CAPITULO 35

1504 Words
CAIO SANTORO Entro com Louise entrelaçada na minha cintura, nossos lábios ainda colados em um beijo selvagem. Solto-a na cama e continuo a beijá-la; Louise tem gosto de pecado. Quanto mais eu beijo, mais eu quero. Vê-la desse jeito, com os cabelos bagunçados e o batom borrado, já é o suficiente, mas quando olho para as suas pernas, minha cabeça gira. Louise é ousada e sabe exatamente como me deixar louco. — Sem calcinha, querida esposa? LOUISE: — Esse vestido é lindo demais para ser marcado por uma peça tão pequena. — Louise gostava de brincar com o perigo. CAIO: — Espero que você saiba conduzir esse vestido sem mostrar mais do que já está mostrando, Senhora Santoro. Caso contrário, tenha em mente que eu mataria quem visse mais do que deveria, e a culpa por essas mortes seria única e exclusivamente sua. Ela me olha com os olhos arregalados, mas logo volta com aquele olhar de desafio. LOUISE: — O tempo que você gasta aí ameaçando Deus sabe quem, você já estaria me comendo. Olho para ela indignado. Não conhecia esse lado safado da minha querida esposa. — Seu pedido é uma ordem, Senhora Santoro. A puxo pelas pernas e ela solta um gritinho. Coloco-a de quatro e entro nela em um tranco firme. Ela solta o gemido que estava segurando, e eu continuo investindo com força. Puxo seu cabelo, bato na sua b***a, e seus gemidos são música para os meus ouvidos. Me perco no tempo e nem me lembro a que horas fomos dormir. Acordo meio desorientado; não enxergo nada, o quarto está imerso na escuridão. Passo a mão pela cama e ela está vazia. LOUISE: — Bom dia! Achei que dormiria até amanhã. Louise entra no quarto com uma tigela de salada de frutas com iogurte. LOUISE: — Coma, eu já tomei café. Não quis te acordar, você estava com o sono pesado e não quis interromper. Toma seu iogurte e vem tomar um banho comigo; vamos visitar a Helena. Ela entra no banheiro e eu como minha salada de frutas. Termino de comer, deixo a tigela em cima da mesa de cabeceira e caminho para o banheiro. Louise está com os cabelos amarrados em um coque, imersa na banheira cheia de espuma. Rapidamente, retiro toda a minha roupa e entro na banheira por trás dela. Ficamos relaxando por bastante tempo e eu fico pensando: "Como eu perdi isso por tanto tempo?". Ficar assim com ela me traz uma calmaria, uma sensação de lar. Louise é o meu lar, só demorei demais para perceber isso. Saímos da banheira, nos arrumamos e descemos para ir à casa da Helena, que agora estava morando com o Klaus. Chegamos à casa do Klaus bem rápido e Louise ficou conversando com a Helena. — E aí, como ela está? KLAUS: — Distante, assustada. Eu não sei o que aconteceu com a Helena, mas, pelo jeito que ela está, algo muito sério ocorreu. Essa que voltou não é mais a Helena de antigamente. A Helena era alegre, gastar meu dinheiro com bolsas era o hobby favorito dela. Ela não quer retornar à faculdade e só fica trancada dentro do quarto. Dona Joana disse que a pegou chorando várias vezes, e ela pediu para que não me contasse. Algo aconteceu de muito grave com ela e eu vou descobrir. E já vou logo avisando: se eu descobrir que o Armand fez algo com ela, eu mato ele. — Klaus, a consumação do casamento era inevitável, eles eram casados. Infelizmente, não conseguimos impedir a tempo. Agora, o que ele fez com ela ao longo desses três meses é o que temos que descobrir. Te aconselho a convencê-la a fazer umas consultas com um terapeuta; acredito que vai ajudar bastante. Klaus concorda comigo e trocamos de assunto. Ficamos horas conversando sobre a máfia; Klaus agora vai fazer parte da Máfia Russa, então tem que começar a aprender como as coisas funcionam. Passamos o restante da tarde conversando. Ele não demonstra, mas sei que está assustado com a posse de seu cargo. Klaus nunca pensou em tomar um posto na organização; sei que para ele será difícil se adaptar daqui para frente, ainda mais com o cargo alto que a família dele tem, e essa situação com a Helena está mexendo bastante com ele. LOUISE: — Oi, vamos? — Sim. Não passei muito tempo com a Louise hoje, então resolvi levá-la para jantar. Mesmo não tendo interesse nela no início, sei tudo sobre ela, e uma das coisas que sei é que ela ama comida japonesa. Então, a levarei a um restaurante japonês hoje. LOUISE: — Esse não é o caminho para a minha casa e nem para a sua. Aonde estamos indo? Louise é esperta, uma observadora nata. — Vamos jantar. Nunca saímos para jantar e quero fazer essas coisas com você daqui para frente. Espero ter acertado no restaurante. Ela concorda e volta a ficar em silêncio. Depois de uns vinte minutos, chegamos. O restaurante é lindo; já vim aqui uma vez e descobri que a Louise também. — Podemos procurar um que você nunca foi, se preferir — sugeri, já que ela conhece o local. LOUISE: — Acho difícil ter um restaurante nessa cidade que eu já não tenha ido com a minha família, com a Helena ou até mesmo sozinha. Ela me dá um sorriso lindo. Como pode ser tão perfeita?! — Ok então, vamos entrar. Fiz reserva para a gente na sacada, a vista deve ser divina. LOUISE: — É mesmo, você com certeza vai adorar. Chegamos e pedimos um vinho e algumas entradas. — Qual sua cor favorita? LOUISE: — Querendo me conhecer melhor, querido marido? — Não estraga o clima, Louise, só me responde. LOUISE: — Minha cor favorita é roxo. Sou apaixonada por bolsas, livros e saltos. Tenho pavor de agulha e muito medo de altura. Não gosto de dormir totalmente no escuro. Amo comida japonesa, mas isso você já sabe; além de comida japonesa, também gosto de comida brasileira. Eu amo viajar, mas nunca tinha saído do meu país antes. Não sou muito boa em fazer amizades, falo quatro idiomas diferentes e, modéstia à parte, me considero muito inteligente. O resto, só convivendo para saber. — A convivência é a melhor forma mesmo, mas ser observador te faz pegar os mínimos detalhes. Como, por exemplo: você ama dias de chuva; sua bebida alcoólica favorita é gim com água tônica e limão; pela manhã, você precisa beber meia xícara de café sem açúcar; não é muito fã de macarrão e tem alergia a gato. Essas são só algumas das coisas que percebi, mas sei muito mais. E sobre sua cor favorita ser roxo, isso é meio nítido. LOUISE: — Ah, que isso! Eu nem uso tanta coisa roxa assim. — Sério, Louise? No seu closet é a cor mais presente. LOUISE: — Verdade... Demos risadas e o nosso jantar chegou. Depois de comer, ficamos bebendo e conversando amenidades. A noite com ela foi superdivertida, e a Louise bêbada é uma figura! No final, levei uma Louise totalmente embriagada para casa. Resolvi levá-la para o meu apartamento; não queria chegar com ela nesse estado na casa dos pais dela. LOUISE: — Caio, me leva no colo, não quero andar. Pego-a no colo e ela deita a cabeça no meu ombro. LOUISE: — Sabe, Caio, quando eu era criança, sempre sonhei em casar. Entrar na igreja de branco, olhar para o altar e ver o amor da minha vida me esperando. Queria um casamento baseado no amor, igual ao dos meus pais. Acontece que, no nosso meio, não existe isso. No dia do nosso casamento, descobri que vivia em uma mentira a minha vida toda, e o engraçado disso tudo é que só eu não sabia. Estava determinada a encontrar um amor igual ao deles, mas quando nós conversamos pela primeira vez, minha esperança foi embora. Eu tive uma vontade tão grande de chorar, e nem era pelo fato de você ter me rejeitado, mas sim porque meu sonho de criança tinha sido destruído: eu não casaria por amor. Louise estava bêbada e só por isso estava me dizendo essas coisas. Eu já sabia o que tinha acontecido no dia do nosso noivado, assim como também já sabia sobre as condições do casamento dos pais dela, mas nunca coube a mim dizer nada. LOUISE: — Por que você está tirando minha roupa? — Vou te ajudar a tomar um banho, você não quer? LOUISE: — Só vai me ajudar com isso? Ela me olha com os olhos cheios de luxúria, e meu p*u já dá sinal de vida. — Sim, meu bem, só vou te ajudar com isso. Ela se levanta parecendo não gostar muito da minha resposta. LOUISE: — Ah, para isso não preciso de ajuda, posso tomar banho sozinha. Ela se levanta e tira o vestido, ficando só de lingerie vermelha — uma calcinha minúscula — e um Valentino no pé. Simplesmente a visão mais perfeita que meus olhos já contemplaram.
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