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2553 Words
Dulce  Tiramos o domingo para limpar a loja. Enquanto eu varria o chão, Angelique dobrava alguns tecidos e minha mãe lavava outros nos fundos.  Na rua, começamos a ouvir alguém gritar, parecia ser um dos anúncios reais. Eu e Angelique fomos até a porta da loja e observamos um dos anunciantes num cavalo, enquanto gritava.  — A corte de Seráfia anuncia tristemente que esta manhã, perdemos vossa majestade, o rei Victor. O seu enterro já aconteceu com a presença apenas de seus filhos, seus serviçais e sacerdotes da igreja. A lápide do rei será posta amanhã, sem direito à visitação até segunda ordem!  — Teremos um novo rei, eu sempre quis assistir uma coroação! — Angelique deu um pulinho de alegria.  — Meu Deus, mulher! O rei acabou de falecer! — a repreendi.  — Eu sei, mas devo lamentar? Não era um familiar meu. — deu de ombros. Eu neguei com a cabeça e revirei os olhos.  — O pai do Daniel também morreu hoje. — eu franzi a testa. — Curioso.  — O pai do Daniel morreu? — Angelique arqueou as sobrancelhas. — Que coisa horrível, ele deve estar péssimo!  — Sim, ele está. — lamentei. — Agora que o rei faleceu,eu imagino que as coisas no castelo virem uma correria. Talvez ele fique alguns dias sem me ver. — suspirei com desânimo.  — Por que você não costura uma capa para ele? Aposto que ele ficaria bem animado se o presenteasse.  — É uma ótima ideia! Vou separar o melhor tecido que tivermos!  Passei dois dias dedicando-me a criar a melhor capa que eu pudesse. Não tinha tanto jeito com a costura quanto a minha mãe, na verdade, eu ainda estava aprendendo. Mas concentrei-me tanto que a capa até parecia ter sido feita por um alfaiate.  Escolhi um tecido aveludado na cor vermelha escura e em amarelo, eu bordei o brasão do reino no lado esquerdo do peito. Esperava que ele gostasse daquilo e que esse presente lhe trouxesse um pouco de alegria após os eventos ruins.  Eu não o vi durante aqueles dias, mas ele sempre mandava recados por Maitê, dizendo que estava bem e que não via a hora de encontrar-se comigo novamente.  Numa tarde um pouco gélida, a clientela na venda não estava indo muito bem e nós passamos o dia apenas conversando.  — Eu odeio dias frios. — Angelique disse. — Daria tudo para estar de frente à uma lareira agora. — fechou os olhos e suspirou.  — Se você imaginar que está de frente à uma, vai poder sentir o calor. — falei.  Nós duas fechamos os olhos e eu imaginei uma chama alaranjada acender-se diante dos meus olhos. Era uma pena que nós tivéssemos que trabalhar mesmo em dias como aquele. A vida não era fácil e tirar um dia para descansar não era uma opção.  Tornamos a abrir nossos olhos quando ouvimos o barulho de um cavalo em frente. Era o Edgar, que entrou com um sorriso no rosto.  — Boa tarde, damas! — ele disse.  — Boa tarde! — nós duas respondemos em uníssono.  — Dulce, você pode vir comigo? O Daniel quer muito vê-la, mas não pode vir até a aldeia.  — Bem, é que eu ainda estou trabalhando. — eu disse sem jeito.  — Vai lá, Dulce. Não tem muitos clientes hoje e você precisa mesmo ver ele. Aproveita e leva a capa que costurou. — Angelique disse.  — Obrigada. — sorri para ela.  Vesti a minha capa, peguei a capa que tinha feito para o Daniel e depois que Edgar ajudou-me a subir em seu cavalo, nós começamos a sair dali em direção à vila nobre do reino.  Eu tinha ido para lá poucas vezes durante a minha vida, ainda criança, quando meu pai era vivo e vendia diretamente para os nobres. Lembro-me de ter ficado encantada em como tudo era diferente da minha realidade. As casas eram melhores, as pessoas vestiam-se muito bem, com todas aquelas joias que cobriam seus pescoços e braços, as ruas eram vazias, diferente da aldeia que estava sempre muito barulhenta.  E voltando agora, eu pude perceber que tudo parecia igual. Levando em consideração que o dia estava bem frio, certamente eles tinham o privilégio de poder estar em suas casas, com suas famílias e as lareiras acesas que cuspiam a fumaça pelas chaminés.  Edgar parou seu cavalo em frente à uma das casas e me ajudou a descer.  — Essa é a casa do Daniel. — falou. — Ele está sozinho lá dentro. Pode entrar, eu tenho que ir ao castelo, mas voltarei em algumas horas para levá-la para casa. — eu apenas assenti.  A porta estava aberta, então eu entrei e reparei que o lugar tinha cortinas de seda pelas janelas, móveis acolchoados, tapetes de uma alta linha de costura e uma lareira de pedras enorme, que estava devidamente acesa.  Daniel apareceu, saindo de uma das três portas que haviam num corredor após a sala. Ele sorriu para mim e aproximou-se. Quando a luz da lareira iluminou o seu rosto, eu percebi que ele estava com olheiras bem profundas e um semblante cansado.  — Eu estava morrendo de saudades. — ele disse após me abraçar. — Odeio ficar longe de você.  — Eu também. — falei sorrindo. — Tenho uma coisa para você. — o ofereci a capa que trazia em mãos.  Daniel a abriu, olhou como se tivesse aprovado e logo depois, jogou-a por cima de seus ombros e começou a analisar-se no espelho.  — Eu amei! — ele disse.  — Foi a costura mais dedicada que já fiz.  — Você fez? — me olhou surpreso. — Será um prazer usar algo tão bonito que foi feito pelas suas maravilhosas mãos. — ele segurou as minhas mãos. — Agora, vamos até a sala de jantar, eu tenho um banquete especial só para nós dois.  Daniel me levou até outro cômodo, com uma enorme mesa de jantar. Sobre ela, comidas de vários tipos, algumas que eu nunca havia visto antes. Nós sentamos à mesa e começamos a nos servir.  — Sinto-me uma rainha! — declarei.  — Agradeça à Maitê por toda essa comida. — sorriu de lado.  Depois de já estarmos satisfeitos, nos sentamos em frente à lareira, abraçados para nos aquecermos o suficiente. Com a cabeça encostada em seu peito, eu podia ouvir as batidas de seu coração. Aquele barulho era como música para mim e me acalmava por inteira.  Aconcheguei-me ainda mais, fechando os meus olhos para prestar atenção apenas em seu coração e em como ele parecia forte a cada pulsação.  — Obrigada por me fazer sentir tão especial. — eu disse e ele beijou o topo da minha cabeça em resposta. — Eu tenho total certeza de que quero passar o resto dos meus dias ao seu lado. — olhei para cima, para o seus olhos. — Eu te amo.  — Eu também te amo e também quero ficar com você para sempre. — sua frase saiu quase melancólica.  — O que foi? — acariciei o seu rosto.  — Eu faria qualquer coisa para que você nunca pudesse se machucar.  — Do que está falando? — franzi a testa. Ele sorriu fraco e analisou o meu rosto.  — Eu só quero que você esteja sempre bem.  — Eu estou. Ainda mais agora que sei que temos os mesmos interesses um no outro. Fico muito feliz. — eu sorri e ele retribuiu.  — Eu te amo tanto... — suspirou, encostando sua testa na minha.  Sentindo sua respiração bater em meu rosto, eu me aproximei até que nossos lábios se tocassem, num beijo ardente e viciante. Agora eu sentia como se nossas almas estivessem bailando em conjunto, completando-se até formar uma só.  Daniel me puxou para que sentasse em seu colo, ainda mantendo sua boca bem colada à minha. Eu deixei que ele me guiasse daquela forma, deixei que suas mãos percorressem o meu corpo como se estivesse tentando conhecê-lo.  Me aliviava saber que não haviam dúvidas, que ele queria ficar comigo e que me amava tanto daquela forma. Eu estava pronta para me entregar com total confiança no Daniel e em quem ele era para mim.  Abri todos os botões de sua camisa e correndo minhas mãos por seu peito, eu o ajudei a retirá-la e a joguei para longe, deixando o seu abdômen exposto.  Parei por alguns segundos e olhei para a sua pele, branca e luminosa, sem nenhuma cicatriz, nenhuma marca de combate ou um arranhão que fosse. Para um guarda real, até que ele protegia bem o próprio corpo.  — Tudo bem? — perguntou depois que eu demorei olhando para ele.  — Sim.  Com cautela, ele começou a desatar o laço do meu espartilho, o retirando. Logo depois, abaixou as alças do meu vestido e devagar, o abaixou por completo até a minha cintura.  Daniel olhava para toda a extensão do meu corpo, com os lábios levemente abertos e um meio sorriso que quase não podia ser visto. Eu me sentia nervosa por estar tão vulnerável pela primeira vez na frente de um homem.  — Você é linda. — olhou em meus olhos. — Não precisa ter vergonha, o seu corpo é magnífico. — sorriu e eu sorri com timidez.  Ele aproximou seus lábios da minha barriga e depositou um pequeno beijo, que me causou um arrepio que pôde ser sentido na minha nuca.  Em beijos lentos, ele traçou um caminho por minha pele até chegar em meus s***s, que ele segurou delicadamente com suas duas mãos e começou a beijar como se estivesse faminto.  A sensação nova me deixou em êxtase e eu comecei a ofegar, sentindo correntes elétricas atravessarem o meu corpo, parando direto no meio de minhas pernas. Afinal, o que era aquilo? O que era aquela umidade estranhamente prazerosa?  Involuntariamente, levei minhas mãos até os cabelos de Daniel, o atiçando ainda mais para que continuasse com seus lábios e sua língua trabalhando bem em chupões e mordias que me levavam ao céu.  Ele me deitou sobre o tapete e ficou por cima de mim, voltando sua atenção agora para os meus lábios, bem mais ferozes do que jamais estiveram antes.  Eu o queria, mesmo não entendendo bem as novas reações corporais que Daniel estava me causando. Eu só sabia que eu o queria por inteiro naquele instante, o mais rápido possível.  Eu o vi abrir as suas calças e as retirar rapidamente. Eu nem pude olhar para o seu corpo completamente nu, pois o nervosismo me travou e eu só fiquei ali, deitada esperando que algo acontecesse.  Daniel retirou o resto de minhas roupas e se posicionou entre as minhas pernas. Fechei os meus olhos tentando controlar o descompasso da minha respiração.  — Dulce? Está tudo bem, você pode olhar para mim. — ele disse. Eu abri meus olhos devagar e o observei.  Era a primeira vez que eu via um homem nu e achei um tanto quanto curioso. Seu m****o era grande e eu não tinha total certeza de que caberia dentro de mim, o que me fez ficar um pouco mais nervosa.  — Vai doer? — foi a primeira coisa que perguntei.  — Não se você estiver relaxada e confiar em mim.  — Eu confio, mas não sei se posso relaxar. — mordi o lábio inferior.  — Vamos começar com calma. — ele tocou o meu íntimo com seus dedos e eu arfei com o contato.  Ele começou fazendo círculos na parte externa e eu senti algo como cócegas, mas era muito melhor. Mordi meus lábios contendo um gemido, mas não pude mais fazer isso depois que ele aumentou a velocidade do seu toque.  Eu gemi, jogando minha cabeça para trás e deixando minhas pernas bem abertas, para que ele soubesse que podia fazer o que quisesse comigo.  De repente, ele enfiou dois dedos em mim e eu senti uma leve queimação, que me fez olhá-lo com a testa franzida. Ele foi indo e voltando devagar com os seus dedos, até que aquilo ficou confortável e parou de doer.  — Isso é muito bom! — declarei depois que ele acelerou.  — Você quer que fique melhor?  — Ah, por favor! — gemi.  — Era isso o que eu queria ouvir.  Daniel se pôs sobre mim e com o olhar fixo no meu, eu senti quando o seu m****o tocou a entrada da minha i********e. A princípio, foi um pouco complicado fazê-lo conseguir entrar, mas quando já estava lá dentro, ele fez um leve movimento e aquilo doeu bem mais do que quando eram os seus dedos.  — Au! — resmunguei e ele parou.  — Ei, olha para mim. — fiz o que ele disse. — Fica calma, eu não vou machucá-la. Eu respeito você e cada parte do seu corpo, prometo ir no seu tempo e respeitar os seus limites. Eu quero que esse dia seja bom para nós dois. — eu sorri, relaxando toda a pressão do meu corpo. — Eu posso continuar?  — Pode.  Agora que eu estava mais calma, a dor começou a se amenizar até eu não senti-la mais. Daniel abraçou-me e com seus lábios perto do meu ouvido, ele respirava fundo a cada movimento.  Eu podia sentir o prazer me invadindo, enquanto corria minhas mãos por suas costas e usava minhas pernas para entorna-lo, o deixando ainda mais grudado em mim.  O meu desejo era tanto que o líquido que me deixava úmida começou a escorrer para as minhas pernas, deixando tudo ainda mais fácil de ser feito, levando em conta que eu estava molhada e quente.  Daniel beijava meu rosto, meu pescoço e meus ombros, dizia constantemente o quanto me amava e o quanto aquilo era bom só por estar sendo feito comigo. Ouvir aquelas palavras só aumentava o fogo que me consumia.  Em um dado momento, após muito tempo fazendo aquilo, eu senti o meu prazer aumentar ainda mais, até explodir por todo o meu ser, me deixando num relaxamento e um sentimento de satisfação únicos.  Logo depois disso, Daniel parou, saiu de dentro de mim e deixou que o seu líquido branco fosse jogado sobre a minha barriga.  — Desculpe por isso, eu vou limpa-la. — achei adorável o modo como ele levantou rápido e quase correu até a sala de jantar para pegar um pano umedecido.  Ele retornou, limpou a minha barriga e nós nos sentamos de frente um para o outro.  — Isso foi... — eu não conseguia encontrar as palavras certas.  — Muito bom. — ele completou. — Muito melhor do que eu imaginei. — Eu estava pensando exatamente nisso! — sorri. — Por que as pessoas colocam um tabu numa coisa tão boa?  — Tem gente que adora ver os outros insatisfeitos. — deu de ombros. — Eu vou adorar fazer isso mais vezes.  — Eu também. — cheguei mais perto dele e o beijei por alguns segundos.  — É incrível como você consegue tornar tudo muito melhor.  Nós ficamos juntos ali apenas descansando após termos gastado tanta energia. Eu estava feliz por tudo ter corrido bem. Sempre achei que perder a minha virgindade me faria mudar por completo, mas eu me sentia a mesma, com a diferença de que agora eu tinha interesses sexuais com o Daniel.  Possivelmente, minha primeira vez só foi tão especial porque foi feita com ele, em meio a todo aquele sentimento que compartilhávamos.
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