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1313 Words
Tentei me acalmar, ele vai voltar, ele tem que voltar, talvez fosse culpa minha devo ter feito alguma coisa. Meu olhar estava perdido, procurando nos mesmo lugares daquela rua vazia. Me sentei na porta ainda chorando muito e não sei quanto tempo passou, mas ele não voltou. Olhei para meu quarto ainda meio bagunçado, e vi nós dois, lembranças, principalmente as últimas. Depois de um banho, só conseguia olhar para o chão e ouvir todas as palavras de Tomy na minha cabeça, se repetindo em um eco distante. Ele está certo, nunca ficaríamos juntos seria maluquice. Mas seria tão r**m assim? Tinhamos um ao outro mesmo que o resto do mundo não soubesse e agora eu nem sei como ele está, ou se desapareceu de vez. Neste exato momento estou aqui, me lamentando por alguém que sequer existe. Os dias foram se passando, eu estava dormindo m*l. Sempre que fechava os meus olhos lembrava do sorriso de Tom e voltava a chorar, um nó constante na minha garganta espantava a fome. Acabei perdendo algumas provas do curso, não conseguia ter disposição para absolutamente nada. Às reclamações em relação a isso e de como a casa estava "mau limpa" começaram a ser piores. Eu não tinha mais com quem reclamar ou tentar esquecer tais problemas. Meu amigos notaram algo errado, mas eu nunca dizia nada, sempre mudava de assunto ou só dava alguma desculpa esfarrapada. Mais alguns dias depois, meu cansaço me venceu por completo, tudo que eu fazia estava dando errado e a cada passo que eu dava meu corpo parecia doer mais e mais, as dores fortes pelo corpo me causava náuseas. — Entra no carro! -Guilder fala sério assim que saimos do prédio do curso. — Me deixa passar Guil... — Bell entra no carro! - Pediu novamente suspirando. Entrei e coloquei o sinto. Ele entra logo depois e liga o carro antes de por o sinto. — Me conta o que está acontecendo, sem desculpas e sem mudar de assunto... — Olha é serio eu não estou afim de falar disso... Para o carro!! - Tentei tirar o sinto, mas ele colocou a mão sobre a minha. — Eu estou realmente preocupado contigo.Você está parecendo que não come a dias direito, toda descabelada... Quando foi a ultima vez que você dormiu? — Eu não sei... - Ri nervosa. — Foi alguma coisa? Morreu alguém? Ou namorado? Ou... — É eu perdi alguém... Alguém muito importante e que eu amo muito... - O choro começou a vir, respirei fundo e segurei. — Faz algum tempo certo? Você está assim a quase duas semanas... — É... Não paro de me lembrar disso o tempo todo... — Vai ficar tudo bem... Pode confiar em mim, tá bom? Por favor me promete que vai tentar superar isso... - Ele segura minha mão e suspira. — Eu irei tentar... (...) O teto do meu quarto parecia uma bela pintura a qual eu não conseguia parar de admirar, meus olhos não queriam se mover, e olhar o quarto que em tantas vezes teve a presença dele, agora estava tão vazio sem suas brincadeiras e palhaçadas. Me doía todas às vezes em que me lembrava. Desde então só fico parada olhando para fora da janela como uma guardiã, evitando as lembranças guardadas por aquele cômodo. Minha garganta ardeu, estava se fechando de novo quando gritei com força no travesseiro. Me levantei e comecei a arrastar os móveis para lugares diferentes. Peguei tudo que tinhamos feito juntos e coloquei em uma caixa. No fim da arrumação essa caixa foi para cima do guarda roupas aonde eu não teria mais acesso. Algumas coisa eu acabei quebrando, uma mistura de dor e ódio corrói meu peito o tempo todo, e eu cheguei no meu limite. Eu nunca poderia esquecer ele, mas eu precisava tentar. (...) Outro dia tedioso de curso. Fiz questão de ir na frente para não ter que falar novamente com Guil ou Rafa que infelizmente ficou a aula toda tentando fazer eu dizer alguma coisa, eu não podia, nem se eu quisesse. Os carros pareciam estar em modo silêncioso, senti uma sensação leve no corpo e de repente o vento soprou em minhas costas. A leveza se estendeu aos meus pés que parecia não tocar o chão. – Moça... Tá tudo bem? - Um anjo falava comigo. — Quem é você? — Jeon Denn - Ele diz. — Você é muito bonito sabia? - disse a ele e senti vontade de rir. *** Jeon Denn P.O.V *** A moça que tropeçou em mim, parecia estar muito m*l, ou bêbada, ela começou a sorrir depois de me apresentar e desmaiou. A segurei em meus braços, e a levei para ao hospital que por sorte estava bem perto. Levei a moça para a emergência, e depois que ela foi atendida segui meu rumo ao quarto que já visitava a um bom tempo. — Cara você não acredita, um moça desmaiou em cima de mim hoje, ai eu trouxe ela pro hospital... Ela falou que eu era bonito antes de desmaiar acredita? - Ri sozinho conversando novamente com meu irmão, esperando que ele me ouvisse. — Acho que vocês seriam amigos se você estivesse aqui, ela parece ter a sua idade... Você.. Pode me ouvir? Conversamos todos os dias... Queria tanto te ver abrir os olhos de novo... *** Belle Wang P.O.V *** Sinto um incômodo em meu braço, e um cheiro estranho invade minha narinas, tento abrir os olhos mas a luz forte me impede. A porta se abre e um homem de branco entra, um medico. Um medico?!! - Abri de uma vez os olhos e tentei me sentar na cama, notei que estava em um quarto de hospital, uma agulha ligada ao acesso da bolsa de soro era o que incomodava meu braço. — Calma... - Ele disse com a voz suave. — Como eu vim parar aqui? - Perguntei sentindo minha garganta arranhar. — Você desmaiou e um rapaz te trouxe diretamente para esse hospital. Você deu sorte! — Ah... - Lembrei do anjo que vi no meu sonho, talvez não fosse sonho. O medico deu uma rápida explicação dos exames e devido a minha alimentação r**m e falta de sono eu meio que fiz meu corpo entrar em pânico. Logo depois ele sai me deixando sozinha no quarto. A porta se abre e vejo quem eu menos esperava, o Tom. — Você... Você está bem né? Eu não queria causar isso me desculpa, eu não queria ir embora, eu também estou muito m*l, eu vi você se divertindo com seus amigos e surtei... Eu não achei que isso ia acontecer achei que seria melhor pra você viver sem... — Ei! Está tudo bem... Eu tentei esquecer você... Mas nem tudo é controlável... Não dá pra deixar de amar alguém... Ele sorriu e me concebeu um abraço, aquele toque tão diferente e surreal, tão apertado. — Você está mesmo aqui, caramba... O que aconteceu? - j**k aparece do nada mais porta. — Eu... - Sorri sem graça e limpei meus olhos. — Você...? - Ele pergunta de novo. — Eu acho que desmaiei em cima de alguém... — Do Denn ele é um amigo meu, irmão do meu amigo que está internado aqui... - j**k diz sorrindo. — Quem é ele? - Tonto pergunta ainda ao lado da cama. Eu não o respondo e seguro sua mão. — Ah... — E eu vi sua mãe na sala de espera e liguei os pontos... Vai me dizer como foi que você ficou desse jeito? — Não... É maluquice! Espera minha mãe está aqui? - Revirei os olhos. — Ótimo quero saber ainda mais agora! E não muda de assunto! Está certo que j**k sempre foi completamente doido, mas não nesse nível. — Acredita em amigos imaginários? - Olhei para j**k sem graça e Tom apertou minha mão.
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