundo eu deixaria um ser perverso desse, com esse histórico nas costas entrar na minha casa com meu irmãozinho dentro.
Que sua desgraça caísse sobre mim mas jamais permitiria que sua maldita carga de crueldade sucumbisse a inocência e pureza do meu pequeno. Ele não o mancharia!
— Fique aqui e irei chamar minha mamma e depois vá embora e nunca mais apareça, ou vou denunciar você para a polícia por perseguição e invasão, você não é bem vindo. Nunca será. _Se for verdade e seu sangue corre agora nas minhas veias é nítido que só rebato porque tenho uma força gradativa instigante para ser posta para fora. Nós não se damos apesar do suposto ímã irredutível.
Ele apenas riu, encostado no carro, mudando o peso da perna e eu entrei revirando os olhos, batendo a porta.
Homem e******o.
— Querida! _Mamma correu até mim, abraçando-me. Vendo minha óbvia desconcentração em retribuir o abraço, ela me olhou questionativa. — O que aconteceu?
Respirei, encarando o nada.
— O homem... O homem que me duou sangue está do lado de fora. _Apontei com o indicador para a janela, indicando a rua e juntei minha testa. Horrorizada que isso possa ser a verdade crua.
Minha mãe alegremente me empurrou para o lado e saiu para fora.
— KiKi.
Estreitei os olhos no meu docinho pequeno de abóbora e lentamente fechei a porta, fazendo sinal de silêncio para ele e me encostando na mesma, deixando-me escorregar até o chão.
— Vem pequeno. _Lorenzo correu ao meu encontro e eu o abracei, minhas lágrimas inevitavelmente inundou com abundância os meus olhos.
— Kiara. Filha, abra a porta. _Era a voz da minha minha mãe.
De pressa me ponho de pé, com Lorenzo no colo corro para o nosso quarto. Tranco a porta e o sento na cama.
— Não saía daqui. _Vendo o dinossauro que ele sentia apreço, recolho do chão e o estendo. Ele pega. — Por nada no mundo saía do quarto. Tudo bem ? _Ele meeniou a cabeça, acenando um sim. Alisei seus cabelos e deixei um beijo em sua testa. — Eu já volto. Enquanto isso impeça com muita valentia que os caçadores acabe com os répteis bonzinhos.
— Não demora Kiki.
Afirmei e corri para fora, trancando a porta locomovo até a sala. Para a minha infelicidade ele estava alí, animado conversando com a minha mãe.
— Filha. É realmente ele. Sua voz inconfundível e grossa não me deixa mentir. _Mamma revelou. Meus ombros encolheu e a pouca saliva eu engoli com dificuldade.
Não podia ser!
Ele não era o homem que eu esperava procurar para agradecer por me devolver a dádiva de estar vivendo.
— Tem certeza? _Algo tinha que está errado.
Ela assentiu, contente demais para notar o meu desespero.
— Bom. Vou passar um café. _Levantou-se e não demorou para ela nos deixar a sós.
— Soube que tem um irmão pequeno. _Indagou e bem a vontade jogou as mãos unidas para trás da cabeça.
— Você nunca irá conhecê-lo. _Fui rude.
— Você me deve muito. _De forma insolente ele piscou para mim, depois de rastejar os olhos frios em meu corpo temeroso.
— Saía da minha casa. _O expulsei entre dentes.
Ele se pôs de pé, vindo para ficar ao meu lado. Sendo forte não me permitia piscar e assim pude erguer a cabeça, precisava começar a ser inabalável.
— Sabe, senhorita Badin. Eu a entendo perfeitamente. _Tive meus olhos incrédulos nele. — Dever favor para um narcotraficante de dupla personalidade e capaz de enganar a própria família por fingir ser o que não é... Eu não queria está na sua pele agora que sei onde mora.
Com os olhos lacrimejante, suspirei.
— Eu te odeio... _Minha voz saiu trêmula pela raiva gritante.
— Os que não me ama, me odeia. É compreensível. _Pegando em meu queixo ele subiu para que pudesse o ver tão glorioso, vitorioso e intragável. — Agradeça sua mãe e diga que antes que sintam minha falta estarei de volta para conhecer seu irmãozinho. Beijos senhorita.
O observando partir soube que ele era o proprietário do inferno.
Eu tinha o sangue do demônio circulando minhas veias. Tornaria-se eu, uma demoníaca?