20 mil

1661 Words
Vicente* Já faz uma semana que m*l vejo a garota que interrompe as minhas noites de sono, que me faz tomar banho frio 4 ou 5 vezes por dia para me acalmar e apagar o fogo que explode por ela. Preciso conhecê-la melhor. É hoje! Vou achá-la naquele hospital e convidá-la para sair. Saio para levar a minha vó já nervoso. - O que foi, Vicente? - Nada vó... - Você está tamborilando esses dedos no volante sem parar, está me agoniando! - Minha vó fala de cara feia. Ela não está boa das fuças hoje. Mas fazer o que, todos temos os nossos dias ruins, imagina uma senhora de 80 anos. Sigo controlando meus batimentos e respiração. Entro no hospital e não a vejo. Já são 18 horas. Hoje a minha avó quase não veio. Ela tem dessas às vezes, diz que vai morrer e pronto! Mas não vai ser hoje! Levo-a enganchada em meu braço até o quarto que ela costuma ficar. Mas para o nosso azar, ou mais para o meu azar, saio de lá sem ver a minha pequena beldade. Mas voltarei! De hoje não passa! Deixo a minha avó em casa, já são quase 21 horas, converso um pouco, deixo os empregados avisados do mau humor dela, e volto para o hospital. Estacionando o carro, vejo-a saindo correndo do hospital. - Droga! - Vejo-a entrar em um táxi, e o que eu faço? Me ponho a seguir o táxi. Um pouco obcecado, eu sei. Mas assim que ela chegar em casa, eu desço e a convido para um jantar. E vou fazer do jeito certo! Jantar, cinema, e daí, se tudo der certo, cama! Pedido de namoro, casamento, 3 filhos... De repente percebo que não é o caminho para casa dela. Bufo e soco o volante. - Para onde ela vai? - Sigo o táxi, até vê-lo parar em frente a uma boate. Mas não qualquer boate, é uma boate que tem strippers e rola de tudo lá dentro. Travo os maxilares. Não é possível que aqueles olhos angelicais tenham me enganado! Não é possível que estava planejando uma vida, com uma qualquer interesseira. Fecho os olhos e tento me acalmar. Afinal, posso não ter encontrado a mulher ideal para mim, mas posso aproveitar do que ela tem a oferecer então! Entro na boate e na entrada me oferecem uma máscara, e eu diria que era a máscara do batman. Pego-a e me encaminho para o interior do local. Faz anos que não venho a boates, tinha me esquecido de como era. Me sento e passo os olhos pelo lugar cheio de gente. Uma típica sexta-feira. Então meus olhos pousam na bela enfermeira. E mesmo a vendo linda, com um top justo e uma saia curta, tudo que me passa na cabeça, é em quão falsa ela é. Se fingiu de boa moça, sem interesse, quando na verdade trabalha numa das maiores boates do estado e com certeza a maior da cidade. Ergo a mão e a chamo. Ela vem devagar, e enquanto passa por uma mesa com três homens, um bate na b***a dela, que apenas fecha os olhos e segue até mim. Estreito os olhos e peço um drink, ela anota e só então ergue os olhos. Os olhos verdes como as profundezas do mar estão rasos d'água. Franzo o cenho minimamente, então agradeço. Ela sai e logo retorna com minha bebida. - Qual o seu nome? - Pergunto com voz firme e seca. Era o que ela merecia de mim. Daniela* Hoje o dia está sendo terrível! Morreram dois pacientes que eu cuidava, já eram idosos, mas eu era apegada a eles. Depois o médico do meu irmão veio falar comigo, que ele precisa de novas medicações, pois seu quadro progrediu, e o ideal era ser o mais rápido possível para aproveitar o congelamento da doença, para quem sabe logo entrar em remissão. 50 mil. Era 50 mil o tratamento novo completo, e não tinha como comprar pingado. Meu coração dilacerado, desesperado sai do hospital correndo. Chego na boate e me coloco a atender. m*l vejo os clientes e nem brigo quando batem em minha b***a. Apenas sigo, porque quanto mais atendo, mais ganho. Me paro de frente ao homem engravatado com uma máscara preta, cobrindo-lhe os olhos e o nariz, deixando apenas a boca e a barba aparecendo. Os olhos escuros me fitam com intensidade, e poderia até dizer que já os vi antes. Seria algum médico? Anoto o seu pedido e vou buscar, nisso meu celular vibra. O médico mandando mensagem, avisando que conseguiu uma dose para o meu irmão, e o efeito foi quase imediato. Ele conseguira mover o dedo do pé. Meu choro entala na garganta, e quando entrego o drink ao mascarado e ele me pergunta meu nome, de uma forma grosseira, fraquejo. Meus olhos marejam mais do que já estavam, e fecho os olhos deixando as lágrimas caírem. Eu estava exausta, tanto fisicamente, como emocionalmente. Não ia aguentar levar mais desaforo pra casa. Respiro fundo e encontro os olhos negrös me encarando curiosos. - Porque precisa do meu nome? - Encontro minha voz para falar. O homem demora alguns segundos para falar. - Sente-se, tenho uma proposta. - Por alguns segundos fico parada apenas o encarando. Eu estou interessada em uma proposta? Mordo o lado interno da bochecha, então ouço a voz grave sobressair o som alto. - Te dou 20 mil para se deitar comigo. - Pisco algumas vezes, confusa com o que ouvi. Ele disse 20 mil? Já ouvia que a que melhor recebeu de um ricasso, foi uns 5 mil por aqui. Mas 20 mil? Minha cabeça começa a trabalhar rápido, 20 mil ajudaria muito. Sento na cadeira a frente do homem. Enquanto o encaro um sorriso sinistro brota em seu rosto. Vicente* 20 mil e ela se senta na minha frente. Não posso acreditar que quase caí na armadilha de uma prostitutä! É só mais uma interesseira, que prefere dar por dinheiro. Analiso-a enquanto ela me encara com os olhos bem abertos. E que grande merda, ainda pareciam doces e inocentes. - Ok! - Ela diz por fim, e apenas engulo seco. Estava sedento por ela, mas ao mesmo tempo desesperadamente decepcionado. Ela larga a bandeja e me estende a mão, pego e ela me encaminha para uma porta dupla, que segue por um corredor para uma escada. Ela sobe na minha frente e posso ver a calcinha dela. Bela b***a! Ela abre a primeira porta do corredor, e me pergunto quantos ela já levou para aquele quarto. Entro e a puxo pelo braço, fazendo seu corpo colar no meu. Olho com t***o e devoro sua boca. A boca mais doce que já provei. O beijo é bom, mas ela não consegue acompanhar a minha voracidade, então diminuo um pouco, e que delícia de mulher. Ela sabe mesmo usar a boca... imagina... aaah ... Sinto as mãos tocarem meus ombros, e a aperto contra meu corpo, para que sinta o meu m****o latejando por ela. O corpo dela estremece, e é exatamente isso que quero. Abro o zíper lateral da sai e deixo-a cair no chão, levo a mão a i********e já úmida e me dá vontade de urrar como um louco por aquele corpo. O cheiro suave dela, me inebria, e quando me dou por conta já tirei o top, e acarício e aperto os s***s fartos e firmes. - Gostosa... - Sussurro em seu ouvido e a empurro em direção a cama. Ela apenas segue o que eu mando, quase como uma submissa, e eu até gosto das submissas, mas ela está parada de mais. Tiro minhas roupas enquanto observo a falsa tímida de pernas fechadas me esperando na cama. Subo em cima dela e a beijo novamente, o corpo dela estremece e se arrepia sob mim, afasto as pernas e coloco um dedo em sua região encharcada. Tiro a mão e chupo os dedos enquanto a encaro. Olho em volta e não vejo preservativos, e não trouxe nenhum comigo. - Preservativo, onde tem? - Questiono a garota muda em baixo de mim. - Não... não sei. - Bufo. - Tem alguma doença? - Como se eu pudesse confiar em uma prostituta. Mas eu preciso tê-la! - Nã, não! - Ela parece indignada, e bom, vou acreditar. - Se me passar alguma doença volto aqui para te caçar. Os olhos bondosos demonstram horror e ela apenas assente. - Espera. - Ela me segura pelos ombros. - Meu, meu dinheiro. - Travo os dentes e me levanto, pego o celular da calça. - Qual teu pix? - Ela me diz o número de seu telefone, faço o pix e o celular dela apita ao lado. - Pronto? Posso te comer agora? - Vejo os olhos dela novamente se indignarem, mas ela apenas assente. Estou com raiva. Raiva de ela ser assim tão fácil por dinheiro. Me deito sobre ela, afasto suas pernas e meto. Sinto os dedos finos cravarem as unhas curtas nos meus braços, e a careta de dor dela, seguido um grito abafado pela boca fechada. - O que foi? - Questiona parando qualquer movimento. Teria entrado rápido ou forte de mais? Vejo-a assoprando, inspirando e expirando como se fosse muita dor, saio dela e ela dá um grito. Merda! Merda! Merda! Sangue, sangue, sangue! - O que é isso? - Digo paralisado. - Era virgem? - Uma prostituta virgem? Não... não pode ser... - Sim. - Ela me responde em um fio de voz. - Me vendeu sua virgindade? Por 20 mil? - Ela solta o choro e se encolhe. - Posso ir tomar um banho, depois eu volto. - Apenas assinto e ela sai correndo, me deixando ali de cenho franzido, coração acelerado e completamente confuso. Após alguns minutos ouço o chuveiro desligar, e decido ir embora. Não estou conseguindo assimilar tudo que aconteceu aqui hoje. Visto minhas roupas ligeiro e saio do quarto, sem olhar para trás.
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