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Blurb

Antony nunca pertenceu a ninguém.Intenso, provocador e absurdamente sedutor, ele sempre viveu como quis, sem promessas, sem limites e sem permitir que qualquer mulher ocupasse espaço demais em sua vida. Conhecido por partir corações com a mesma facilidade com que conquista sorrisos, ele nunca acreditou em amor… até Laura aparecer.Laura carrega cicatrizes invisíveis.Depois de sobreviver a um trauma que mudou sua vida para sempre, ela aprendeu a desconfiar, a fugir e a jamais baixar a guarda perto de homem algum. Amar alguém não faz parte dos seus planos — na verdade, se aproximar já é assustador demais.Mas tudo muda quando Antony cruza seu caminho.O homem que deveria representar exatamente tudo o que ela teme se torna, aos poucos, o único capaz de fazê-la se sentir segura. E Antony, pela primeira vez na vida, percebe que nenhuma aventura vazia se compara ao desejo de ter Laura em seus braços.Só que amar alguém quebrado exige paciência.Enquanto Antony luta para provar que pode ser mais do que um mulherengo impulsivo, Laura precisa enfrentar os fantasmas do passado e decidir se conseguirá confiar outra vez.Entre desejo, medo, ciúmes e uma atração impossível de controlar, os dois descobrirão que algumas pessoas chegam para destruir nossas barreiras… e reconstruir nosso coração. Mas será que Laura conseguirá se entregar ao homem que jurou nunca amar ninguém?

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Entrevista
Por Antony Porra de sessões de terapia... Eu realmente imaginava que fazer terapia seria simples: eu sentaria em uma poltrona confortável, despejaria todos os meus traumas, problemas e pensamentos perturbados enquanto a psicóloga apenas ouviria em silêncio, balançando a cabeça como se entendesse tudo. Mas não. Ela pergunta. Pergunta demais. E eu odeio perguntas. Agora estou sentado na minha sala, com uma caneta girando entre os dedos e uma folha cheia de questões idiotas enviadas por e-mail pela minha psicóloga — uma senhora de cinquenta e sete anos que claramente sente prazer em invadir a mente alheia. Segundo ela, eu precisava responder aquilo e levar as respostas na próxima sessão. Ridículo. “O que te levou a fazer terapia?” Essa é fácil, doutora. Pesadelos recorrentes com a morte dos meus pais. Sangue, gritos, lembranças que voltam toda madrugada como um filme maldito. “Quais são as pessoas mais importantes da sua vida?” Pergunta clichê pra c*****o. Mariana. Lorenzo. Yan. Minha irmã, meu irmão e meu melhor amigo — que agora também namora minha irmã. Somos nós por nós desde sempre. “Você pensa em casar e ter filhos?” Solto uma risada nasal enquanto encaro a pergunta. Doutora, eu tenho trinta e um anos, dinheiro suficiente para fazer o que eu quiser, a hora que eu quiser, com a mulher que eu quiser. Por que diabos eu me prenderia a casamento? Namorar já parece um saco. Casar então? Nem fodendo. Filhos... talvez um dia. Mas sem esposa. Se eu realmente quiser uma criança no futuro, pago uma barriga de aluguel e resolvo isso. Continuo respondendo aquela tortura psicológica quando o telefone interno toca, interrompendo meus pensamentos. Atendo imediatamente. — Pois não? — Senhor Antony, aqui é da recepção. Tem uma moça chamada Laura dizendo que veio para a entrevista. Merda. A entrevista. Eu havia esquecido completamente. Arrumo os papéis espalhados pela mesa, puxo o currículo dela e m*l tenho tempo de organizá-lo antes de uma batida soar na porta. — Pode entrar. A porta se abre devagar. — Com licença... A voz rouca e suave atravessa a sala feito uma provocação. Sexy pra c*****o. Levanto os olhos. E por alguns segundos simplesmente esqueço como respirar. Porra... A mulher mais linda que eu já vi. Rosto delicado, boca carnuda desenhada perfeitamente, olhos enormes em um tom indefinido entre castanho e verde, cílios longos, nariz arrebitado e cabelos ondulados caindo pelos ombros de forma quase selvagem. Ela me encara assustada. Acho que fiquei olhando tempo demais, porque ela desvia os olhos rapidamente e abaixa a cabeça, tímida. Limpo a garganta e me levanto. — Antony. Estendo a mão. Ela hesita por um instante antes de aceitar o cumprimento. Seus dedos estão levemente trêmulos dentro dos meus. Seguro sua mão com firmeza, tentando ignorar a estranha descarga elétrica que sobe pelo meu braço quando ela volta a me olhar. Olhos grandes. Inseguros. Bonitos demais. Puxo a cadeira diante da mesa. — Sente-se, Laura. Vamos conversar sobre a vaga. Abro seu currículo e arqueio uma sobrancelha. Formada em contabilidade. Quase rio. A garota claramente tinha capacidade para empregos muito melhores do que trabalhar no meu bar, talvez no meu escritório seria o ideal. — Você é formada. Por que está procurando vaga aqui? Ela junta as mãos sobre o colo. — Eu procurei trabalho na minha área, mas ainda não consegui nada. Sou nova na cidade e preciso trabalhar. A sinceridade dela me pega desprevenido. — Tem experiência como barista? Antes que ela responda, minha porta abre. Yan entra rapidamente. — Fala aí. Laura sequer levanta os olhos para ele. Yan me lança um olhar curioso antes de sair novamente. — Então? — volto minha atenção para ela. — Trabalhei como barista durante a faculdade. Era como eu pagava meus estudos. A voz dela continua baixa, mas firme. — Você parece tímida. Aqui é lotado, cheio de gente bêbada da alta sociedade, por vezes esnobes. Tem certeza que consegue lidar com isso? Ela ergue os olhos diretamente para mim outra vez. E dessa vez sustenta meu olhar. — Eu consigo. Simples. Direta. Interessante. Fecho o currículo. — Pode começar hoje? Ela pisca surpresa. — Sério? — Isso é um sim? Um sorriso pequeno surge em seus lábios. Porra... Ela sorrindo deveria ser ilegal. — Claro. Obrigada pela oportunidade. Levanto da cadeira. — Vou te apresentar o pessoal. Dou a volta na mesa e ela se levanta junto comigo, ficando um pouco na minha frente . Erro. Grande erro. Porque agora consigo observar o corpo dela de verdade. Cintura fina. Quadril desenhado. s***s volumosos escondidos sob uma camisa branca simples que não esconde p***a nenhuma. E quando ela vira de costas... Cristo. Que b***a. E seu cabelo, bate no final das costas, caindo como ondas brilhantes em um tom castanho médio com alguns fios marrons . Automaticamente minha mente cria imagens impróprias demais para alguém que acabou de contratar a garota há cinco minutos. Nunca me envolvi com funcionárias. Nunca misturei trabalho com sexo. Mas Laura definitivamente parece o tipo de problema que um homem aceita ter. Levo-a até o bar e peço para um dos funcionários ajudá-la durante os primeiros dias. Subo novamente para minha sala. Do andar superior observo o movimento aumentando enquanto a música toma conta do ambiente. Meus olhos encontram Laura atrás do balcão. Ela segura a coqueteleira enquanto atende um grupo de homens sentados próximos dela. Os caras estão praticamente babando. E honestamente? Eu entendo. Quando ela sai detrás do balcão, percebo as pernas longas expostas pela saia curta do uniforme. Franzo a testa imediatamente. Quem c*****o entregou aquela saia pra ela? Pego o celular para resolver aquilo, mas sou interrompido por uma ligação de um fornecedor. Alguns minutos depois, uma batida brusca na porta chama minha atenção. — Entra. Meu segurança aparece primeiro. Laura vem logo atrás dele. Os olhos dela estão marejados. Meu corpo endurece na hora. — O que aconteceu? O segurança cruza os braços. — Ela deu um tapa na cara de um cliente e jogou bebida nele. Olho para Laura, surpreso. — Por quê? Ela me encara indignada. — Porque ele passou a mão na minha b***a. Sinto a raiva subir imediatamente. Filho da p**a. Mas ainda assim preciso controlar a situação. — Laura... você deveria ter chamado um dos seguranças. Ela pisca, incrédula. — Como é? A voz dela sobe. — Vocês colocam uma saia ridícula em mim, um cara tenta me assediar e a única coisa que você tem coragem de dizer é que eu não deveria ter reagido? Merda. — Não foi isso que eu quis dizer. — Ah, foi sim! — ela rebate furiosa. — Você é igualzinho a eles. Ela aponta para mim, tremendo de raiva. — Aliás, devia entregar esse uniforme pra sua mãe usar. Ou pra sua irmã. Quem sabe assim você entende! Antes que eu consiga responder, ela gira nos calcanhares e sai da sala batendo a porta. O silêncio pesa no ambiente. Passo a mão pelo rosto lentamente. Então olho para o segurança. — Quero o nome do cara que encostou nela. Minha voz sai fria. Perigosa. Porque ninguém encosta em uma mulher dentro do meu estabelecimento. E aquele filho da p**a vai aprender isso da pior forma.

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