Capítulo 3

3518 Words
Henry tentava respirar normalmente, mas aquele assunto pairava na sua cabeça. Ele aguardava na grande sala, estava sentando no divã de cor preta. A porta foi aberta e por isso o moreno se levantou e encarou o amigo de olhos perolados, que o olhava com confusão. — Me ajuda Kenji! — O homem suspirou para o amigo e tirou seu óculos de grau. — Te ajudar com o que, Henry? —A porta foi fechada, Kenji se sentou na poltrona confortável e de cor bege, que ficava próximo ao divã que Henry se sentou novamente. — Eu estou casado! — Kenji explodiu em uma gargalhada alta e espontânea, o terapeuta olhava o moreno que o encarava com raiva, ele procurou algum sinal de que aquilo fosse uma brincadeira mas não encontrou. — Está falando sério? — Questionou. — Sim, cara! Mas isso não é o motivo pelo qual eu vim. — O moreno respirou fundo. Kenji se concentrou no amigo. — Nossa Henry, nunca te vi tão aflito. Me diz logo, qual o problema? — Henry não sabia bem o que falar, mas ele precisava. — O Liam! Ele tem um jeito peculiar, ele é inocente de mais, até nas palavras, não são palavras de uma pessoa de dezoito anos, e sim de uma pessoa de oito! — Kenji se atentou a cada frase que o amigo falava. — Como assim, Henry? — Ele fala como uma criança, e age como uma na maioria das vezes, faz birra, gosta de roupas mais infantis, seu vocabulário não há palavras complexas, e sim palavras infantis. Entende? — Kenji conhecia bem aquele quadro, na verdade isso poderia ser grave ou não, o amigo parecia realmente nervoso com aquilo tudo. — Olha Henry, vamos fazer o seguinte, peça ao Liam para vir aqui. Pode ser? — Agora? — o amigo confirmou, e por isso Henry mandou uma mensagem para Niall, pediu que levasse o loiro até ali. Se passaram quase uma hora, e quando o secretário/namorado de Kenji avisou a chegada dos demais, Henry arfou. — Oi Hezz! — O loiro disse animado para Henry, que apenas sorriu e deu pequenas batidas no seu lado e o loiro foi até ele, como uma criança feliz. Kenji acompanhou com seus olhos, toda a movimentação do menor, e ali entendeu bem o que seu amigo falava. Liam parecia ter cinco anos! O menino estava com um moletom laranja que tinha bichinhos espalhados como estampa, um short amarelo e preto folgado mas curto, o cabelo estava espetado mas dava para ver, que ouve uma tentativa de arrumar os fios rebeldes. — Liam se sente, e fique quieto por um tempo. Pode ser? — Henry falou com ele como se o garoto fosse uma criança. Niall se retirou, disse que aguardaria lá fora, mas Henry sabia que era para encontrar Selena, uma das funcionárias do consultório. — Liam esse é meu amigo, Kenji! — Henry apresentou, o loirinho levantou os olhos e ao encarar o médico, sorriu abertamente. — Você parece com a minha amiga! — Ele exclamou animado, Kenji sorriu em direção ao menor. — É? E qual é o nome dela? — o perolado perguntou. — Hinata! — Respondeu com a mesma empolgação. — Ela é minha irmã mais nova! — Liam sorriu com a informação, por mais que Henry tenha mandado ele ficar quieto, Liam não conseguia e por isso mexia as pernas sem parar, olhava tudo ao redor e queria na verdade chamar a atenção de Henry, mas tinha medo, quando morava com os avós, ele já apanhou muito por interromper uma conversa. Kenji reparou no esforço do loiro para ficar o mais quieto possível, teve uma ideia mas não sabia se iria funcionar, se levantou rapidamente e foi até o armário que tinha na sala, de lá pegou alguns livros, lápis de cor, e até alguns jogos. Se aproximou do loirinho e sorriu em sua direção. — Você gosta de colorir? — Kenji perguntou e o loiro confirmou, Henry olhava aquilo tudo e por alguns segundos, quis m***r Kenji por tratar Liam daquele jeito. Mas, a forma que o outro sorriu, e se empolgou com os livros, lápis e brinquedos, ele desistiu. — Por que não senta ali, na mesa? — o terapeuta apontou para uma mesa redonda, que tinha em frente a grande vidraça. Liam olhou para Henry que permitiu, com um aceno de cabeça. Liam se levantou e foi, começou a colorir e a desenhar. — Infantilismo! — Kenji disse ao amigo. — Como é? — Henry perguntou. — Vou fazer alguns exames, e mais algumas sessões, mas Liam aparentemente tem um grau de Infantilismo. Ele age como uma criança, uma parte do seu cérebro não cresceu ainda. Henry olhou o jovem tão concentrado, sorriu triste, naquele momento se lembrou das carícias nada inocentes, que trocou com o pequeno. Ele não se arrependia de ter comprado Liam, muito pelo contrário, no começo ele apenas queria alguém para que sua mãe não o enchesse mais. Iria ser com a pessoa a mesma coisa que era com todos, frio e sem se importar com a presença alheia, mas acordar e ver Liam fazendo café para ele, se animando toda vez que Henry o elogiava minimamente, ficando feliz por ter recebido um elogio dos professores. Henry não podia ser frio com ele, não podia não ligar para ele. A vontade de proteger era maior, do que a vontade de afastar. — Kenji...— O moreno começou já tremendo com a possibilidade, de ter abusado do loiro. Mas ele parecia, querer tanto! — O que foi? Parece que está com medo, de alguma coisa. — Kenji perguntou cuidadoso. — A gente se beijou! — a voz saiu baixa, mais desesperada. — c*****o! Eu sou um a******r? Eu abusei dele? — Henry, se Liam quis, está tudo bem. Ele ter algum grau de Infantilismo, não anula sua vida s****l. Se ele permitir que você o toque, não se preocupe em estar abusando do menino! — Tem certeza? — Perguntou ainda com aquele medo, dentro de si. — Claro que tenho, Hezz! — Henry olhou irritado para o amigo, que sorriu debochado para ele. — Olha Henry, vou fazer alguns exames com ele, mas eu aconselho a ir com acalma com o garoto, não em questão s****l. Mas sim em não gritar com ele, tente não ser rude com ele, pessoas com Infantilismo tendem a gostar, de serem chamados por apelidos carinhos, como bebê, meu bem, neném e por aí vai, gostam de atenção e carinho, gostam também de coisas para crianças como jogos infantis ou livros de colorir, suas roupas tendem a serem infantis também. Mas, coloque regras, se não é capaz dele riscar todo o seu carro como uma forma de chamar sua atenção. Assim como uma criança ele precisa de regras e limites. Henry olhou o loiro, e o viu brincando com um jogo um tanto bobo, mas ele parecia tão concentrado naquilo que o achou fofo, queria ver mais daquela feição, reparou nas roupas do menino e ficou analisando o moletom estampado por bichinhos e o short também remetido à algo infantil. Se Liam era assim, ele poderia cuidar dele. Não poderia? ⚜ Liam estava animado, ele e Henry estavam comprando muitos livros de colorir, lápis de cores, canetas para colorir e até mesmo giz de cera, Liam não parava de sorrir. Mas o sorriso animado sumiu, ao ver uma das atendentes tocar Henry, o moreno tentava ser educado e se afastar mais a mulher loira e baixinha insistia em tocar o mais velho. Liam cruzou os braços e inflou suas bochechas que já estavam vermelhas de raiva, olhava aquela cena e queria gritar com a mulher, mas não queria parecer uma criança birrenta, ele odiava ser chamado assim. Henry procurou com os olhos o jovem loiro, e ao se deparar com ele completamente vermelho de raiva, no mesmo instante saiu de perto da vendedora dando uma desculpa qualquer, em poucos passos alcançou o mais novo. — Não faz essa cara, bebê! — pediu tocando as bochechas do mais novo. — Por que deixou, ela te tocar? — Kenji tinha avisado Henry que o mais novo, poderia sim ser maduro em muitas situações, porém em situações de ciúmes ele poderia ser muito, muito infantil. — Eu não deixei, por isso eu saí de lá. Que tal a gente pagar tudo isso, e irmos comprar alguma coisa para comer?— Os olhos do loiro se iluminaram. — A gente pode ir naquele lugar, que dá uma coroa? — ele perguntou baixinho. — Burguer king? — Henry perguntou, ele não gostava de hambúrguer. — É que... bem...— o loiro parecia envergonhado. — Eu sempre quis ir lá, para usar a coroa igual o príncipe Navin da Tiana. — Por que você nunca foi? — Henry não entendia como um jovem de dezoito anos, não tinha em um fast—food tão comum. — Meu avô Não me deixava sair, ele tinha vergonha por eu ser tão afeminado, ele dizia que meninos igual a mim, não mereciam usar coroas. — Liam disse tudo com a voz baixa e tristonha. Henry queria muito, ir atrás desse homem e bater nele até ele ficar irreconhecível. Mas, Liam não falava o nome do avô, e ainda tinha o fato que ele era a cara do seu padrinho. O bom é que Nathan estaria chegando em uma semana, e ele perguntaria ao loiro mais velho, se ele tinha filhos. Mas, ele temia que Nathan soubesse da existência de Liam, e mesmo assim tivesse rejeitado o pobre coitado. — Você quer ir lá? Tem certeza? — Henry perguntou sorrindo. — Você é forte bonito e grandão, você pode ir lá, não pode? Se eu for com você, eles vão me dar a coroa, e eu prometo ser bonzinho para usar ela. — Liam tinha um olhar tão doce, que o Nara não conseguia imaginar, alguém maltratando um ser tão delicado e perfeito. — Você também é lindo, não é grande mas é o baixinho mais lindo que eu já vi! — Liam sorriu com o elogio. Pagaram tudo o que tinham comprado, Niall foi dispensado, e por isso era Henry quem levava todas as sacolas. Liam não estava mais pulando e brincando, depois de alguns olhares maldosos, o loiro apenas ficou agarrado ao braço direto de Henry, que estava com uma calça preta, botas pretas e uma camisa social azul escura, e nos olhos um óculos escuro, já que o shopping que estavam entrava muita luz natural. Quando finalmente chegaram ao “BK”, igual Liam chamou, Henry escolheu uma mesa e deixou o pequeno ali, tinha apenas duas pessoas na sua frente, por isso foi bem rápido. — Boa tarde senhor, em que posso ajudar? — o atendente perguntou. — Me dá depois combos do mais completo, e a coroa. — o moreno respondeu um tanto simpático. — Senhor, as coroas estão acabando, por isso estamos dando apenas para crianças, e eu pude ver que o senhor não tem uma criança. — Henry respirou fundo e olhou o garoto. — Mas eu quero a d***a da coroa, se tiver que pagar a mais, tudo bem. Só me dá a coroa. — Senhor eu não posso! — Henry sabia que ele estava cumprindo ordens, mas aquilo estava irritando o Nara. — Me dá a coroa! — Não podemos! — Eu quero essa maldita coroa, ou eu compro essa empresa, só para te demitir! — O jovem se encolheu com a voz grossa e dura de Henry. — Algum problema? — um homem alto se aproximou, no crachá estava escrito “gerente”. — Eu só quero a p***a da coroa! — Henry estava irritado. — O senhor tem uma criança? — Não! Mas eu vou levar essa coroa! — Henry já estava pronto para mandar comprar aquele rede de fast—food, só para demitir aqueles dois. Mas, uma outra funcionária sussurrou algo no ouvido do gerente, que arregalou os olhos. Encarou Henry e antes de falar limpou a garganta. — Vai querer só uma? — o homem perguntou. — Tem quantas?— Henry quis saber. — Temos quinze! — Ótimo, Liam poderia usar coroa durante quinze dias, ou até Henry mandar fazer uma especialmente para ele. — Me dá as quinze! — Mas, senhor elas são para as crianças! — Que se dane as crianças, os pais delas que comprem coroas para elas. — Ele queria o xingar, mas estava com medo. — Claro senhor! — Henry sorriu, Liam iria ficar muito feliz. Demorou cerca de trinta minutos, quando foi entregue duas bandejas para ele, tinha oito coroas em cima de uma das bandejas e sete em cima da outra. Depois de pagar pelos lanches, ele caminhou até a mesa. Liam arregalou os olhos ao ver tantas coroas. — Nossa Hezz, que montão de coroas! — Ele disse animado, montando uma e colocando em sua cabeça. — Estou igual a um príncipe? O loirinho sorria empolgado. — O mais lindo de todos! ⚜ O ar era pesado, poucos ali conseguiam respirar de verdade. Henry estava com raiva, era a noite de uma sexta feira, tinha tido um dia perfeito ao lado de Liam, e agora estava ali, tendo que resolver questões com quatro homens, que acreditavam que tinham o direito de agredir mulheres, por serem apenas mulheres. — Vamos lá, eu preciso do nome de vocês, okay? — Alec perguntou, ele resolvia a papelada dos mortos, para não termos nenhum problema. — Adam Klein, Charles Braun, Jordan Meyer e Peter Schulz, todos da Alemanha, Idades entre dezenove e vinte anos. Filhos de empresários, e com uma ficha suja mais encoberta pelo dinheiro, dos pais. Alec falava alto, os homens estavam machucados mas ainda estavam conscientes. — As informações estão corretas? — Alec perguntou aos homens, que não falaram nada. Archie chutou a cara de um deles. — Responde logo, na hora de fazer m***a não ficou calado, tenho certeza! — Archie gostava de torturar pessoas, ainda mais abusadores, era seu hobby preferido. — S-sim, estão c-corretas! — um deles falou. — Eu sou o Charles. — Ele dizia com dificuldade, deve ser por causa dos ferimentos! Por que eu estava, ali mesmo? — Hum... Harry? — Chamei fazendo meu irmão me olhar. — Por que eu estou aqui mesmo? Algum deles vai ser meu? — Henry, aquele ali — Ele disse apontando para um dos homens, que estava a esquerda, ele tinha cabelos vermelhos. — É primo de segundo grau de Liam Willians! — Meu coração acelerou. — Aparentemente a avó de Liam não está nada bem, e ninguém quer cuidar da velha, ele veio aqui para procurar seu marido. Respira Henry, respira! Me aproximei a passos calmos, encarei o homem e ele estava bem machucado, e seus olhos azuis lembravam realmente meu loirinho. — Você! — Eu disse chutando a perna do homem que grunhiu de dor. — Por que veio, ao Reino Unido? Por que está em Londres? Ele não iria responder eu vi em seu olhar. Por isso pisei com força em seu pé, fazendo o mesmo dobrar e ele soltar um grito de dor. — Responde! — M-minha bisavó, está d-doente, tenho um primo que está sumido. Eu vim procurar ele. — Ele estava com dor, machucado e eu sentia raiva dele. — Por que está atrás, do Liam? — Perguntei, o vi arregalar os olhos. — Você conhece ele? — Sim! Ele é meu! — A possessividade estava presente em minha voz. — Eu não sabia, que ele era uma das suas putas. — O sorriso debochado e manchado de sangue. Sorri de volta para ele, mas lhe acertei um soco no rosto, ele cuspiu um pouco de sangue. Me olhou e seu sorriso havia sumido. — Ele é meu marido, e você vai me contar aonde seus avós moram. — O vi negar, sorri novamente para ele, com uma certa força, pisei em seu joelho e pude ouvir os ossos se quebrando, o grito foi tão alto, que ecoou por todo o galpão. — Torture ele primo, preciso saber aonde está os avós do Liam! — Archie sorriu, Harry não gostava quando Archie perdia o controle e se empolgava. Isso sempre resultava em muito sangue, muito mesmo. ⚜ Já era tarde quando voltou para casa, em baixo de uma chuva forte. Os raios cortavam o céu, os barulhos de trovões causavam arrepios, Henry nunca se incomodou com chuva mas ao abrir a porta do seu quarto, ele viu Liam chorando baixinho encolhido em baixo da coberta, naquele momento ele odiou aquela tempestade. — Bebê? — Henry chamou se aproximando, Liam tirou o edredom pesado de cima de si, se jogou em cima de Henry o abraçando muito forte. — Eu e-estou com medo! — O pequeno corpo tremia, e Henry se xingou por ter demorado tanto. — Eu já estou aqui! — Henry disse calmo. Foi preciso quase uma hora e um banho quente, para acalmar o jovem, eles acabaram deitados e abraçados na grande cama. Henry fazia carinho nos cabelos loiros, e novamente sua mente vagou até seu padrinho. — Li, você conheceu seu pai?— Henry perguntou cuidadoso. — Eu te conto, se você pegar um chocolate quente, para mim! — Liam disse manhoso. Henry pensou em recusar, mas era o Liam. Desceu e fez o chocolate quente, quando estava prestes a subir as escadas, viu Liam deitado no grande sofá enrolado em seu edredom pesado, porém estava passando o filme da princesa e o sapo. Ele teria que ver esse filme! Foi até o marido e entregou a xícara grande com chocolate. Não disse nada, deixou o loiro no seu tempo. — Minha mãe morreu eu tinha oito anos! Ela sabia que eu gostava de meninos, ela deixava claro seu nojo por mim. — Não tinha traços de infantilidade nas falas de Liam, ali ele viu sua mágoa e dor, viu que ele podia agir como uma criança, mas só quando estava feliz. — Ela sempre me bateu, ainda mais quando eu estava perto de algum menino. Ela dizia que eu era nojento, dizia que era tudo culpa do meu pai, e da amante dele. — Ele tomou um curto gole do chocolate, encarou o líquido como se ali tivesse as respostas. — Eu sempre tentei ser melhor, joguei futebol e na verdade ganhei três troféus. — Ele sorriu. — Mas, não era o suficiente, quando eu tinha sete anos ela foi diagnosticado com câncer de pulmão e garganta por fumar de mais, mas todos disseram que a culpa foi minha, disseram que ela adoeceu de desgosto. Ela não parou de fumar, e alguns meses depois ela morreu! E se antes minha vida já era r**m, foi quando tudo piorou, meu avô me privava cada vez mais das coisas, quando ele me viu beijando um garoto, simplesmente disse que não me daria mais nada, foi quando comecei a fazer bombom e a vender na escola, nas ruas em todo lugar, e isso matou meu avô de raiva, já que assim eu consegui comprar até mesmo meu celular. O orgulho pelo loiro, encheu o coração do Nara. — Mas aí eu tive meu primeiro namorado, e um dia ele me mandou mensagem, eu estava alimentando o gato, meu tio viu e foi naquela noite que meu mundo caiu, eu apanhei tanto, minha avó me cortou, fez três marcas em cada bochecha, cada marca representa três anos que eles cuidaram de mim. Eu tive costelas fraturadas, ossos quebrados, meu maxilar foi deslocado e uma parte do meu cérebro inchou, eu fui colocado em coma induzido por um mês, e quando eu acordei, Simon estava lá. — Você sabe o nome do seu pai? — Henry tinha medo de saber. — Só o primeiro nome, Nathan! — Henry arfou, seu coração acelerou, a respiração falhou. — Quando minha mãe ficou grávida, ele foi embora com a amante. — Nathan era casado com Alice, ambos eram doces e muitos zelosos. — Como sua mãe se chamava? — Maya, Maya Willians. — Henry tinha uma grande vontade de m***r os avós de Liam. O menor terminou de tomar seu chocolate e se aconchegou em Henry. Logo ele dormiu, mas Henry ficou ali imaginando se aquilo tudo era verdade, será que seu padrinho realmente fez isso? Se fosse verdade, ele não perdoaria o loiro mais velho, olha o que Liam passou! Quando o loiro já estava adormecido, Henry o levou para o andar de cima, o deixou na cama e foi até seu escritório, pegou o telefone e discou o número do seu padrinho, que atendeu no terceiro toque. — Henry? O que foi? Aconteceu algo? — Como sempre, preocupado. — Padrinho, é... quando você chega?— Henry perguntou receoso. — Amanhã a tarde, por que? — Venha a minha casa, o mais rápido que conseguir por favor. Preciso falar com você! — Nathan estava preocupado, mas resolveu deixar para falar do assunto pessoalmente. — Okay! Se despediram e Henry voltou ao quarto, e olhou o pequeno. Amanhã! Deixaria tudo para amanhã!
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